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Rússia movimenta mísseis nucleares perto da OTAN após acusar Ucrânia de ataque com drones

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 31/12/2025 às 17:46
Rússia envia mísseis nucleares à Bielorrússia após alegar ataque com drones, elevando tensões militares e preocupações na Europa.
Rússia envia mísseis nucleares à Bielorrússia após alegar ataque com drones, elevando tensões militares e preocupações na Europa.
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Envio do sistema Oreshnik à Bielorrússia ocorre após acusação russa de ataque com drones, elevando tensões militares, reduzindo tempo de alerta europeu e ampliando preocupações diplomáticas

A Rússia anunciou o envio do sistema de mísseis Oreshnik, com capacidade nuclear, para a Bielorrússia, após alegar ataque ucraniano com 91 drones, elevando tensões regionais, reduzindo tempos de alerta para capitais europeias e ampliando preocupações militares e políticas na Europa.

Envio de mísseis sinaliza nova fase do conflito

A Rússia afirmou ter iniciado o envio de um novo sistema de mísseis com capacidade nuclear para a Bielorrússia, em um movimento que amplia a tensão na guerra com a Ucrânia e gera apreensão imediata entre países europeus.

O anúncio ocorreu na terça-feira, um dia depois de Moscou acusar a Ucrânia de realizar um grande ataque com drones contra a residência do presidente Vladimir Putin, alegação prontamente negada por Kiev.

O momento do comunicado foi interpretado como politicamente sensível, pois coincide com temores crescentes de escalada militar e com a possibilidade de redução do tempo necessário para mísseis alcançarem capitais próximas da União Europeia.

Segundo autoridades russas, o lançamento e o deslocamento dos mísseis representam um alerta mais preciso, sugerindo prontidão operacional e reforçando a mensagem de que Moscou está disposta a avançar em uma nova etapa do conflito.

Vídeo militar expõe movimentação do sistema Oreshnik

O Ministério da Defesa da Rússia divulgou imagens em vídeo mostrando o sistema de mísseis Oreshnik sendo transportado por uma floresta coberta de neve, acompanhado por tropas armadas e veículos militares de apoio.

As imagens também exibem soldados camuflando veículos com redes verdes e hasteando uma bandeira em uma base aérea no leste da Bielorrússia, próxima à fronteira russa, reforçando o caráter simbólico e estratégico da divulgação.

Moscou descreve o sistema Oreshnik como dotado de capacidade nuclear, mas não apresentou detalhes técnicos adicionais sobre alcance, potência ou tipo de ogiva, mantendo informações sensíveis sob sigilo militar.

O presidente bielorrusso Alexander Lukashenko declarou que 10 sistemas Oreshnik seriam instalados no país, ampliando a cooperação militar entre Minsk e Moscou em um contexto de tensão regional.

Confirmação russa e implicações para a Europa

Durante uma reunião com altos comandantes militares, Vladimir Putin confirmou que os mísseis entraram em serviço ativo, consolidando o envio como uma decisão operacional e não apenas um anúncio político.

Na mesma reunião, o presidente reiterou sua intenção de anexar mais território ucraniano, incluindo a cidade de Zaporíjia, no sul da Ucrânia, mantendo inalterada a posição russa sobre objetivos territoriais.

Analistas avaliam que, se confirmado, o destacamento teria forte peso simbólico, reduzindo o tempo necessário para um míssil russo atingir partes da União Europeia a partir da Bielorrúsia.

A Bielorrússia faz fronteira com vários países membros da OTAN, e a instalação de sistemas com capacidade nuclear nessa região carrega implicações militares diretas e efeitos políticos relevantes para alianças europeias.

A divulgação do vídeo foi vista como uma mensagem clara ao exterior e, simultaneamente, como preparação do público russo para uma possível intensificação do conflito nos próximos estágios.

Alegações de ataque com drones levantam questionamentos

O anúncio do envio dos mísseis ocorreu após a Rússia alegar que a Ucrânia lançou um grande ataque com drones contra a residência de Putin, na região de Novgorod, durante a noite de domingo.

O ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov afirmou que haveria retaliaçao e declarou que os alvos já estariam selecionados, acrescentando que 91 drones ucranianos participaram da operação.

O Kremlin, no entanto, não apresentou provas públicas que sustentassem a acusação. O porta-voz presidencial Dmitry Peskov disse que nenhuma evidência seria divulgada porque todos os drones teriam sido abatidos.

Peskov recusou-se a explicar a ausência de destroços, o que levantou dúvidas adicionais, especialmente diante do padrão habitual de divulgação de danos visíveis após ataques confirmados em território russo.

Moradores da região relataram ao veículo independente Sota que não ouviram explosões nem disparos antiaéreos, e não houve alertas oficiais ou vídeos verificados mostrando fumaça ou danos estruturais.

Reação de Kiev e foco na diplomacia

A Ucrânia negou veementemente as acusações. O chanceler Andrii Sybiha afirmou que a Rússia inventou a história e pediu que outros países não reagissem às alegações apresentadas por Moscou.

Sybiha declarou que, passadas quase 24 horas, nenhuma prova plausível havia sido apresentada, e criticou Índia, Paquistão e Emirados Árabes Unidos por expressarem preocupação com relatos considerados infundados.

Comandantes militares ucranianos reconheceram que drones kamikaze russos sobrevoam com frequência locais sensíveis no país, indicando um ambiente de vigilância constante e elevada tensão operacional.

Um oficial da unidade de defesa territorial 112 afirmou que sua equipe abateu dois drones no sábado perto da residência estatal em Koncha-Zaspa, ao sul de Kiev, em operação defensiva localizada.

Apesar do cenário tenso, Kiev mantém esforços diplomáticos. Os episódios ocorreram após reunião de duas horas, na Flórida, entre Volodymyr Zelenskyy e Donald Trump, dedicada a um plano de paz de 20 pontos.

Não houve acordo sobre a região de Donbas, que Moscou exige controlar. Zelenskyy rejeitou concessões territoriais e propôs uma zona desmilitarizada, condicionada a cessar-fogo de pelo menos 60 dias.

O presidente ucraniano afirmou que a Rússia estaria difundindo noticias falsas em resposta a avanços diplomáticos e confirmou encontro com líderes europeus em 6 de janeiro, na França, em conferência organizada por Emmanuel Macron.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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