Início Startup japonesa constrói a primeira turbina eólica capaz de resistir a tempestades tropicais e capturar energia de tufões

Startup japonesa constrói a primeira turbina eólica capaz de resistir a tempestades tropicais e capturar energia de tufões

10 de dezembro de 2021 às 09:55
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Demonstração da turbinas nas Philippines – Challenergy

Startup do Japão desenvolveu uma turbina eólica que promete resistir e aproveitar energia de tufões e tempestades. O projeto já passou pelo seu primeiro desafio e cumpriu o que prometeu

Frequentemente o termo “aproveitar o poder da natureza” para gerar eletricidade tem ganhado impulso, mas e se houvesse um jeito de aproveitar também as forças destrutivas da natureza como tempestades e tufões? Essa é a proposta de uma startup de energia do Japão, que construiu a primeira turbina eólica capaz de resistir a tempestades tropicais e capturar essa tremenda energia em países que são devastados por tufões e tempestades, onde as turbinas de energia eólica comuns precisam ser desligadas.

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Turbina eólica promete mudar cenário renovável e causar menos incidentes

O Japão enfrenta cerca de 26 tufões e tempestades de baixa altitude em média anuais e, por isso, a capacidade instalada em energia eólica do país ainda é pequena.

O fundador da Challengergy, Atsushi Shimizu, mudou de forma radical a função e a aparência da turbina eólica tradicional para permitir que ela gere energia sob condições extremas de tempestades e tufões.

A empresa Magnus Wind Turbine apresenta grandes pás na vertical que giram em torno de um eixo horizontal, que é completamente o oposto das pás pontiagudas e longas que giram em um eixo vertical em turbinas eólicas convencionais.

Turbina eólica que aproveita tufões e tempestades enfrenta seu primeiro desafio

Startup do Japão usa turbina eólica para aproveitar a energia do tufão – Reprodução/Youtube

A turbina eólica da empresa não foi erguida muito antes de seu primeiro “teste” chegar, o tufão Kiko, uma tempestade de categoria 5 com ventos que ultrapassaram os 249 km/h, sendo o segundo tufão mais forte desde 1987.

A turbina eólica começou suas atividades na véspera do tufão e continuou operando normalmente até a madrugada do dia 11 de setembro, quando atingiu a capacidade máxima de geração de energia de 11 kWh de potência líquida, mesmo em condições de vento forte. Às 6 horas da manhã, a turbina eólica parou suas atividades ao atingir sua velocidade máxima de rotação projetada, antes que o buraco do tufão passasse.

Após o tufão recuperar sua força, se tornou difícil conseguir dados de velocidade por conta da má conexão do anemômetro. Embora a turbina eólica tenha excedido a velocidade máxima permitida projetada, não houve grandes destruições e problemas estruturais com os braços de suporte ou a torre. O cilindro e a placa retificadora de uma das asas, entretanto, foram danificados de forma parcial por conta de uma colisão dos escombros que voaram.

Startup se pronuncia sobre o novo projeto de turbina eólica

De acordo com Shimizu, que fundou a startup em 2014 após um desastre nuclear de Fukushima o inspirar a entrar no setor de energia renovável, um dos objetivos do projeto é transformar os tufões e tempestades em uma força.

Segundo o executivo, se for possível aproveitar de forma parcial a enorme energia que vem dos desastres naturais, há chances de considerá-los não apenas como desastres, mas também como uma fonte de energia.

A primeira unidade para demonstração da startup foi instalada na ilha de Batanes, nas Filipinas, um país composto por 7.600 ilhas que possui sérios problemas para manter as redes elétricas rurais e conta com uma média de 16,8 tufões anuais.

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