O CEO da OpenAI diz que a Geração Z pode explorar o sistema solar e redefinir o futuro do trabalho com a IA.
A transformação do futuro do trabalho provocada pela inteligência artificial pode levar a Geração Z a carreiras hoje consideradas inimagináveis, incluindo missões de exploração espacial altamente remuneradas.
A avaliação é de Sam Altman, CEO da OpenAI, que afirma que, dentro de cerca de dez anos, recém-formados poderão atuar fora da Terra em funções inéditas.
Segundo ele, essa mudança ocorrerá à medida que a IA elimina postos tradicionais, cria novas oportunidades e redefine completamente a forma como as pessoas trabalham e constroem suas carreiras.
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Geração Z e a crise de sentido no início da carreira
A Geração Z entra no mercado de trabalho em meio a incertezas econômicas, automação acelerada e frustração com trajetórias profissionais tradicionais.
Enquanto isso, a promessa de estabilidade por meio do diploma universitário já não garante uma transição tranquila para a vida profissional.
Nesse contexto, Sam Altman reconhece que a inteligência artificial vai extinguir determinados empregos. Ainda assim, ele sustenta que o período atual representa uma oportunidade histórica para quem está começando agora, especialmente para jovens abertos a áreas emergentes e tecnológicas.
Exploração espacial surge como nova fronteira profissional
Para Altman, a exploração espacial pode se tornar um dos campos mais empolgantes do futuro do trabalho.
Em entrevista à jornalista Cleo Abram, ele afirmou:
“Em 2035, aquele estudante que está se formando na faculdade, se ainda for para a faculdade, pode muito bem estar partindo em uma missão para explorar o sistema solar em uma nave, em algum emprego completamente novo, empolgante, superbem pago e superinteressante”.
Embora o ritmo dessa expansão ainda seja incerto, projetos ambiciosos de agências como a NASA, que planeja missões tripuladas a Marte na década de 2030
indicam que a demanda por profissionais especializados tende a crescer.
Salários altos e demanda crescente por engenheiros
Dados do Departamento de Estatísticas de Emprego dos Estados Unidos mostram que o número de engenheiros aeroespaciais cresce acima da média nacional.
Além disso, os salários reforçam o apelo da área, superando US$ 130 mil por ano.
Esse cenário reforça a visão de Sam Altman de que a Geração Z poderá acessar carreiras altamente qualificadas e bem remuneradas
especialmente aquelas ligadas à tecnologia avançada e à exploração espacial.
Visões mais pragmáticas sobre a inteligência artificial
Outros líderes do setor tecnológico compartilham projeções relevantes sobre o impacto da inteligência artificial no futuro do trabalho, ainda que com abordagens menos futuristas.
O cofundador da Microsoft, Bill Gates, afirmou que a IA pode reduzir drasticamente a carga horária semanal.
Segundo ele, os humanos não serão necessários “para a maioria das coisas”, levantando debates sobre semanas de trabalho de dois ou três dias.
Produtividade ampliada e o papel humano
Já o CEO da Nvidia, Jensen Huang, defende que a IA amplia as capacidades humanas em vez de substituí-las.
Em entrevista a Cleo Abram, ele afirmou:
“Estou cercado por pessoas sobre-humanas e superinteligência… Ainda assim, isso nunca me fez pensar que eu não seria mais necessário”.
Essa visão reforça a ideia de que o futuro do trabalho será marcado pela colaboração entre humanos e sistemas inteligentes.
Empresas bilionárias formadas por uma única pessoa
Após o lançamento do modelo GPT-5, Sam Altman declarou que a inteligência artificial coloca no bolso das pessoas uma tecnologia equivalente a “uma equipe de especialistas em nível de PhD”. Com isso, torna-se viável criar empresas extremamente valiosas com estruturas mínimas.
“Agora provavelmente já é possível criar uma empresa de uma única pessoa que venha a valer mais de US$ 1 bilhão”, disse Altman.
O investidor Mark Cuban ampliou essa previsão ao afirmar que a IA pode criar até mesmo um novo trilionário, possivelmente superando fortunas como a de Elon Musk.
Por que o futuro do trabalho pode favorecer a Geração Z
Apesar das incertezas, Sam Altman afirma sentir inveja dos jovens que iniciam suas carreiras agora.
Ademais, Para ele, a combinação entre inteligência artificial, inovação acelerada e novas fronteiras como a exploração espacial cria um cenário único.
“Se eu tivesse 22 anos agora e estivesse me formando, eu me sentiria a pessoa mais sortuda de toda a história”, afirmou.
Assim, enquanto a Geração Z enfrenta desafios reais no presente, o horizonte aponta para um futuro do trabalho radicalmente diferente, com oportunidades que ultrapassam os limites do planeta.

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