Astrônomos identificaram gás neutro em quatro galáxias do universo primitivo, observadas entre 700 milhões e 800 milhões de anos após o Big Bang.
Uma descoberta astronômica considerada inédita foi anunciada por uma equipe internacional liderada pela Universidade de Chiba, no Japão.
Pesquisadores identificaram, pela primeira vez de forma direta, gás neutro associado à formação de estrelas em galáxias muito antigas.
A detecção ocorreu em quatro galáxias observadas entre 700 milhões e 800 milhões de anos após o Big Bang, fase essencial para entender a evolução inicial do universo.
-
A ciência ainda discute como medir a inteligência de quem pode ser um dos brasileiros mais brilhantes da atualidade, com QI 188 registrado em teste específico, 55 formações citadas e presença em sociedades de alto QI
-
OpenAI quer transformar o ChatGPT em um superapp poderoso com agentes de IA, Codex turbinado e ferramentas para empresas antes de possível IPO bilionário
-
Alibaba lança inteligência artificial para robôs na China e revela por que as big techs agora querem máquinas que façam muito mais do que conversar
-
150 cientistas de 40 países alertam para uma inversão silenciosa nos rios: dados de 550 cursos d’água mostram que poluição agrícola e urbana aceleram a decomposição de matéria orgânica aquática, transformando ecossistemas que deveriam absorver carbono em emissores de CO2 e metano para a atmosfera
Os resultados foram publicados em 15 de junho de 2026, na revista científica The Astrophysical Journal.
As observações foram realizadas com o radiotelescópio ALMA, instalado no Chile, e complementadas com dados do Telescópio Espacial James Webb.
Descoberta revela combustível essencial para novas estrelas
O gás neutro é considerado um dos principais ingredientes para o nascimento de novas estrelas.
Sua presença indica regiões onde a matéria pode se concentrar e dar origem a novos sistemas estelares.
A detecção desse tipo de gás em galáxias tão distantes sempre foi um desafio para os astrônomos.
A nova pesquisa, portanto, representa um avanço importante para compreender como as primeiras galáxias começaram a formar estrelas.
Como os cientistas identificaram o gás neutro
Os pesquisadores analisaram emissões produzidas por átomos de oxigênio e carbono presentes nas quatro galáxias estudadas.
A comparação desses sinais permitiu separar a origem das emissões registradas pelos instrumentos.
A equipe concluiu que uma parte significativa do material observado estava concentrada em regiões de gás neutro.
Essas regiões são consideradas importantes porque podem reunir as condições necessárias para alimentar a formação de estrelas.
ALMA teve papel decisivo na observação
O radiotelescópio ALMA foi fundamental para a identificação do gás formador de estrelas.
O equipamento permitiu mapear esse material com mais precisão em uma fase muito remota da história cósmica.
As quatro galáxias analisadas são vistas como exemplos de sistemas comuns responsáveis por intensa formação estelar no universo inicial.
A pesquisa ajuda a entender como estruturas antigas evoluíram pouco tempo depois do Big Bang.
James Webb ajudou a ampliar a análise
Os dados do Telescópio Espacial James Webb foram usados para complementar a leitura feita pelo ALMA.
A combinação das informações permitiu caracterizar melhor as condições físicas e químicas das galáxias observadas.
Segundo Yoshinobu Fudamoto, professor assistente da Universidade de Chiba e coordenador do estudo, trata-se do registro direto mais distante desse tipo em galáxias comuns do universo inicial.
O pesquisador destacou a importância da linha espectral de carbono ionizado, conhecida como [C II], para estudar o gás neutro em períodos antigos da história cósmica.
Dados apontam regiões compactas e densas
As emissões de oxigênio e carbono também foram usadas para modelar as propriedades do gás encontrado.
Os resultados apontaram densidades elevadas, semelhantes às observadas em galáxias com intensa formação de estrelas.
O campo de radiação detectado, porém, foi menos intenso do que aquele encontrado em sistemas extremamente ativos.
Essa combinação sugere a existência de regiões compactas, densas e ricas em matéria.
Essas áreas podem ter reunido as condições necessárias para gerar novas estrelas no universo primitivo.
Linha do oxigênio ganha destaque na astronomia
Para Akio K. Inoue, do Instituto de Pesquisa em Ciência e Engenharia da Universidade Waseda, a linha espectral do oxigênio passa a ter papel importante.
Essa linha pode ajudar os cientistas a investigar um componente do universo que permanecia difícil de observar.
A descoberta reforça o uso combinado de diferentes sinais químicos para compreender galáxias antigas.
Esse método pode ampliar o conhecimento sobre o gás que alimentou a formação estelar nos primeiros momentos após o Big Bang.
Próximos estudos devem analisar mais galáxias
Os pesquisadores pretendem ampliar o número de galáxias analisadas nas próximas etapas da pesquisa.
O objetivo é construir um panorama mais completo sobre a formação e a evolução dessas estruturas no universo primitivo.
O estudo mostra como o ALMA e o James Webb podem revelar detalhes de uma fase pouco conhecida da história cósmica.
A descoberta também abre caminho para novas investigações sobre o papel do gás neutro na origem das primeiras estrelas.
A astronomia ganha, assim, uma ferramenta importante para entender como galáxias antigas começaram a transformar matéria em luz.
O que você acha que essa descoberta pode revelar sobre a origem das primeiras estrelas e galáxias? Deixe sua opinião!

Seja o primeiro a reagir!