Com o objetivo de debater os principais desafios e oportunidades do setor, o evento acontecerá nos dias 6 e 7 de julho
A terceira edição do Fórum de Valorização Energética de Resíduos já tem data para acontecer. O evento, que será realizado por meio do formato híbrido neste ano, ou seja, por meio da internet e também no modelo presencial, está marcado para os dias 6 e 7 de julho, no Novotel São Paulo Jaraguá Conventions, em São Paulo.
Organizado pelo Grupo FRG Mídias & Eventos e promovido pela Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (ABREN), o Fórum tem como principal objetivo reunir as principais autoridades e players do setor, de modo a debater e discutir os novos rumos e tendências do setor de recuperação energética de resíduos no Brasil.
A geração atual de lixo no país é de aproximadamente 82,5 milhões de toneladas por ano, porém o índice de reciclagem chega a apenas 2%. O lançamento do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PLANARES), em abril deste ano, teve o objetivo de modificar o cenário dos resíduos sólidos no país. O Planares reforça, por exemplo, que até 2040 a expectativa é que metade do lixo seja reciclado ou reaproveitado de alguma forma.
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Dessa maneira, utilizar a recuperação energética como forma de otimizar a gestão dos resíduos sólidos é uma saída viável e que deve ser fomentada no país. O Fórum de Valorização Energética de Resíduos traz em sua programação palestras dos principais representantes do setor, assim como membros da academia que são especialistas no assunto.
Segundo a ABREN, as usinas de recuperação energética (UREs), que utilizam o lixo para gerar energia, podem atender pelo menos 5% do consumo energético das cidades brasileiras. Além disso, há potencial para alcançar 994 MW de potência instalada por meio das UREs, energia que seria suficiente para abastecer 27 milhões de domicílios com eletricidade limpa e renovável.
Outra importante destinação para os resíduos urbanos é a atividade de coprocessamento de combustíveis derivados de resíduos (CDR) em fornos de cimento (coprocessamento), substituindo combustíveis fósseis. Essa atividade resulta na redução da emissão de gases de efeito estufa com a substituição de combustíveis fósseis por CDR. Em diversos países da Ásia, Europa e América do Norte existem diversas plantas de preparo de CDR a partir do resíduo sólido urbano, inclusive com a utilização da fração orgânica através de processos de biosecagem, e o Brasil hoje utiliza 31% de CDR para a fabricação do cimento.
De acordo com Yuri Schmitke, presidente executivo da ABREN, “o encontro é uma ótima oportunidade para reunir os principais especialistas do setor e debater os próximos passos do Brasil rumo à ampliação da recuperação energética de resíduos. Essa tecnologia terá grande contribuição para a transição energética brasileira”.
Fonte: 200 Assessoria de Imprensa

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