1. Início
  2. Ciência e Tecnologia
  3. Segundo cientista renomado, agora só falta isso para que os humanos vivam bem mais
1 comentário 2 min de leitura

Segundo cientista renomado, agora só falta isso para que os humanos vivam bem mais

Imagem de perfil do autor Romário Pereira de Carvalho
Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 06/07/2025 às 10:37
Ciência, Estudo, Longevidade humana
Imagem ilustrativa: IA
  • Reação
1 pessoa reagiu a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

João Pedro de Magalhães estuda genes, animais longevos e medicamentos como a rapamicina para transformar a longevidade humana com biotecnologia

Um pesquisador brasileiro está chamando atenção com uma ideia ousada: vencer o envelhecimento humano. João Pedro de Magalhães, professor de biologia molecular na Universidade de Birmingham, no Reino Unido, acredita que estamos perto de ultrapassar a marca de mil anos de vida com saúde.

Segundo ele, falta apenas uma peça no quebra-cabeça. A resposta está em entender como funciona o envelhecimento e, principalmente, como controlá-lo.

Estudo da longevidade em animais

Magalhães é especialista em biogerontologia. Há anos, ele pesquisa animais com vidas extremamente longas, como a baleia-da-Groelândia, que pode viver mais de 200 anos, e o rato-toupeira-pelado, conhecido por resistir ao envelhecimento e a doenças.

O objetivo é descobrir o que há nesses organismos que os torna tão resistentes ao tempo. “Precisamos aprender a reparar o DNA e a reprogramar as células para um processo de envelhecimento radicalmente distinto”, afirma.

Um dos caminhos possíveis está no gene p53, presente no cromossomo 17. Esse gene combate o crescimento celular descontrolado. Em animais longevos, ele atua com mais eficiência. Em humanos, porém, ele falha em metade dos casos de câncer.

Tecnologia como aliada

O cientista reconhece que não é uma promessa para o curto prazo. Mas acredita que a combinação entre os avanços científicos e o uso da biotecnologia pode transformar esse cenário. O futuro, segundo ele, pode deixar de ser exclusivo da ficção científica.

Ele cita um exemplo simples para mostrar seu ponto: “O meu bisavô morreu de pneumonia, que era uma das maiores causas de morte nos anos 1920. Hoje a gente cura isso com uma dose de penicilina. Acho que podemos fazer o mesmo com o envelhecimento.”

Medicamentos que prometem mais anos

Entre as apostas para esse futuro está a rapamicina. Essa substância já conseguiu prolongar a vida de alguns mamíferos em até 15%. E ela já é usada em humanos em tratamentos de transplante de órgãos.

A ideia é que, no futuro, remédios como esse sejam aplicados para prolongar a vida em geral — da mesma forma que as estatinas hoje ajudam a controlar doenças cardíacas.

Para Magalhães, nem é preciso viver mil anos para considerar isso uma revolução. “Se pudermos atrasar o envelhecimento em apenas 5% ou 10%, isso já seria revolucionário”, conclui o cientista.

Com informações de IGN Brasil.

Inscreva-se
Notificar de
guest
1 Comentário
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Paulo
Paulo
06/07/2025 13:48

Só **** para acreditar nisso. Certamente está sendo preparada a venda de algum produto químico “natural” miraculoso para se ganhar de 5% a 10% a mais de expectativa de vida.
Isso com um detalhe: “com saúde”.
Enquanto isso, drogas, fome, guerras, o trânsito, alzheimer, câncer, diabetes, hipertensão, infarto e agrotóxicos continuam abreviando, com sucesso, a vida humana.
Nem vou mencionar os vírus emergentes…

Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
1
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x