A empresa Paladin Envirotech amplia sua rede nos Estados Unidos para recolher discos rígidos, servidores e computadores descartados, utilizando uma tecnologia sem ácido que recupera quatro terras raras empregadas em veículos elétricos, inteligência artificial, defesa, equipamentos avançados e sistemas de energia renovável
Equipamentos descartados, como discos rígidos, servidores e componentes industriais, podem esconder terras raras para inteligência artificial, motores elétricos, energia renovável, defesa e equipamentos avançados. A Paladin Envirotech quer recuperar esses materiais antes que deixem a economia dos Estados Unidos.
A empresa sediada em Ohio pretende transformar equipamentos no fim da vida útil em recursos estratégicos.
A proposta é impedir que materiais críticos sejam enviados ao exterior, direcionados para reciclagem de baixo valor ou descartados em aterros.
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O desafio começa antes do processamento. Empresas substituem centenas de discos rígidos ou servidores, mas estão a centenas de quilômetros de instalações especializadas. O transporte dificulta a chegada dos equipamentos a locais capazes de extrair elementos valiosos.
Essa distância forma o “último quilômetro” do lixo eletrônico. Para a Paladin, fechar essa lacuna ajuda a manter os materiais dentro das cadeias produtivas domésticas e criar infraestrutura resistente nos Estados Unidos.
Nova unidade amplia rede de coleta
Para reduzir deslocamentos, a Paladin expandiu sua estrutura de coleta e processamento. A unidade de Phoenix, no Arizona, acrescenta 93 mil pés quadrados de capacidade e atende Arizona, Nevada, sul da Califórnia e Novo México.
Centros instalados em três estados completam uma rede distribuída. O sistema segue um modelo de núcleo e satélites, aproximando a coleta e o processamento dos locais onde computadores, servidores e discos rígidos são retirados de operação.
Tecnologia recupera quatro terras raras
Depois da coleta, os componentes passam por um método patenteado desenvolvido com pesquisadores ligados ao Critical Minerals Institute, ao Ames National Laboratory, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, e à Iowa State University Research Foundation.
O processo utiliza dissolução sem ácido para recuperar neodímio, disprósio, praseodímio e térbio. Esses elementos integram ímãs de desempenho empregados em veículos elétricos, tecnologias de defesa, equipamentos computacionais e soluções de energia renovável.
A iniciativa segue o conceito de mineração urbana, que recupera materiais valiosos de produtos fabricados e utilizados. Como projetos de mineração podem levar anos ou décadas, o reaproveitamento eletrônico surge como alternativa mais rápida.
A reciclagem, porém, dificilmente atenderá toda a demanda futura. A contribuição dependerá da capacidade de operar nacionalmente com eficiência e recuperar volumes relevantes.
Você acredita que empresas e governos deveriam criar pontos próximos de coleta para discos rígidos e servidores antigos? Comente como esse tipo de rede poderia evitar desperdícios, reduzir descartes e manter materiais estratégicos circulando dentro da economia.
Com informações de businesswire, em anúncio feito no dia 17 de junho de 2026.

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