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Sistema construtivo economiza até 50% na estrutura ao usar blocos de concreto celular que reduzem em 60% o peso das paredes, cortam 90% da argamassa e permitem construir casas em até 15 dias sem desperdício de madeira.

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 19/05/2026 às 12:41
Atualizado em 19/05/2026 às 17:02
Assista o vídeoBlocos de concreto celular reduzem peso das paredes, economizam argamassa e aceleram obras com menos desperdício.
Blocos de concreto celular reduzem peso das paredes, economizam argamassa e aceleram obras com menos desperdício.
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Tecnologia com blocos maiores e mais leves reduz uso de argamassa, acelera a execução de paredes e diminui a necessidade de madeira em vigas e lajes, enquanto promete obras mais rápidas, menor geração de entulho e redução significativa de peso sobre pilares, vigas e fundações.

Blocos de concreto celular associados a canaletas estruturais vêm ganhando espaço em obras residenciais por prometerem redução de custos, execução mais rápida e menor uso de madeira, segundo demonstração apresentada pelo construtor Thiago Melo durante explicação sobre o sistema construtivo.

Em vez de utilizar dezenas de peças menores para levantar uma parede, a tecnologia aposta em componentes maiores e mais leves, capazes de acelerar o assentamento e diminuir a quantidade de juntas, fator que interfere diretamente no consumo de argamassa.

Cada bloco apresentado possui 1 metro de comprimento, 50 centímetros de altura e 15 centímetros de espessura, dimensões que permitem executar aproximadamente 1 metro quadrado de parede com apenas duas unidades, reduzindo etapas de montagem e desperdícios no canteiro.

Blocos de concreto celular reduzem peso das paredes

Blocos de concreto celular reduzem peso das paredes, economizam argamassa e aceleram obras com menos desperdício.
Blocos de concreto celular reduzem peso das paredes, economizam argamassa e aceleram obras com menos desperdício.

Segundo a explicação técnica apresentada, cada peça inteira pesa cerca de 20 kg, enquanto o meio bloco utilizado na amarração de cantos e encontros de parede possui aproximadamente 10 kg, característica que facilita o transporte manual e o trabalho em áreas elevadas.

Além de simplificar o manuseio durante a execução, o sistema chama atenção pela redução significativa do peso próprio da alvenaria, já que uma parede convencional de tijolo cerâmico pode se aproximar de 100 kg por metro quadrado antes dos revestimentos.

No caso do concreto celular, o peso estimado fica em torno de 42 kg a 43 kg por metro quadrado, já considerando a argamassa de assentamento, situação que tende a diminuir a sobrecarga transmitida para pilares, vigas e fundações da construção.

Com menos carga estrutural distribuída sobre a obra, o projeto pode demandar menor volume de aço, concreto e fôrmas, embora o dimensionamento continue dependendo de cálculos realizados por profissionais habilitados e compatíveis com as normas técnicas aplicáveis.

Isolamento térmico e economia de argamassa

Outro ponto frequentemente associado ao concreto celular é o desempenho térmico e acústico proporcionado pela composição do material, que também apresenta resistência ao fogo devido à estrutura mineral e aos vazios internos responsáveis por reduzir a condução de calor.

Na prática, a produtividade tende a aumentar porque o sistema utiliza menos peças por metro quadrado, ao contrário da alvenaria convencional, que pode exigir cerca de 25 tijolos cerâmicos para preencher a mesma área, além de cortes, perdas e ajustes.

Blocos de concreto celular reduzem peso das paredes, economizam argamassa e aceleram obras com menos desperdício.
Blocos de concreto celular reduzem peso das paredes, economizam argamassa e aceleram obras com menos desperdício.

De acordo com Thiago Melo, a economia de argamassa pode ultrapassar 90% em relação aos métodos tradicionais, justamente porque existem menos juntas horizontais e verticais durante o assentamento das paredes, reduzindo também o tempo gasto na aplicação.

Esse ganho operacional costuma variar conforme o tipo de construção executada, já que galpões industriais apresentam menos interferências estruturais, enquanto residências exigem instalação de portas, janelas, vergas e passagens hidráulicas, fatores que naturalmente diminuem o ritmo da obra.

Instalações embutidas e menos desperdício na obra

Os furos internos dos blocos permitem embutir instalações elétricas, hidráulicas e hidrossanitárias.

Essa característica pode diminuir cortes posteriores na parede, desde que o projeto seja compatibilizado antes da execução e respeite os limites do fabricante.

Nas vigas, o sistema usa canaletas de concreto celular. Essas peças funcionam como fôrmas permanentes, recebem ferragem e concreto e dispensam parte do trabalho com madeira, escoramento e desforma.

Em alguns casos, a eliminação da madeira pode chegar a 100%. Há dois modelos citados na demonstração: a canaleta em formato de U, usada para formar vigas, e a canaleta em formato de J, aplicada em encontros com lajes.

A escolha depende do projeto estrutural, da altura da viga e do tipo de laje adotado. Quando a viga é mais alta do que a canaleta disponível, ainda pode ser necessário complementar a fôrma com madeira.

Mesmo assim, o sistema reduz etapas da montagem e pode diminuir perdas de material, especialmente quando há boa modulação do projeto.

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Construção rápida pode chegar a 15 dias

A construção também pode gerar menos entulho, porque as peças maiores reduzem cortes e arremates.

A promessa de casas prontas em uma semana ou até 15 dias depende do tamanho da obra, da equipe, da logística, do projeto e da disponibilidade dos blocos.

As normas brasileiras para blocos de concreto celular autoclavado tratam de especificação, ensaios e execução de alvenaria sem função estrutural.

Por isso, o uso do material deve ser definido com acompanhamento técnico, principalmente quando houver impacto em estrutura, fundação e desempenho da edificação.

O sistema apresentado tem sede de divulgação em Recife, Pernambuco, e depende de fabricantes ou parceiros próximos para reduzir custos de frete.

A distância entre a obra e o fornecedor pode influenciar diretamente a viabilidade econômica.

A economia anunciada de até 50% no custo final aparece como estimativa para situações específicas, especialmente quando há modulação, baixa perda de material e redução relevante de mão de obra, aço, concreto e madeira. Em condições comuns, a estimativa citada pelo apresentador fica mais próxima de 30%.

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Silvio
Silvio
26/05/2026 08:26

Achei muito bom e como posso ter acesso ao traço deste concreto e formas pra produzir

Vilson Aparecido da Silva
Vilson Aparecido da Silva
21/05/2026 18:30

Í

Silvania Alves dos Santos
Silvania Alves dos Santos
21/05/2026 16:12

Gostaria do contato da empresa que vende esse bloco

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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