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Terremoto de magnitude 7,1 na Venezuela faz prédios balançarem em Manaus e Belém: moradores relatam momentos de desespero enquanto Defesa Civil monitora réplicas sísmicas sentidas a milhares de quilômetros do epicentro em Morón

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Escrito por Felipe Alves da Silva Publicado em 25/06/2026 às 14:37 Atualizado em 25/06/2026 às 15:00
Assista o vídeoMoradores em rua urbana observando prédios após tremor sentido em Manaus e Belém após terremoto na Venezuela
Moradores observam prédios após sentirem tremores em Manaus e Belém nesta quarta-feira (24)
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Abalo sísmico de origem caribenha provoca cenas de pânico em duas capitais da Região Norte do Brasil e reabre debate sobre risco de terremotos distantes afetarem áreas urbanas amazônicas

Na noite desta quarta-feira (24), moradores de Manaus, no Amazonas, e de Belém, no Pará, viveram instantes de apreensão. Prédios balançaram, objetos caíram de estantes e famílias inteiras correram para as ruas. O motivo, segundo as autoridades, está a milhares de quilômetros de distância: um duplo terremoto que sacudiu a Venezuela e cujos reflexos sísmicos teriam alcançado o território brasileiro.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (24) por Helena Barra, Thiago Félix e Tayana Narcisa, em reportagem publicada pelo portal CNN Brasil. Segundo o levantamento, relatos começaram a se multiplicar nas redes sociais logo após o início da noite, descrevendo “momentos de desespero” em prédios residenciais das duas capitais nortistas.

Por outro lado, embora o estremecimento tenha causado sobressalto generalizado, não há, até o momento, qualquer registro de danos estruturais relevantes em solo brasileiro. A ausência de vítimas, contudo, não diminuiu a sensação de insegurança entre quem vivenciou o fenômeno em primeira mão.

Vídeos mostram pânico em prédios de Manaus e Belém

Conforme publicado pelo portal CNN Brasil, vídeos compartilhados nas redes sociais mostram prédios e objetos balançando de forma visível durante o abalo. Nas imagens, é possível perceber moradores reagindo com surpresa ao movimento incomum das estruturas, um fenômeno raro nessa magnitude na Região Norte do país.

Em consequência disso, alguns moradores optaram por deixar os edifícios após o ocorrido, com medo de réplicas ou de uma possível repetição do tremor. A cena, registrada por câmeras de celular, circulou rapidamente entre grupos de WhatsApp e perfis locais, ampliando a repercussão do episódio antes mesmo de qualquer posicionamento oficial.

Diante da repercussão, a Defesa Civil do Estado do Amazonas emitiu nota afirmando que os tremores sentidos poderiam estar relacionados aos reflexos de um abalo sísmico registrado na região do Mar do Caribe, próximo à Venezuela. Segundo o órgão, além da capital amazonense, ondas sísmicas também teriam sido percebidas nos municípios de Barcelos e Iranduba.

Ainda assim, as informações sobre a origem exata e a magnitude do fenômeno continuavam, à época da publicação, sob verificação dos órgãos técnicos competentes. Nesse sentido, a Defesa Civil destacou que não há, até o momento, registros de danos estruturais, desabamentos ou vítimas relacionados ao tremor sentido em território brasileiro. As Defesas Civis municipais permanecem mobilizadas, monitorando a situação e realizando o levantamento de eventuais ocorrências adicionais.

A CNN Brasil também entrou em contato com o Corpo de Bombeiros de Belém em busca de mais informações sobre possíveis impactos na capital paraense. Até a publicação da reportagem original, o espaço permanecia em aberto, sem retorno oficial do órgão.

O duplo terremoto que atingiu a Venezuela e gerou alerta de tsunami

Para entender o que motivou o sobressalto na Região Norte do Brasil, é preciso voltar os olhos para a costa venezuelana. De acordo com o USGS (U.S. Geological Survey), um terremoto de magnitude 7,1 atingiu inicialmente a Venezuela nesta quarta-feira (24), a uma profundidade de 13 quilômetros. O epicentro foi localizado na cidade de Morón, no estado de Carabobo, mas o impacto se espalhou rapidamente: os tremores também abalaram a capital, Caracas, e chegaram a gerar um alerta de tsunami para parte do litoral caribenho.

Testemunhas relataram cenas de caos nas ruas da capital venezuelana. Moradores correram para sair dos prédios que balançaram com intensidade durante o terremoto. Uma testemunha contou que rachaduras surgiram na parede externa de seu apartamento, enquanto os vidros da entrada do edifício se estilhaçaram com o impacto do movimento telúrico.

O sistema de alerta de tsunami dos Estados Unidos chegou a informar que havia “possibilidade de ondas perigosas para as costas situadas em um raio de 300 quilômetros do epicentro do terremoto na Venezuela”, incluindo Porto Rico e as Ilhas Virgens Americanas entre as áreas de risco. Enquanto isso, moradores da Colômbia também relataram ter sentido a movimentação do solo, reforçando a extensão do fenômeno sísmico. O alerta de tsunami foi cancelado posteriormente, depois que as autoridades concluíram não haver risco iminente de ondas destrutivas.

Vale destacar que esse primeiro tremor, de magnitude 7,1, fez parte de um padrão pouco comum: tratou-se, na verdade, de um duplo terremoto, com um segundo abalo de magnitude ainda maior registrado poucos segundos depois, próximo à mesma região epicentral. Esse tipo de evento, conhecido entre sismólogos como “doblete sísmico”, amplia significativamente o potencial destrutivo de um fenômeno natural dessa escala.

Por que tremores na Venezuela são sentidos a milhares de quilômetros de distância

Ainda que a distância entre a Venezuela e a Região Norte do Brasil seja considerável, a propagação de ondas sísmicas de longo alcance não é incomum quando o terremoto de origem atinge magnitudes elevadas. Nesse caso específico, a proximidade geográfica relativa entre o norte da América do Sul e estados como Amazonas e Pará, somada à intensidade do abalo original, ajuda a explicar por que moradores tão distantes do epicentro relataram sensações físicas do tremor.

Portanto, o episódio se conecta a uma série recente de eventos sísmicos que têm chamado atenção em diferentes regiões do continente, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo por parte dos órgãos de defesa civil, inclusive em áreas tradicionalmente consideradas de baixo risco sísmico, como é o caso da Bacia Amazônica. Contudo, é importante reforçar: até a publicação desta matéria, nenhum dano estrutural havia sido confirmado em território brasileiro, e a situação seguia sob acompanhamento técnico.

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Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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