Mais de 50 artefatos foram retirados do naufrágio de Antikythera, ampliando pistas sobre a carga, a origem do navio e costumes antigos
Mais de 50 artefatos foram recuperados no naufrágio de Antikythera, perto de uma ilha grega remota, em etapa do projeto Retorno a Antikythera, que escava um dos sítios subaquáticos mais ricos já explorados.
Escavação amplia mapa do naufrágio
O naufrágio de Antikythera data de cerca de 2.050 anos e continua atraindo arqueólogos pela escala e variedade da carga. O projeto foi lançado em 2014 e se concentra no que permanece sob sedimentos.
O trabalho é liderado pela Instituição Oceanográfica Woods Hole e realizado sob supervisão da Eforia Grega de Antiguidades Subaquáticas.
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Achados surgem sob o leito marinho
A expedição representou avanço na compreensão do naufrágio. Mergulhadores passaram cerca de 40 horas no fundo do mar, usando equipamentos especializados para conduzir escavações controladas.
Detectores de metais revelaram objetos enterrados e espalhados pelo local. O resultado confirmou que boa parte da carga está escondida sob os sedimentos.
Muitos artefatos foram registrados por modelagem 3D antes e depois da retirada. Esse processo permite rastrear com precisão a posição de cada peça e preservar o contexto dos achados.
Theotokis Theodoulou afirmou que a equipe teve muita sorte neste ano, porque vários itens foram escavados dentro de seu contexto original, ampliando o valor das informações obtidas.

Objetos misturam luxo e cotidiano
Entre os itens recuperados em Antikythera, estavam mais de cinquenta artefatos, entre eles um apoio de braço de bronze que pode ter pertencido a um trono.
Também surgiram pregos, um possível fragmento de utensílio e uma frágil massa de bronze.
Ao lado dessa massa de bronze, foi encontrada uma conta azul. O conjunto ajuda a compor um quadro do conteúdo transportado pelo navio antes do naufrágio.
Os arqueólogos também identificaram fragmentos de mosaico de vidro, vasos de vidro transparente e um lagynos ornamentado usado como jarro de mesa.
A recuperação em contexto original ajuda a entender como esses objetos eram utilizados.
Outras descobertas parecem ligadas à vida pessoal a bordo, como partes de uma flauta de osso e um peão de jogo de tabuleiro.
Laboratório busca origem da carga
A equipe recuperou quinze artefatos de chumbo, incluindo um anel de salvamento e partes de âncoras, para análise isotópica.
Os pesquisadores avaliam que o exame pode indicar onde o chumbo foi extraído e possivelmente a origem do navio.
Também foram coletadas amostras de DNA de partes de madeira do casco e de recipientes cerâmicos intactos. O objteivo é ampliar o rastreamento de materiais ligados à embarcação.
Sedimentos podem revelar dieta antiga
A equipe reuniu amostras de sedimentos para estudar grãos de amido e fitólitos. Esses vestígios podem indicar o que o navio carregava e trazer pistas sobre dietas antigas.
Em comunicado divulgado no site da Instituição Oceanográfica Woods Hole, a equipe lembrou que a expedição de 2015 forneceu o melhor conhecimnto até então sobre esse naufrágio e sua carga.
O mesmo comunicado informou que alvos metálicos estão dispersos em uma área de aproximadamente 40×50 metros.
Esse campo de destroços indicaria o tamanho do navio que afundou nos penhascos de Antikythera.
Com informações de Daily Galaxy.

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