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Solar Coca-Cola inova ao transformar 10 mil toneladas de caroços de açaí em biomassa sustentável para fábricas no Pará

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 29/04/2025 às 11:22 Atualizado em 29/04/2025 às 11:23
Solar Coca-Cola, açaí, caroços de açaí, biomassa
Créditos: Guapi-Technologies, via Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.
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Solar Coca-Cola transforma caroços de açaí em biomassa sustentável no Pará, reduzindo custos de produção e promovendo inovação ambiental no setor industrial

O açaí, fruto típico da Amazônia, conquistou o mundo nas últimas décadas. Rico em propriedades nutricionais e com sabor marcante, ele se tornou ingrediente de sorvetes, sucos e pratos típicos brasileiros. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o consumo do açaí cresce 15% ao ano e gera mais de R$ 40 milhões em receita para o país.

Pará lidera a produção nacional

O estado do Pará é o principal responsável por esse sucesso. Segundo a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), 90,4% da produção nacional de açaí vem da região, que produziu 1,7 milhão de toneladas em 2022.

Esse crescimento estimula a economia local, valoriza a Amazônia no comércio internacional e gera renda para pequenos e médios produtores.

No entanto, o aumento da produção também trouxe um desafio ambiental: o descarte inadequado dos caroços de açaí. Esse resíduo, se não tratado corretamente, pode gerar problemas ao meio ambiente.

Iniciativa sustentável da Solar Coca-Cola

De olho nessa questão, a Solar Coca-Cola, responsável pela fabricação e distribuição da marca no Norte, Nordeste, Mato Grosso, Goiás e Tocantins, criou uma solução inovadora.

Desde 2020, a empresa transforma os caroços descartados na região metropolitana de Belém em biomassa para abastecer as caldeiras de suas duas fábricas paraenses.

Desafios na implantação do projeto

A ideia surgiu quando Luene Rossi, coordenadora de Sistema de Gestão Integrada (SGI) da Solar, buscava alternativas mais sustentáveis e econômicas que a madeira para aquecer as caldeiras.

Da concepção da ideia aos resultados consolidados foram quatro anos. Tivemos como desafios mudar a matriz sem parar a produção, a pandemia da Covid-19, encontrar a condição adequada do caroço de açaí e desenvolver parcerias”, explicou Luene.

Resultados e impacto ambiental

Desde a implementação, a Solar Coca-Cola já transformou 10 mil toneladas de caroços de açaí em biomassa. Somente em 2024, foram 2 mil toneladas.

Embora não divulgue a economia total, a empresa afirma que houve uma redução média anual de 49% nos custos de produção em comparação ao uso de gás natural.

A logística de coleta dos caroços em Belém envolve parcerias com associações locais de açaizeiros. Após a coleta, os caroços são ressecados ao sol antes de serem encaminhados às caldeiras.

Eles ficam tomando sol para ressecar e depois vão direto para a caldeira”, contou Luciano Gomes, diretor da regional norte da Solar Coca-Cola.

Aproveitamento total dos resíduos

O projeto ainda dá um destino final às cinzas geradas pela queima dos caroços. Parte é utilizada na compostagem e outra parte é encaminhada para uma indústria de cimento parceira. “O caroço de açaí acaba tendo um ciclo de vida completo”, destacou o diretor.

Com informações de Um Só Planeta.

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Romário Pereira de Carvalho

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