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Secretário de Defesa dos EUA soa o “alarme” sobre avanço militar da China no Pacífico e cobra aliados asiáticos a tirarem mais dinheiro do bolso para reforçar navios, submarinos e defesa regional

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 01/06/2026 às 21:03 Atualizado em 01/06/2026 às 21:08
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Imagem: Ilustração artística
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No Diálogo de Shangri-La, em Cingapura, Pete Hegseth pediu que parceiros asiáticos elevem gastos militares para 3,5% do PIB, citou o avanço da China e defendeu alianças mais autossuficientes no Pacífico

Os Estados Unidos cobraram aliados asiáticos a ampliar os gastos militares para 3,5% do PIB diante do avanço militar da China na região. O pedido foi feito pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, no sábado, durante o Diálogo de Shangri-La, em Cingapura, onde ele defendeu uma rede de parceiros mais forte e menos dependente de Washington.

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EUA querem aliados asiáticos mais autossuficientes

Hegseth afirmou que há “alarme legítimo” em relação ao fortalecimento militar da China e à expansão de suas atividades militares na região e fora dela. A declaração foi feita no principal fórum asiático voltado a líderes de defesa, militares e diplomatas.

Para o chefe do Pentágono, uma rede de aliados mais forte e autossuficiente é necessária para deter agressões e preservar o equilíbrio de poder no Pacífico.

Ele disse que nenhum país, incluindo a China, deve impor hegemonia ou colocar em risco a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos e de seus aliados.

A cobrança ocorre em meio à promessa norte-americana de investir US$ 1,5 trilhão em suas Forças Armadas.

Ao mesmo tempo, Washington espera que parceiros asiáticos assumam uma fatia maior dos próprios custos de defesa.

“Menos Shangri-La, mais navios”, diz chefe do Pentágono

Durante o discurso, Hegseth resumiu sua cobrança com a frase “menos Shangri-La, mais navios, mais submarinos”.

A mensagem foi direcionada à necessidade de transformar reuniões diplomáticas em capacidade militar concreta.

Ele afirmou que os aliados querem estabilidade, não escalada. Segundo Hegseth, o que os Estados Unidos oferecem é “força disciplinada”, “determinação firme” e liderança com confiança suficiente para dialogar de forma cautelosa enquanto mantém capacidade militar.

A fala também repetiu uma cobrança de longa data do presidente Donald Trump, que defende que aliados assumam mais custos de defesa. Hegseth disse que a era em que os Estados Unidos subsidiavam a defesa de nações ricas acabou.

Secretário de defesa dos EUA alertas sobre avanço militar chinês
Imagem: Reprodução / Youtube

Relação com a China aparece em tom mais cauteloso

Apesar das críticas ao crescimento militar chinês, Hegseth adotou tom mais comedido sobre os laços entre Estados Unidos e China. Ele afirmou que as relações estão melhores do que estiveram em muitos anos.

O secretário também destacou que os contatos militares entre os dois países estão mais frequentes. Segundo ele, Washington tem mantido linhas abertas de comunicação militar com seus pares chineses para ajudar a administrar tensões.

Zhou Bo, membro sênior da Universidade de Tsinghua e coronel graduado aposentado do Exército de Libertação Popular da China, classificou as relações entre os dois países como “complicadas”. Ele disse, porém, que Hegseth usou “um tom muito melhor” neste ano.

China não envia ministro pelo segundo ano seguido

A China não enviou seu ministro da Defesa ao Diálogo de Shangri-La pelo segundo ano consecutivo. No ano passado, Pequim acusou Hegseth de fazer comentários “difamatórios”.

Zhou, que integrou a delegação chinesa, afirmou que os dois lados mantêm canais de comunicação abertos e que a situação “não é tão exagerada quanto o mundo exterior faz parecer”.

Ao final, Hegseth reforçou que os Estados Unidos buscam parceiros, não “protetorados”. Para ele, uma aliança forte depende de participação real de todos os envolvidos, sem países que apenas se beneficiem da estrutura de defesa norte-americana.

Esta matéria foi elaborada com base em informações fornecidas no material-base sobre declarações de Pete Hegseth no Diálogo de Shangri-La, em Cingapura, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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