Subsea 7 vence a licitação e vai fornecer navio PLSV para a Petroleira Total

Subsea 7 vence licitação

Subsea 7 foi a grande vencedora de conturbada licitação e embarcação vai operar no campo de Lapa, no pré-sal de Santos,  para a francesa Total

Uma conturbada licitação da Petroleira Total finalmente chegou ao fim. A Subsea 7 foi declarada a vencedora da processo licitatório e vai fornecer um navio PLSV (embarcação especializada no lançamento de linhas flexíveis submarinas) para realizar atividades no campo de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos.

A licitação deveria ter terminado em maio passado, mas a Francesa Total recentemente fez algumas modificações importantes nos termos contratuais do PLSV, reduzindo o escopo de trabalho proposto para atender às suas novas exigências do campo de Lapa, levando a empresa a pedir uma nova licitação, e fazendo com que os prestadores de serviços offshore apresentassem novos preços comerciais.

A Subsea 7, a McDermott International, a Sapura Navegacao, a DOF Subsea e um consórcio formado pela TechnipFMC e pela Ocyan apresentaram propostas na licitação original para o contrato do PLSV para lapa em novembro passado, mas tiveram que rever suas propostas mediante a solicitação da Total.
A mudança no escopo da petroleira francesa foi em função da recusa do Ibama em liberar licença para instalação de até oito tubos flexíveis e equipamentos submarinos associados em duas campanhas separadas.

O Ibama só permitiu que a Total perfurasse até quatro poços em Lapa nos próximos cinco anos, levando a companhia francesa a rever seu programa de lançamento de tubos.

Escopo do PLSV

O PLSV irá operar no campo de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos, a embarcação afretada conectará esses poços ao FPSO Cidade de Caraguatatuba, que pertence a Modec e tem a capacidade de produzir 120 mil bopd e processar 5 milhões de m³/d de gás natural.
O campo de Lapa foi adquirido pela Total à Petrobras, em janeiro de 2018, por US$ 1,95 bilhão. Como majoritária na sociedade, pois detém 35%, a Total opera o campo, e tem como sócias as empresas Repsol-Sinopec, com 25% e a Petrobras com 10%.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)