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Cientistas criam “célula de laboratório” com só 36 genes que come, cresce, copia DNA e se divide sozinha, levantando a pergunta que parece ficção científica: afinal, isso já pode ser chamado de vida?

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 03/07/2026 às 21:12 Atualizado em 03/07/2026 às 21:15
Ilustração de células sintéticas SpudCell com aparência translúcida, representando estruturas artificiais capazes de crescer, copiar DNA e se dividir em laboratório.
Representação ilustrativa da SpudCell, célula sintética criada por pesquisadores da Universidade de Minnesota, desenvolvida com apenas 36 genes e capaz de realizar funções celulares como crescimento, replicação do DNA e divisão.
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Estrutura sintética criada na Universidade de Minnesota reacende debate sobre os limites da vida e marca avanço importante da biologia sintética.

Uma equipe da Universidade de Minnesota anunciou, em 1º de julho de 2026, a criação da SpudCell, uma célula sintética capaz de realizar funções associadas à vida.

A estrutura consegue se alimentar, crescer, copiar seu material genético, se dividir e competir por recursos. Mesmo assim, ela ainda não é considerada um organismo vivo completo.

Projeto inovador chama atenção da ciência

A SpudCell foi desenvolvida pela equipe liderada pela bióloga sintética Kate Adamala, da Universidade de Minnesota.

Segundo a instituição, a célula foi montada com componentes químicos não vivos. Portanto, o sistema representa um avanço importante na tentativa de reproduzir processos celulares em laboratório.

Embora pareça uma célula comum em alguns comportamentos, a SpudCell é mais simples do que organismos naturais.

Como a SpudCell funciona

A célula sintética opera com apenas 36 genes. Para comparação, o genoma humano tem cerca de 20 mil genes, enquanto a bactéria Escherichia coli possui mais de 4 mil genes.

O sistema também recebeu proteínas, moléculas essenciais, ribossomos e vesículas lipídicas. Essas vesículas funcionam como membranas artificiais.

Dessa forma, a estrutura consegue organizar reações químicas internas e executar etapas semelhantes às de células vivas.

Divisão celular sem organismo completo

De acordo com informações divulgadas pela Universidade de Minnesota, a SpudCell consegue passar por um ciclo completo, incluindo crescimento, replicação genética e divisão.

No entanto, o sistema ainda depende de condições controladas em laboratório. Por isso, os pesquisadores não afirmam que criaram vida completa.

Ainda assim, a descoberta foi considerada relevante porque mostra que comportamentos básicos da vida podem ser reproduzidos com química organizada.

Debate sobre o que pode ser considerado vida

A criação da SpudCell reacendeu uma pergunta importante: em que momento uma estrutura química passa a se aproximar da vida?

O tema foi destacado por publicações como The New York Times, Science, The Guardian, Olhar Digital e pela própria Universidade de Minnesota.

Apesar do entusiasmo, a cautela permanece. Afinal, a SpudCell não é um ser vivo autônomo, mas sim uma estrutura sintética com funções celulares básicas.

Possíveis impactos da descoberta

Segundo os pesquisadores, o estudo pode ajudar a ciência a entender melhor os limites da vida. A pesquisa também pode abrir caminhos futuros para medicamentos e captura de carbono.

Portanto, a SpudCell não representa a criação definitiva de vida em laboratório. Ainda assim, ela marca um passo técnico importante para a biologia sintética.

O que você acha que define a vida: nascer naturalmente ou conseguir crescer, se alimentar e se reproduzir? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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