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Tesouro submerso segue surpreendendo: após 40 horas no fundo do mar nas ilhas gregas, 50 novos artefatos intactos escondidos no naufrágio submerso há 2.050 anos foram revelados

Publicado em 14/04/2026 às 09:36
Atualizado em 14/04/2026 às 10:28
Naufrágio, Artefatos
Imagem: Ilustração
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Mais de 50 artefatos foram retirados do naufrágio de Antikythera, ampliando pistas sobre a carga, a origem do navio e costumes antigos

Mais de 50 artefatos foram recuperados no naufrágio de Antikythera, perto de uma ilha grega remota, em etapa do projeto Retorno a Antikythera, que escava um dos sítios subaquáticos mais ricos já explorados.

Escavação amplia mapa do naufrágio

O naufrágio de Antikythera data de cerca de 2.050 anos e continua atraindo arqueólogos pela escala e variedade da carga. O projeto foi lançado em 2014 e se concentra no que permanece sob sedimentos.

O trabalho é liderado pela Instituição Oceanográfica Woods Hole e realizado sob supervisão da Eforia Grega de Antiguidades Subaquáticas.

Achados surgem sob o leito marinho

A expedição representou avanço na compreensão do naufrágio. Mergulhadores passaram cerca de 40 horas no fundo do mar, usando equipamentos especializados para conduzir escavações controladas.

Detectores de metais revelaram objetos enterrados e espalhados pelo local. O resultado confirmou que boa parte da carga está escondida sob os sedimentos.

Muitos artefatos foram registrados por modelagem 3D antes e depois da retirada. Esse processo permite rastrear com precisão a posição de cada peça e preservar o contexto dos achados.

Theotokis Theodoulou afirmou que a equipe teve muita sorte neste ano, porque vários itens foram escavados dentro de seu contexto original, ampliando o valor das informações obtidas.

Naufrágio, artefatos
Arqueólogos mergulham no sítio arqueológico do naufrágio de Antikythera, escavando cuidadosamente artefatos escondidos sob camadas de sedimentos. Crédito: Brett Seymour, EUA/ARGO

Objetos misturam luxo e cotidiano

Entre os itens recuperados em Antikythera, estavam mais de cinquenta artefatos, entre eles um apoio de braço de bronze que pode ter pertencido a um trono.

Também surgiram pregos, um possível fragmento de utensílio e uma frágil massa de bronze.

Ao lado dessa massa de bronze, foi encontrada uma conta azul. O conjunto ajuda a compor um quadro do conteúdo transportado pelo navio antes do naufrágio.

Os arqueólogos também identificaram fragmentos de mosaico de vidro, vasos de vidro transparente e um lagynos ornamentado usado como jarro de mesa.

A recuperação em contexto original ajuda a entender como esses objetos eram utilizados.

Outras descobertas parecem ligadas à vida pessoal a bordo, como partes de uma flauta de osso e um peão de jogo de tabuleiro.

Laboratório busca origem da carga

A equipe recuperou quinze artefatos de chumbo, incluindo um anel de salvamento e partes de âncoras, para análise isotópica.

Os pesquisadores avaliam que o exame pode indicar onde o chumbo foi extraído e possivelmente a origem do navio.

Também foram coletadas amostras de DNA de partes de madeira do casco e de recipientes cerâmicos intactos. O objteivo é ampliar o rastreamento de materiais ligados à embarcação.

Sedimentos podem revelar dieta antiga

A equipe reuniu amostras de sedimentos para estudar grãos de amido e fitólitos. Esses vestígios podem indicar o que o navio carregava e trazer pistas sobre dietas antigas.

Em comunicado divulgado no site da Instituição Oceanográfica Woods Hole, a equipe lembrou que a expedição de 2015 forneceu o melhor conhecimnto até então sobre esse naufrágio e sua carga.

O mesmo comunicado informou que alvos metálicos estão dispersos em uma área de aproximadamente 40×50 metros.

Esse campo de destroços indicaria o tamanho do navio que afundou nos penhascos de Antikythera.

Com informações de Daily Galaxy.

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Romário Pereira de Carvalho

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