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SpaceX prepara lançamento da Starship V3, o foguete mais alto e poderoso já construído, em teste que pode decidir o futuro das viagens para a Lua e Marte

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 13/05/2026 às 22:03
Starship V3 terá teste decisivo da SpaceX com 124 metros, novos motores Raptor 3 e foco em missões lunares.
Starship V3 terá teste decisivo da SpaceX com 124 metros, novos motores Raptor 3 e foco em missões lunares.
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Com 124 metros de altura, 33 motores Raptor 3 e uma série de mudanças técnicas, a Starship V3 fará novo teste no Texas após explosões e falhas anteriores, em uma missão ligada aos planos da SpaceX e da NASA para levar astronautas à Lua em 2028

O lançamento da Starship V3, próxima geração do sistema formado pela nave Starship e pelo propulsor Super Heavy, está previsto para terça-feira, 19 de maio, na Starbase, no sul do Texas, em um teste decisivo para a SpaceX.

A empresa pretende colocar no espaço o foguete mais alto e poderoso já construído, com 407 pés, ou 124 metros, em seu 12º voo de teste. A janela de lançamento será aberta às 18h30, no horário EDT, seguindo o modelo de testes anteriores da Starship.

A missão marca a estreia da nova versão da nave e ocorre após uma sequência de voos que combinaram avanços, danos e explosões. A SpaceX busca demonstrar maior controle do veículo redesenhado e avançar em funções consideradas essenciais para seus planos futuros.

A Starship V3 é apresentada como peça central para a ambição da empresa de levar humanos à Lua com a NASA em 2028. O voo também será observado pelo papel do veículo em futuras operações envolvendo satélites Starlink, transferência de propelente no espaço e missões para a Lua e Marte.

Starship V3 chega ao 12º teste após falhas e avanços

A trajetória recente da Starship teve episódios considerados marcantes. No ano passado, o sétimo e o oitavo voos de teste provocaram uma chuva de detritos ardentes. O nono voo ficou abaixo do alvo planejado pela empresa.

Antes do décimo teste, uma nave Starship explodiu na plataforma durante uma verificação de rotina. Mesmo com esse histórico, o décimo voo, realizado em agosto de 2025, foi considerado bem-sucedido, embora tenha sofrido alguns danos durante a missão.

O 11º voo, em outubro, ocorreu de forma limpa. Agora, a SpaceX entra em uma nova etapa com a V3, que reúne alterações na nave, no propulsor Super Heavy e também na estrutura de lançamento usada na Starbase.

A contagem regressiva mantém o tom característico da empresa. Como em testes anteriores, o cronograma divulgado não termina simplesmente com a indicação de decolagem da Starship, mas com a expressão “excitação garantida”, associada ao risco e à imprevisibilidade dos ensaios.

Starship V3 terá teste decisivo da SpaceX com 124 metros, novos motores Raptor 3 e foco em missões lunares.

Como será o voo de teste

Se o plano for cumprido, a missão terá duração pouco superior a uma hora. A Starship deverá seguir uma trajetória suborbital, separar-se do propulsor Super Heavy e continuar seu percurso antes de retornar para um pouso controlado no oceano.

Após a separação, o Super Heavy fará uma manobra de retorno à Terra e deverá pousar na água no Golfo do México. A SpaceX é conhecida por recuperar foguetes em terra, mas essa tentativa não ocorrerá neste voo.

A decisão está ligada ao fato de este ser o primeiro teste de um veículo significativamente redesenhado. Por isso, a empresa não tentará realizar a captura do propulsor em local de pouso, etapa que exigiria maior precisão operacional.

Depois de abandonar o Super Heavy, a nave Starship deverá liberar 22 simuladores de satélites Starlink. Esses objetos fictícios serão parecidos com a próxima geração dos satélites Starlink e servirão como parte da avaliação da missão.

Dois desses simuladores também terão a função de escanear o escudo térmico da Starship. A proteção foi alterada deliberadamente para o teste, com a remoção intencional de uma placa do escudo térmico.

A medida permitirá observar diferenças de carga aerodinâmica nas placas vizinhas quando uma delas está ausente. A informação foi descrita pela SpaceX como parte do conjunto de avaliações da entrada atmosférica da Starship.

Ao fim da missão, um teste bem-sucedido ainda deverá incluir o reacendimento de um motor Raptor no espaço. Depois disso, a nave fará um pouso controlado no oceano, embora a empresa não tenha especificado o local exato.

Mudanças no propulsor, na nave e na plataforma

A terceira versão do Super Heavy recebeu novos recursos para melhorar o desempenho durante o voo e a estabilidade no retorno. Entre as mudanças estão novas aletas de grade posicionadas na parte inferior do propulsor.

O sistema também recebeu um tubo de transferência de combustível totalmente redesenhado. A alteração busca permitir que todos os 33 novos motores Raptor sejam acionados ao mesmo tempo durante a operação do foguete.

Os motores Raptor 3 devem entregar mais empuxo do que os modelos anteriores. A Starship V3 também recebeu um sistema de propulsão redesenhado, com novo método de arranque do motor, maior volume no tanque de combustível e controle de reação melhorado.

As mudanças se estendem à plataforma de lançamento. A estrutura passou a ter maior capacidade de armazenamento de propelente e mais bombas, para que o foguete possa ser abastecido de maneira mais rápida antes da decolagem.

A SpaceX afirmou que esse conjunto de alterações busca liberar funções centrais do veículo, incluindo reutilização completa e rápida, transferência de propelente no espaço, implantação de satélites Starlink, data centers orbitais e envio de pessoas e cargas para a Lua e Marte.

O peso do teste para os planos lunares da NASA

A NASA depende de parceiros comerciais para retornar humanos à Lua. Dentro desse plano, a agência precisa de um módulo lunar comercial capaz de transportar astronautas até a superfície durante a missão Artemis IV.

A SpaceX desenvolve uma variante lunar da Starship para esse trabalho. A empresa, porém, disputa espaço com a Blue Origin, que também atua no projeto com o módulo Blue Moon.

O plano lunar envolve enviar astronautas na cápsula Orion e encontrar um pousador comercial em órbita lunar. Esse veículo levará a tripulação até a superfície e depois fará o retorno até a Orion.

A agência ainda pretende testar a atracação da Orion com uma ou ambas as opções comerciais em órbita baixa da Terra no próximo ano. A prontidão do módulo lunar determinará qual fornecedor levará astronautas à Lua em 2028.

O cronograma também depende da preparação da própria NASA. O programa Artemis enfrenta atrasos, custos acima do orçamento e ainda aguarda trajes espaciais adequados para um pouso lunar.

Com informações de LS.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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