Criado por três estudantes do ensino médio em Évian-les-Bains, o NauticLink venceu a etapa regional da Olimpíada de Ciências da Engenharia de 2026, em Grenoble, ao propor um alerta SOS geolocalizado capaz de reduzir atrasos no resgate de mergulhadores em situação de emergência.
Um sinalizador criado por três estudantes do ensino médio promete enviar um SOS geolocalizado em menos de um minuto para ajudar mergulhadores em perigo. O NauticLink venceu a etapa regional da Olimpíada de Ciências da Engenharia de 2026, em Grenoble.
Mergulhadores podem ter resgate acionado mais rápido
O projeto nasceu na escola secundária Anna de Noailles, em Évian-les-Bains, para tratar um problema do mergulho: quando ocorre um acidente a dezenas de metros de profundidade, telefone e rádio costumam ficar no barco ou na praia. Esse intervalo pode atrasar o acionamento do resgate em até quarenta minutos.
Como o NauticLink sobe até a superfície
O transmissor fica na coxa do mergulhador e é ativado por um cordão. Em situação de emergência, o acionamento libera um paraquedas de mergulho movido a CO₂, fazendo o equipamento subir sozinho até a superfície.
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A partir de 40 metros de profundidade, a subida ocorre em cerca de vinte segundos. A proposta evita telas complexas e comandos difíceis de executar debaixo d’água, usando uma solução mecânica semelhante à de coletes salva-vidas automáticos.
Localização por GPS e envio automático de SMS
Quando chega à superfície, o dispositivo liga seus componentes eletrônicos. Uma placa ESP32 ativa o módulo GPS, obtém a localização do mergulhador e envia as coordenadas por SMS por meio de um módulo de comunicação integrado.
O sistema tem atraso de segurança de dez segundos para reduzir o risco de disparos acidentais. A carcaça foi desenhada no SolidWorks e impressa em 3D para suportar pressão em profundidades de até 40 metros.

Ideia de sala de aula com uso real
Mesmo sem avançar à final nacional por questões de categoria, o NauticLink ficou em primeiro lugar regionalmente. A ideia pode atender vela, kitesurf, windsurf e catamarãs, ampliando segurança em esportes aquáticos longe da costa.
Por que os mergulhadores correm tanto perigo?
Em um acidente subaquático, o mergulhador pode estar a dezenas de metros de profundidade, enquanto os meios de comunicação, como telefone ou rádio, geralmente ficam no barco ou na praia.
O principal risco citado na matéria é o atraso no acionamento do resgate. Sem um sinalizador automático, podem passar até 40 minutos antes que alguém consiga pedir ajuda. Em uma emergência no mergulho, esse tempo perdido reduz muito a chance de uma resposta rápida.
No caso do NauticLink, a ideia é justamente encurtar esse intervalo: o dispositivo sobe à superfície em cerca de 20 segundos a partir de 40 metros de profundidade e envia um SOS com localização GPS por SMS, sem o mergulhador precisar fazer outra ação além de puxar o cordão.
Ou seja, o perigo não está só no acidente em si, mas na dificuldade de avisar rapidamente onde o mergulhador está.
