Com foco em sustentabilidade no campo, a AgriZone reúne ciência, tecnologia e políticas públicas na COP30, em Belém, destacando inovação agrícola e conservação ambiental
A sustentabilidade no campo ganhou protagonismo internacional com a abertura oficial da AgriZone, realizada no último dia 11 de novembro, em Belém (PA), durante a COP30, segundo uma matéria publicada.
Promovido pela Embrapa e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o espaço reúne pesquisadores, instituições públicas e representantes do setor produtivo em torno de um objetivo comum: apresentar ao mundo soluções que unem produção agrícola, inovação tecnológica e preservação ambiental.
A proposta é mostrar que o Brasil pode ser, ao mesmo tempo, líder em produtividade e referência global em práticas sustentáveis.
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Durante a cerimônia, autoridades destacaram o papel da agricultura nacional na segurança alimentar e no enfrentamento das mudanças climáticas, reforçando a importância da integração entre ciência, políticas públicas e setor produtivo.
Inovação tecnológica e agricultura de baixo carbono em destaque
No palco Agro Talks, o secretário de Desenvolvimento Rural do Mapa, Marcelo Fiadeiro, representando o ministro Carlos Fávaro, destacou que a sustentabilidade no campo é parte fundamental da estratégia nacional para o clima e a produção de alimentos.
Segundo ele, o Brasil alimenta mais de um bilhão de pessoas no planeta, conciliando tecnologia, ciência e responsabilidade ambiental.
Essa abordagem de agricultura de baixo carbono tem permitido reduzir emissões e ampliar a eficiência no uso dos recursos naturais, tornando o país uma potência agroambiental.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e o ministro Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, participaram da cerimônia, reforçando o compromisso interministerial com o avanço científico e com a inclusão produtiva rural.
O evento, que simboliza a união entre inovação e meio ambiente, apresentou experiências que vão desde cultivos biofortificados até o uso de biotecnologia e sensores inteligentes no manejo sustentável da terra.
Sistemas agroflorestais e o papel da ciência na produtividade sustentável
Para a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, o pavilhão da AgriZone é uma vitrine do que há de mais avançado em sustentabilidade no campo, traduzindo o esforço dos 7.500 empregados da empresa distribuídos em 43 centros de pesquisa pelo país.
Ela destacou que as iniciativas em sistemas agroflorestais comprovam que é possível elevar a produtividade agrícola e, ao mesmo tempo, conservar o solo, a água e a biodiversidade.
O espaço expositivo montado na Amazônia reforça a importância da ciência brasileira na busca por equilíbrio entre produção e preservação.
A pesquisa agropecuária, segundo Massruhá, é peça-chave para garantir alimentos saudáveis, gerar renda e promover estabilidade global.
Durante o evento, o público pôde conhecer de perto tecnologias que associam o plantio de espécies nativas à recuperação de áreas degradadas, mostrando como o conhecimento científico tem sido um aliado direto da sustentabilidade.
Segurança alimentar e inclusão produtiva guiam os debates da AgriZone
As discussões da AgriZone reforçaram que a sustentabilidade no campo está intimamente ligada à segurança alimentar e à valorização das comunidades rurais.
A integração entre políticas públicas e inovação é vista como um caminho sólido para garantir que a produção de alimentos cresça sem ampliar o desmatamento.
Fiadeiro ressaltou que o Mapa e a Embrapa trabalham em conjunto para que o agricultor brasileiro tenha acesso a tecnologias acessíveis e sustentáveis.
Com vitrines tecnológicas, painéis e lançamentos de projetos, o evento apresentou exemplos concretos de inclusão produtiva e mostrou como a agropecuária brasileira pode ser rentável e verde ao mesmo tempo.
A AgriZone, instalada no coração da Amazônia, é mais do que um espaço de exposição, é uma demonstração prática do compromisso do Brasil com a inovação e a sustentabilidade.
Essa convergência entre ciência, tecnologia e gestão ambiental reafirma o papel estratégico do país no cenário global.
No encerramento do primeiro dia, as autoridades ressaltaram que o futuro do agronegócio passa por políticas públicas que integrem eficiência produtiva, baixo impacto ambiental e justiça social, pilares que sustentam o modelo de sustentabilidade no campo defendido pelo Brasil na COP30.

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