Criado por Joe Harmon durante sete anos de trabalho, o Splinter reúne 20 tipos de madeira, motor Cadillac Northstar V8, rodas com 300 componentes cada e velocidade máxima relatada de 320 km/h, mostrando até onde pode chegar um projeto artesanal fora do padrão.
Um supercarro de madeira capaz de atingir 320 km/h nasceu após 20.000 horas de trabalho na Carolina do Norte, onde Joe Harmon transformou um projeto em veículo funcional, chamado Splinter, usando madeira em quase tudo.
Projeto começou na universidade
A ideia do supercarro de madeira surgiu em 2006, quando Harmon estudava design industrial na Universidade Estadual da Carolina do Norte. Em meados de 2008, começou a tirar o desenho do papel.
O trabalho avançou durante noites e fins de semana, em processo artesanal de sete anos. Ao final, o Splinter somou 20.000 horas, número que dimensiona a complexidade da construção.
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O resultado não ficou restrito a peça de exposição. O carro foi desenvolvido para funcionar e recebeu estrutura suficiente para rodar, acelerar e sustentar a proposta incomum de esportivo feito quase inteiramente de madeira.
Supercarro de madeira usa motor V8
Apesar da aparência artesanal, o Splinter conta com um motor Cadillac Northstar V8. A caixa de câmbio e algumas peças de conexão também não são de madeira, mas quase todo o restante do veículo segue esse material.
O conjunto pesa 2.500 libras, medida que o coloca acima do peso de um Mini Cooper. Ainda assim, o dado mais chamativo do projeto é a velocidade máxima relatada: 200 mph, equivalentes a 320 km/h.
A construção incorporou 20 tipos diferentes de madeira. A carroceria recebeu cerejeira, enquanto bordo, carvalho, nogueira e freixo foram usados em partes do chassi e da suspensão.
As rodas também exigiram trabalho minucioso. Cada uma reúne 300 componentes individuais, incluindo revestimentos externos de alumínio e uma seção central de madeira. Harmon afirmou que, ao terminar as rodas, achou que nunca conseguiria concluir o restante do carro.
Por que a ideia não virou produção em massa
O Splinter ajuda a explicar por que carros de madeira não chegam às linhas. A preparação de compósitos de madeira consome muito tempo, o que tornaria difícil atender à demanda industrial.
Esse limite torna o Splinter um projeto único. Ele mostra que a madeira pode ir além de acabamento interno, mas também evidencia o esforço necessário para transformar uma ideia fora do padrão num veículo funcional.
O que você achou desse supercarro de madeira construído ao longo de sete anos? Deixe sua opinião nos comentários e conte se considera esse projeto uma prova de criatividade, engenharia artesanal ou uma curiosidade que dificilmente teria espaço na produção em série.

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