Total altera escopo e pede novas propostas do PLSV para o campo de Lapa

Total pede novas preços por alteração de escopo

Empresa solicitou aos prestadores de serviços offshore que apresentassem novos preços comerciais em uma licitação para o afretamento de um PLSV para auxiliar nas operações no campo do pré-sal de Lapa no Brasil.

A Francesa Total recentemente fez algumas modificações importantes nos termos contratuais do PLSV, reduzindo o escopo de trabalho proposto para atender às suas novas exigências do campo de Lapa, levando a empresa a pedir uma nova licitação. “Os empreiteiros só foram solicitados a passar pelos novos requisitos de pipelaying e propor um novo preço para o trabalho”, disse uma fonte envolvida na licitação. “Não há necessidade de alterar as especificações técnicas dos navios”, acrescentou a fonte.

A Subsea 7, a McDermott International, a Sapura Navegacao, a DOF Subsea e um consórcio formado pela TechnipFMC e pela Ocyan apresentaram propostas na licitação original para o contrato do PLSV para lapa em novembro passado.
Fontes disseram que a Sapura e o consórcio TechnipFMC-Ocyan propuseram cada um dois PLSVs que têm contratos que expiram com a Petrobras ainda este ano, em uma tentativa de mantê-los trabalhando fora do Brasil.

Os navios Sapura Diamante e Sapura Topazio têm afretamentos que terminam em junho e setembro, respectivamente, enquanto a TechnipFMC-Ocyan terá os contratos dos navios TOP Coral do Atlântico e TOP Estrela do Mar chegando ao fim em outubro e dezembro.
Fontes sugeriram que McDermott ofereceu o navio Emerald Sea e Subsea 7 ofereceu o navio Seven Seas.

O escopo

A Total estava inicialmente buscando um PLSV para iniciar as operações no campo de Lapa no quarto trimestre de 2019 para realizar engenharia e instalação de até oito tubos flexíveis e equipamentos submarinos associados em duas campanhas separadas.
Estes seriam para um produtor de petróleo, dois injetores de água, um injetor de gás, um único poço de elevação de gás e três umbilicais.

No entanto, o Ibama, no ano passado, só permitiu que a Total perfurasse até quatro poços em Lapa nos próximos cinco anos, levando a companhia francesa a rever seu programa de lançamento de tubos, segundo fontes.
“Estamos ouvindo que a mudança nos termos contratuais do PLSV teve a ver com o fato de a Total perfurar menos poços do que se pensava inicialmente na Lapa”, acrescentou uma fonte.

A Total tem o navio sonda Ensco DS-9 atualmente perfurando em gato selvagem Nasua-1 na Guiana Francesa.
A empresa deve trazer a sonda para trabalhar em Lapa no segundo trimestre, mas ainda não concedeu oficialmente à Ensco um contrato para realizar perfurações no Brasil.

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Próximas fases

A segunda fase do empreendimento de Lapa envolve perfurações de enchimento no trecho noroeste do campo, onde o Fpso Cidade de Caraguatatuba está produzindo cerca de 30.300 barris por dia de óleo e 1,3 milhão de metros cúbicos por dia de gás natural em dois poços.

Não se sabe quantos poços a Total perfurará no campo de Lapa, mas fontes sugeriram que dois ou três serão executados na segunda fase.
O PLSV fretado conectará esses poços ao FPSO.

Uma potencial terceira fase está em avaliação, o que envolveria perfuração na porção sudoeste de Lapa no próximo ano e uma conexão submarina de cerca de 10 quilômetros até o flutuador, mas entende-se que esses planos também estão sendo revisados.
Total opera em Lapa com uma participação de 35%. A empresa está em processo de adquirir os 10% de participação remanescente da Petrobras no campo por US $ 50 milhões. A Shell e a Repsol Sinopec detêm 30% e 25%, respectivamente.

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Renato Oliveira

About Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)