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Um submarino nuclear americano disparou um único torpedo contra uma fragata iraniana no Oceano Índico e a mandou para o fundo — é a primeira vez que os Estados Unidos fazem isso desde o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 22/04/2026 às 18:30
Atualizado em 22/04/2026 às 23:06
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Um submarino americano disparou um único torpedo contra uma fragata iraniana no Oceano Índico e a afundou — é a primeira vez que os Estados Unidos fazem isso desde a Segunda Guerra Mundial

Em 4 de março de 2026, um submarino nuclear de ataque da Marinha dos Estados Unidos afundou a fragata iraniana IRIS Dena com um único torpedo Mark 48 em águas internacionais do Oceano Índico, ao largo do Sri Lanka.

Segundo confirmação do Pentágono, foi o primeiro ataque de torpedo americano a afundar um navio inimigo desde 1945 — o final da Segunda Guerra Mundial.

O secretário de Defesa Pete Hegseth e o presidente do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, confirmaram o ataque em coletiva de imprensa. Um único torpedo Mk-48 foi disparado e teve “efeito imediato”, mandando a fragata para o fundo do mar.

A Marinha do Sri Lanka informou que resgatou 32 sobreviventes e recuperou 87 corpos da tripulação da fragata afundada.

A IRIS Dena: um dos navios de guerra mais novos do Irã

A IRIS Dena era uma fragata classe Moudge — uma das mais modernas da Marinha iraniana. O navio era equipado com radar, sistemas de mísseis e capacidade de patrulha oceânica.

Quando foi atingida, a fragata estava transitando pelo Oceano Índico em águas internacionais, a centenas de quilômetros da costa iraniana.

A CNN descreveu o ataque como uma “morte silenciosa” — o submarino americano estava submerso, invisível, e disparou sem que a fragata soubesse de sua presença.

A classe Moudge representava o orgulho da indústria naval iraniana. Construída domesticamente, a fragata demonstrava a capacidade do Irã de projetar e fabricar navios de guerra sem ajuda externa.

Agora está no fundo do Oceano Índico.

Torpedo Mark 48 sendo carregado em tubo de torpedo de submarino por marinheiros
O torpedo Mk-48 pesa mais de 1,5 tonelada e pode atingir alvos a dezenas de quilômetros — um único disparo foi suficiente para afundar a fragata iraniana.

81 anos sem afundar um navio com torpedo — até agora

A última vez que um submarino americano afundou um navio inimigo com torpedo foi em 1945, nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial no Pacífico.

De lá para cá, submarinos nucleares se tornaram as armas mais poderosas e mais silenciosas do arsenal americano. Mas nunca precisaram usar seus torpedos contra navios de superfície em combate real.

A doutrina mudou. Submarinos passaram a lançar mísseis Tomahawk contra alvos terrestres, coletar inteligência e patrulhar rotas estratégicas. O torpedo — a arma original do submarino — ficou como uma capacidade teórica.

Em 4 de março de 2026, a teoria virou realidade.

O general Caine descreveu o engajamento de forma sucinta: “Um único torpedo Mk-48 afundou o navio”. Sem mísseis, sem avisos, sem segunda chance.

O Mark 48: o torpedo mais letal dos oceanos

O torpedo Mk-48 ADCAP (Advanced Capability) é a arma submarina principal da Marinha dos EUA. Cada unidade pesa mais de 1.600 quilos e carrega uma ogiva de 295 kg de explosivo.

O torpedo é autopropelido e guiado por sonar ativo e passivo. Ele pode perseguir alvos a mais de 50 quilômetros de distância, ajustando curso em tempo real para interceptar manobras evasivas.

Viajando a mais de 100 km/h debaixo d’água, o Mk-48 é rápido demais para qualquer navio de superfície escapar.

O custo de cada torpedo é estimado em US$ 4,2 milhões. A fragata IRIS Dena valia dezenas de vezes mais. Para o Pentágono, o custo-benefício é devastador.

Fragata iraniana classe Moudge navegando no oceano
A IRIS Dena, fragata classe Moudge construída domesticamente pelo Irã, era um dos navios mais modernos da frota iraniana — foi afundada por um único torpedo americano.

O ataque fez parte da operação Epic Fury

O torpedo contra a IRIS Dena foi disparado no mesmo dia em que um F-35 israelense derrubou um caça Yak-130 iraniano sobre Teerã. Ambos os eventos fazem parte da operação “Epic Fury”.

A operação conjunta EUA-Israel envolveu ataques aéreos, navais e cibernéticos contra alvos militares iranianos — bases de mísseis, instalações nucleares e infraestrutura de defesa.

O afundamento da IRIS Dena demonstrou que os Estados Unidos podem projetar poder naval em qualquer oceano do planeta, silenciosamente, sem aviso.

Para o Irã, perder uma fragata moderna sem sequer detectar o submarino é uma humilhação estratégica que vai além da perda material.

87 mortos e 32 resgatados: o custo humano

A Marinha do Sri Lanka, nação neutra mais próxima do local do ataque, enviou embarcações de resgate na manhã seguinte.

Foram resgatados 32 tripulantes vivos e recuperados 87 corpos. O número total de tripulantes da fragata não foi oficialmente divulgado pelo Irã.

O Irã condenou o ataque como “agressão em águas internacionais”. Os Estados Unidos classificaram como ação defensiva dentro do escopo da operação Epic Fury, alegando que a IRIS Dena representava ameaça a forças americanas na região.

Embarcações de resgate do Sri Lanka buscando sobreviventes no oceano ao entardecer
A Marinha do Sri Lanka resgatou 32 sobreviventes e recuperou 87 corpos após o afundamento da fragata iraniana IRIS Dena no Oceano Índico.

O que o torpedo de março muda na guerra naval global

O afundamento da IRIS Dena recoloca o submarino no centro da estratégia naval mundial.

A China tem a segunda maior frota submarina do planeta. A Rússia opera submarinos nucleares em todos os oceanos. A Índia e o Brasil desenvolvem programas nucleares próprios.

Mas nenhuma dessas marinhas usou um torpedo contra um navio de guerra inimigo em décadas. Os Estados Unidos acabaram de fazer.

A mensagem é direta: submarinos americanos podem estar em qualquer lugar, a qualquer momento, sem serem detectados. E quando disparam, um único torpedo resolve.

Para estrategistas navais de Pequim a Moscou, de Nova Délhi a Brasília, o 4 de março de 2026 será estudado por décadas. A pergunta que ficou: se os EUA afundaram uma fragata iraniana sem que ninguém visse o submarino, o que impediria o mesmo cenário no Estreito de Taiwan ou no Mar do Sul da China?

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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