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Arqueólogos cavavam debaixo de um antigo mercado de peixes na Itália e encontraram uma igreja de 1.600 anos com mosaicos coloridos, sepulturas misteriosas e o culto cristão mais antigo já identificado em Oderzo

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 03/07/2026 às 22:28 Atualizado em 03/07/2026 às 22:31
Escavação arqueológica com mosaicos antigos e fundações de igreja de 1.600 anos sob tenda de proteção em Oderzo, na Itália.
Mosaicos preservados e ruínas antigas revelam o mais antigo local de culto cristão já identificado em Oderzo, no Vêneto.
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Escavação sob a antiga peixaria de Oderzo revelou mosaicos policromados, fundações preservadas e vestígios raros da presença cristã no nordeste da Itália.

Uma descoberta arqueológica rara chamou atenção no nordeste da Itália.

Uma igreja de 1.600 anos foi encontrada sob o antigo mercado de peixes de Oderzo, cidade localizada na região do Vêneto.

A escavação começou no fim de 2025, antes da construção de um novo empreendimento residencial.

Logo nos primeiros trabalhos, arqueólogos identificaram sinais importantes de uma antiga ocupação cristã.

Segundo a revista Galileu e a Finestre sull’Arte, o achado marca o culto cristão mais antigo já reconhecido na cidade.

Escavação revela mosaicos e fundações antigas

A descoberta inclui cerca de 30 metros quadrados de piso em mosaico policromado.

Esses mosaicos foram datados entre o fim do século 4 e o início do século 5.

Também foram encontradas as fundações dos muros perimetrais da antiga igreja.

O local já havia apresentado indícios arqueológicos antes da escavação atual.

Túmulos e mosaicos encontrados na região indicavam que a área poderia guardar estruturas antigas.

Mesmo fora das antigas muralhas da cidade romana de Opitergium, o terreno revelou um patrimônio histórico de grande relevância.

Como era a igreja de 1.600 anos

De acordo com os arqueólogos, a igreja tinha formato retangular.

A construção era dividida em três naves, sendo uma central e duas laterais.

A nave central seria destinada aos fiéis.

As naves norte e sul completavam a organização interna do edifício religioso.

Entre as partes identificadas, as naves central e sul foram as mais preservadas.

Por isso, os especialistas poderão compreender melhor a estrutura original da antiga igreja.

A construção usava tijolos, argamassa e técnicas antigas

A estrutura foi feita com tijolos e argamassa.

Segundo os pesquisadores, essa técnica reproduzia tecnologias associadas aos antigos vênetos.

Esses povos habitavam a região cerca de mil anos antes da igreja ser construída.

Conforme a revista Galileu, os vênetos chegaram à região no século 10 a.C.

A ocupação local ganhou mais força após o domínio romano, por volta do século 2 a.C.

Oderzo já foi uma cidade importante no período romano

A antiga Oderzo era conhecida como Opitergium durante o domínio romano.

Graças à posição estratégica em rotas comerciais, a cidade chegou a ter grande relevância regional.

Estima-se que, no século 2 d.C., Opitergium tenha reunido cerca de 50 mil habitantes.

Esse crescimento foi impulsionado pelo comércio e pela presença romana na região.

Posteriormente, a prosperidade entrou em declínio com a queda do Império Romano.

Depois disso, a região foi afetada por invasões de visigodos, hunos e ostrogodos.

Mesmo com tentativas posteriores de recuperação, a cidade nunca voltou ao mesmo patamar.

Sepulturas antigas também foram encontradas

Durante os trabalhos, os arqueólogos também localizaram quatro sepulturas.

Três delas abrigavam dois indivíduos cada.

Nenhuma das sepulturas apresentava objetos funerários.

Esse detalhe chamou atenção dos especialistas, já que pode ajudar na interpretação do contexto religioso e social do período.

Ainda assim, os estudos continuam focados na identificação e na datação das construções.

Preservação do espaço deve acompanhar novo empreendimento

Atualmente, os especialistas trabalham para concluir a análise arqueológica da área.

O objetivo é permitir que o empreendimento residencial avance nos arredores do local.

A área da igreja deverá ser preservada.

A expectativa é que o espaço permaneça protegido e possa ser aberto à visitação.

Assim, a descoberta da igreja de 1.600 anos em Oderzo pode transformar um antigo mercado de peixes em um novo ponto de interesse histórico.

O que você acha mais importante nesse caso: preservar totalmente a área arqueológica ou permitir a construção ao redor, mantendo a igreja aberta para visitação? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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