Início Saipem assina acordo com a Shell e a Petrobras que visa à utilização de seu drone submarino FlatFish pelas duas empresas

Saipem assina acordo com a Shell e a Petrobras que visa à utilização de seu drone submarino FlatFish pelas duas empresas

26 de maio de 2022 às 22:45
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Saipem, Shell, Petrobras
Imagem de Fernando Frazão / Fonte: Agência Brasil

Drone submarino da Saipem será usado pela Shell e pela Petrobras para o monitoramento de águas ultraprofundas

A Saipem – multinacional italiana que fornece serviços a campos de petróleo – firmou contrato com a Shell e a Petrobras, que pretendem utilizar o seu drone submarino FlatFish em dois projetos-piloto relacionados a campanhas de monitoramento de dois campos de águas ultraprofundas offshore no Brasil, operados respectivamente pelas duas companhias de energia. Os dois projetos com a Shell e a Petrobras são experimentais e também incluídos no programa de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Além disso, o seu objetivo é qualificar o drone para a execução de inspeções não tripuladas e sem embarcações, a fim de dar suporte às campanhas de monitoramento e manutenção das infraestruturas submarinas. Em particular, a Saipem implementou o drone FlatFish durante o período de industrialização visando ao desbloqueio de operações em águas profundas – para o contrato com a Shell e a Petrobras em específico, tratam-se de mais de 2.000 metros de profundidade. Sob esse viés, a empresa necessitou aperfeiçoar os seus recursos baseados em inteligência artificial, assim como aqueles voltados à navegação e ao monitoramento.

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As práticas serão dirigidas pela Sonsub, centro de excelência da Saipem para tecnologias subaquáticas e robótica, durante um intervalo de cerca de 12 meses. Na primeira fase, serão realizados testes intermediários em águas rasas na base da Saipem, em Trieste, na Itália, com a assistência do departamento de engenharia da Sonsub no Brasil. Já ao longo da segunda fase, haverá a implantação do drone em águas brasileiras, o que deve ocorrer no terceiro trimestre de 2022.

Contrato firmado com a Shell e a Petrobras comprova esforços da Saipem para o desenvolvimento tecnológico em robótica submarina

De acordo com a Saipem, o contrato com a Shell – empresa que garante altos investimentos no Brasil em 2022 – e a Petrobras atesta a motivação da companhia para o desenvolvimento tecnológico em robótica submarina e automação avançada, além de constituir um importante pilar da sua procura permanente por alternativas de baixo carbono, competitivas e econômicas, que demonstrem o compromisso da Saipem com a sustentabilidade.

O FlatFish consiste em um drone subaquático autônomo situado no fundo do mar, controlado a distância e capaz de efetuar atividades complexas de monitoramento de uma extensa gama de ativos subaquáticos. Diante desse contexto, a Saipem possui a licença para desenvolver a tecnologia FlatFish desde 2018, quando ela foi confiada à empresa pela Shell. A tecnologia foi desenvolvida previamente pelo SENAI CIMATEC, instituto brasileiro de pesquisas, em associação com o DFKI, Centro Alemão de Pesquisa em Inteligência Artificial, e financiada pelo programa de pesquisa e desenvolvimento da ANP e da EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial).

Sobre a empresa italiana

Conforme atesta o próprio site da companhia, a Saipem é uma avançada plataforma tecnológica e de engenharia, destinada ao design, construção e operação de plantas e infraestruturas complexas, seguras e sustentáveis. Ademais, a empresa é sempre orientada rumo à inovação tecnológica, sendo hoje comprometida a auxiliar seus clientes na fronteira da transição energética, com ativos, tecnologias e processos que são cada vez mais digitais e voltados à sustentabilidade ambiental.

Quanto às instalações offshore, a Saipem se diz líder em atividades remotas e em águas profundas. A companhia atribui o seu crescimento no setor à sua estratégia de aquisição de outras empresas de excelência no segmento offshore, como a Bouygues, e também à contínua inovação tecnológica que a torna capaz de desenvolver campos no fundo do mar, em profundidades de mais de 3.000 metros, através de sua própria robótica submarina.

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