Plataforma MODULARIS, do Centro Aeroespacial Alemão, será usada para testar hidrogênio, metanol, amônia, baterias, automação e drones em viagens de até sete dias, criando um ambiente real de desenvolvimento para tecnologias futuras de navios.
A Alemanha deu novo passo para testar navios de baixa emissão com o MODULARIS, laboratório flutuante do DLR cuja quilha foi lançada em Flensburg, com 48 metros de comprimento, 11,5 metros de largura e foco em hidrogênio.
Navios terão testes em condições reais
A plataforma marítima será usada para integrar, avaliar e preparar tecnologias futuras em ambiente operacional. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de sistemas de energia, navegação e comunicação antes da certificação.
O Centro Aeroespacial Alemão informou que o MODULARIS reunirá pesquisas sobre propulsão compatível com o clima, tecnologias autônomas e aplicações voltadas à segurança e defesa. A proposta envolve governo, indústria, empresas e startups.
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Hidrogênio, metanol e amônia entram no centro da pesquisa
O navio terá uma sala de máquinas experimental para testar combustíveis alternativos, incluindo metanol, amônia e hidrogênio. Também serão avaliadas células de combustível, baterias, sensores e sistemas de automação.
A estrutura contará com sistemas redundantes de segurança e controle, permitindo experimentos com equipamentos ainda não certificados. Essa configuração deve ampliar a segurança dos testes e reduzir etapas entre laboratório, operação e certificação.
Um gêmeo digital, modelo virtual da embarcação, será usado para simulações e análises. A ferramenta servirá para preparar ensaios no mar e complementar o desenvolvimento feito a bordo.
Plataforma apoiará drones e infraestrutura em Kiel
O MODULARIS dará suporte a sistemas não tripulados, como drones. As viagens de teste estão planejadas principalmente para o Mar do Norte, Mar Báltico e Mediterrâneo, com missões de até sete dias.
O DLR amplia sua estrutura em Kiel, no Campus MaK, com escritórios, pesquisas e laboratórios com acesso direto à água. A instituição afirma que o conjunto reforça Schleswig-Holstein como centro de inovação alemã.
A cerimônia da quilha incluiu uma moeda sob o primeiro módulo de aço pré-fabricado, depois posicionado com precisão milimétrica.
