Trabalhadores que tiveram carteira assinada entre 1971 e 1988 podem ter dinheiro esquecido no PIS/Pasep com consulta gratuita pelo site Repis Cidadão, mas o prazo para sacar vai até 2028 antes que o Tesouro Nacional absorva os valores
Se você trabalhou de carteira assinada entre 1971 e 1988, vale a pena dedicar alguns minutos para uma consulta que pode revelar dinheiro esquecido no seu nome. O antigo fundo PIS/Pasep acumulou valores ao longo de quase duas décadas para trabalhadores do setor privado e servidores públicos, e muita gente nunca sacou. O saldo médio disponível é de cerca de R$ 2,8 mil por pessoa, segundo o governo federal, mas o valor varia de acordo com o tempo de trabalho e o salário da época.
Conforme o G1, a consulta é gratuita, simples e pode ser feita pela internet em poucos minutos. Um novo grupo de beneficiários poderá sacar a partir desta quarta-feira (25), com pagamentos iniciais para quem fez o pedido até 28 de fevereiro. Quem não solicitar o ressarcimento até setembro de 2028 perde o direito ao saque de vez: os recursos serão incorporados ao Tesouro Nacional. Para quem teve carteira assinada naquele período, o relógio está correndo.
O que é o antigo fundo PIS/Pasep e por que tem dinheiro esquecido
O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para formar uma poupança individual dos trabalhadores com carteira assinada no setor privado. Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) foi lançado com a mesma lógica para servidores públicos civis e militares.
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Em 1975, os recursos dos dois programas foram reunidos no Fundo PIS/Pasep, que funcionou até 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual.
O problema é que nem todo mundo sacou o que tinha direito. Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido retiradas foram transferidas para o FGTS e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional.
Desde então, quem trabalhou de carteira assinada ou foi servidor público naquele período pode pedir o ressarcimento dos valores. Mas muitos trabalhadores nem sabem que têm dinheiro parado, simplesmente porque nunca foram avisados ou porque perderam o vínculo com o sistema.
Como consultar se você tem saldo no PIS/Pasep
A forma mais direta de descobrir se há valores esquecidos é acessar o site Repis Cidadão, lançado recentemente pelo Ministério da Fazenda.
O passo a passo é simples: entre no site, faça login com sua conta gov.br de nível prata ou ouro, informe o NIS (Número de Identificação Social) e clique em pesquisar. Se houver saldo no seu nome, o próprio site orienta sobre as próximas etapas para sacar.
O NIS pode ser encontrado na carteira de trabalho, no extrato do FGTS, no site Meu INSS ou no CadÚnico.
Quem preferir, também pode fazer a consulta pelo aplicativo do FGTS. A consulta é gratuita e não tem custo nenhum, o que vale reforçar porque golpistas costumam usar o tema do PIS/Pasep para cobrar taxas indevidas. Se alguém pedir dinheiro para “liberar” o saldo, é fraude.
Como pedir o ressarcimento do dinheiro esquecido
Depois de confirmar que tem saldo, o trabalhador que teve carteira assinada entre 1971 e 1988 pode pedir o ressarcimento de duas formas: presencialmente em uma agência da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo do FGTS.
No app, basta fazer login, acessar a opção “mais”, depois “ressarcimento PIS/Pasep” e seguir as orientações para anexar os documentos exigidos.
Se o pedido for feito pelo próprio beneficiário, basta ter em mãos um documento de identidade oficial. Para herdeiros, em caso de falecimento do titular, é preciso apresentar certidão do PIS/Pasep emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes, ou declaração de dependentes pelo órgão pagador, ou ainda autorização judicial.
O site Repis Cidadão também traz orientações específicas para herdeiros que precisam sacar valores de familiares já falecidos.
Quando o dinheiro do PIS/Pasep cai na conta
Após a solicitação, a Caixa analisa o pedido e envia as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento é feito diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital.
Quem solicitou até 28 de fevereiro começa a receber a partir desta quarta-feira (25). Quem pedir até segunda-feira (31) recebe em 27 de abril. Há outras datas de pagamento ao longo do ano, seguindo um calendário definido pelo governo.
O importante é não deixar para depois. Quem teve carteira assinada naquele período e tem direito ao saldo do PIS/Pasep precisa fazer a solicitação antes de setembro de 2028.
Depois desse prazo, o dinheiro vai definitivamente para o Tesouro Nacional e o trabalhador perde o acesso aos valores. Não existe segunda chance depois da data limite.
Por que tanta gente ainda não sacou o PIS/Pasep
A explicação é uma combinação de desinformação e burocracia. Muitos trabalhadores que tiveram carteira assinada entre 1971 e 1988 nem sabem que o fundo existia ou que têm valores disponíveis. Outros sabiam, mas acharam o processo complicado e foram adiando.
Com a criação do Repis Cidadão, o governo simplificou a consulta e o pedido de saque, mas a adesão ainda está longe de atingir todos os beneficiários.
O saldo médio de R$ 2,8 mil pode parecer pouco para alguns, mas para milhões de trabalhadores aposentados ou em idade avançada representa um valor significativo. É dinheiro que já pertence ao trabalhador e que está parado esperando ser reclamado. A consulta leva minutos, não custa nada e pode resultar em um depósito na conta em poucas semanas.
Se você trabalhou de carteira assinada entre 1971 e 1988, a consulta ao PIS/Pasep é rápida, gratuita e pode revelar dinheiro que você nem sabia que existia. O prazo para sacar vai até setembro de 2028. Depois disso, o Tesouro Nacional absorve os valores e o trabalhador perde o direito. Poucos minutos de consulta podem valer R$ 2,8 mil.
Você já consultou se tem saldo no PIS/Pasep? Conhece alguém que trabalhou nesse período e pode ter dinheiro esquecido? Compartilhe nos comentários e avise quem pode estar perdendo essa oportunidade.

Nem sabia disso
Antonio