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Em breve, smartphones poderão “enxergar” objetos escondidos atrás de paredes com LiDAR

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 24/05/2026 às 00:22
Atualizado em 24/05/2026 às 22:06
MIT testa LiDAR barato capaz de rastrear objetos ocultos, abrindo caminho para nova função em smartphones premium.
MIT testa LiDAR barato capaz de rastrear objetos ocultos, abrindo caminho para nova função em smartphones premium.
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Pesquisa do MIT publicada na Nature mostra que sensores LiDAR de consumo, usados em smartphones premium e avaliados em testes com hardware abaixo de US$ 100, podem captar reflexos fracos em paredes e pisos para rastrear objetos ocultos, abrindo caminho para aplicações em aparelhos comuns, robôs e dispositivos vestíveis.

Smartphones poderão rastrear objetos escondidos atrás de paredes usando LiDAR e um algoritmo do MIT descrito na Nature, avanço que leva imagem sem linha de visão para sensores baratos.

Como smartphones podem rastrear objetos fora do alcance visual

A tecnologia parte de limite conhecido do LiDAR. O sensor emite pulsos de luz, mede o tempo de retorno dos sinais refletidos e calcula distâncias para mapear ambientes tridimensionais.

Isso apoia recursos de realidade aumentada e melhora a percepção de profundidade em modelos premium. O problema é que o método convencional só enxerga o que está diretamente diante do sensor.

O algoritmo criado por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts muda essa leitura. Em vez de ignorar reflexos fracos espalhados por paredes e pisos, o sistema reúne esses sinais em vários quadros.

Quando o telefone ou o objeto se move, a ferramenta combina dados captados de ângulos diferentes. A partir desse conjunto, consegue estimar forma e deslocamento de algo oculto, sem linha de visão direta.

Testes usaram LiDAR de consumo abaixo de US$ 100

Nos experimentos, a equipe trabalhou com um sensor LiDAR padrão de nível consumidor, com custo inferior a US$ 100. Os alvos foram posicionados atrás de paredes e divisórias.

Entre os objetos avaliados estavam um manequim em movimento, recortes de papelão e letras. O sensor foi apontado para o chão ou para a parede próxima às barreiras, explorando reflexos indiretos.

O algoritmo rastreou o manequim em tempo real e produziu reconstruções tridimensionais aproximadas dos objetos escondidos. Em outro teste, acompanhou múltiplos objetos, incluindo as duas mãos de uma pessoa, a 30 quadros por segundo.

Nesse caso, luvas retrorrefletivas ajudaram a isolar o sinal das mãos em relação à luz refletida pelo tronco, permitindo acompanhar melhor o movimento.

O que ainda falta antes do uso em aparelhos comuns

A proposta tem limitações. A tecnologia funciona melhor quando o software conhece ou consegue aproximar a forma básica do objeto rastreado, condição que simplifica a reconstrução feita a partir de sinais fracos.

Os próximos passos envolvem ampliar o método para formas desconhecidas ou em mudança. Se essa etapa avançar, a imagem NLOS poderá chegar a aplicações de consumo, robôs e dispositivos vestíveis.

A contribuição central é reduzir a dependência de equipamentos volumosos e caros, antes associados a laboratórios. Com sensores simples e processamento adequado, smartphones podem rastrear objetos ocultos e transformar reflexos quase descartados em informação visual útil.

Com informações de techxplore.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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