Bajaj Platina 100 combina motor 99,59 cc, tanque de 11 litros e consumo elevado, podendo superar 800 km de autonomia teórica.
A Bajaj Platina 100 é uma daquelas motos criadas com uma missão muito clara: gastar o mínimo possível de combustível no deslocamento diário. Vendida na Índia, ela faz parte de um segmento extremamente competitivo, dominado por motocicletas pequenas, simples, leves e voltadas para quem roda todos os dias entre casa, trabalho, comércio e áreas rurais. Segundo a Bajaj Auto, a Platina 100 usa motor DTS-i monocilíndrico de 99,59 cc, com injeção eletrônica, potência máxima de 8,2 PS a 7.500 rpm e torque de 8,3 Nm a 5.500 rpm. A fabricante informa ainda que o modelo tem câmbio manual de 4 marchas, partida elétrica na versão ES Drum, velocidade máxima testada internamente de 90 km/h e tanque de combustível de 11 litros.
A autonomia pode passar de 800 km em cálculo teórico
O dado que mais chama atenção na Platina 100 é a combinação entre tanque grande para a categoria e baixo consumo.
Segundo a Bikedekho, proprietários da Bajaj Platina 100 relatam consumo real médio de 75 km/l. Com o tanque de 11 litros informado pela Bajaj Auto, a autonomia teórica chega a 825 km, resultado da conta direta 75 km/l x 11 litros = 825 km.
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Esse número deve ser tratado como estimativa. A autonomia real depende de peso transportado, velocidade, relevo, trânsito, manutenção, calibragem dos pneus e estilo de condução. Ainda assim, mesmo com consumo mais conservador de 70 km/l, citado pela BikeDekho como quilometragem declarada ARAI, a autonomia teórica seria de 770 km com tanque cheio.
O segredo está na simplicidade mecânica
A Platina 100 não aposta em potência alta, eletrônica sofisticada ou proposta esportiva. O foco é eficiência.
Segundo a Bajaj Auto, o motor usa configuração 4 tempos, DTS-i, monocilíndrica, com injeção eletrônica e arquitetura pensada para baixo consumo e manutenção simples. A potência de 8,2 PS e o torque de 8,3 Nm são modestos, mas adequados para uso urbano e deslocamentos cotidianos de baixa velocidade.
O câmbio de 4 marchas e o peso de 117 kg, informado pela BikeWale, ajudam a explicar por que a moto consegue entregar consumo tão alto em uma proposta de transporte básico.
A Índia transformou motos 100 cc em ferramenta de sobrevivência econômica
A força da Platina 100 está no contexto do mercado indiano. Em um país onde milhões de pessoas dependem da motocicleta como principal meio de transporte, modelos de baixa cilindrada são tratados quase como ferramentas de trabalho. O custo por quilômetro importa tanto quanto o preço de compra.

Segundo a Bajaj Auto, a Platina 100 parte de 68.711 rúpias em Delhi, preço de showroom informado pela fabricante. Pela conversão direta, usando a taxa de 1 dólar a 95,76 rúpias e 1 dólar a R$ 5,1857, isso equivale a cerca de US$ 717 ou aproximadamente R$ 3.720. Essa conversão não inclui impostos brasileiros, importação, frete, homologação, margem comercial ou qualquer custo para trazer o modelo ao Brasil.
Uma moto simples que mostra um caminho diferente do mercado brasileiro
No Brasil, motos pequenas também são populares, mas o mercado se concentrou em modelos de 110 cc, 125 cc, 150 cc e 160 cc, com preços muito superiores aos praticados na Índia.
A Platina 100 mostra outra lógica: motor pequeno, tanque relativamente grande, manutenção simples, consumo extremo e preço agressivo. Não é uma moto para desempenho, conforto premium ou tecnologia embarcada. É uma máquina feita para quem mede cada litro de gasolina como parte do orçamento mensal.
Com motor de 99,59 cc, tanque de 11 litros e consumo que pode chegar a 75 km/l segundo relatos de proprietários, a Bajaj Platina 100 mostra como uma motocicleta extremamente simples pode entregar uma autonomia teórica acima de 800 km com um único abastecimento.


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