Ataque com drones atinge refinaria de petróleo em Velikiye Luki, provoca incêndio em depósito de combustível e amplia tensão entre Rússia e Ucrânia após negociações consideradas difíceis em Genebra.
Uma refinaria de petróleo localizada em Velikiye Luki, na região de Pskov, no noroeste da Rússia, foi atingida durante uma ofensiva com drones atribuída à Ucrânia.
O ataque provocou um incêndio em um depósito de combustível, segundo confirmaram autoridades locais.
De acordo com o Ministério da Defesa russo, as forças do país “interceptaram e destruíram 113 drones ucranianos” durante a madrugada.
-
Petrobras estuda entrar no mercado de etanol de milho e mira virar gigante também dos biocombustíveis
-
Leilão de R$ 44 bilhões contrata novas usinas térmicas para garantir que não falte energia no horário de pico
-
Por que a gasolina não dispara: como o subsídio e a política de preços da Petrobras seguram o combustível no Brasil
-
SpaceX quer reduzir a dependência de comboios de caminhões para transportar combustível e planeja construir gasoduto de 13 km para acelerar lançamentos foguetes Starship nos Estados Unidos
Ainda assim, um dos alvos atingidos foi justamente a estrutura ligada à refinaria de petróleo na cidade de Velikiye Luki.
O governador regional, Mikhail Vedernikov, informou que o impacto causou um “incêndio em um depósito de combustível”.
Segundo as primeiras informações divulgadas, não houve registro de feridos. Apesar disso, o episódio aumentou a tensão em uma área estratégica para o abastecimento energético russo.
Ataques em meio a negociações consideradas “difíceis”
O ataque ocorreu logo após uma nova rodada de negociações internacionais realizadas em Genebra, na Suíça.
Representantes de Moscou, Kiev e Washington participaram das reuniões, que tinham como objetivo buscar uma saída para os quatro anos de guerra.
As conversas, realizadas na terça e na quarta-feira, foram classificadas como “difíceis” tanto por autoridades russas quanto ucranianas.
Ao final dos encontros, não houve anúncio de avanços concretos. O clima diplomático já era delicado. A ofensiva com drones apenas ampliou a sensação de impasse.
Enquanto isso, o conflito segue com ataques frequentes de ambos os lados. A Ucrânia, que há quatro anos sofre bombardeios russos quase diários, intensificou ações direcionadas contra infraestruturas estratégicas da Rússia.
Entre os principais alvos estão refinarias de petróleo, instalações portuárias e estruturas energéticas.
Refinaria de petróleo se torna ponto sensível na guerra energética
A escolha de uma refinaria de petróleo como alvo não é aleatória. Esse tipo de instalação é essencial para transformar o petróleo bruto em combustíveis utilizados no transporte, na indústria e na geração de energia.
Ao atingir depósitos e estruturas desse setor, o impacto pode ultrapassar o campo militar e alcançar a economia.

Nos últimos meses, ataques a refinarias de petróleo russas vêm sendo relatados com maior frequência.
A estratégia busca pressionar financeiramente Moscou e afetar sua capacidade logística. Por outro lado, a Rússia afirma ter ampliado seus sistemas de defesa aérea para neutralizar as investidas com drones.
O Ministério da Defesa russo destacou a destruição de 113 drones em apenas uma noite. O número chama atenção e evidencia a escala da operação.
Mesmo com a interceptação, o incêndio registrado em Velikiye Luki mostra que parte dos ataques conseguiu ultrapassar as barreiras defensivas.
Escalada preocupa e amplia incertezas
O episódio reforça o cenário de instabilidade que marca o conflito. Além do impacto militar, o ataque à refinaria de petróleo também pode gerar reflexos no mercado energético e aumentar a pressão política interna.

Embora não haja confirmação de danos estruturais de grande porte, o simples fato de uma instalação estratégica ter sido atingida já acende o alerta.
Em um contexto de negociações frágeis e sem avanços, cada novo ataque tende a afastar ainda mais qualquer possibilidade imediata de trégua.
Diante desse cenário, a pergunta que fica é simples e direta: até onde ataques contra refinarias de petróleo podem levar esse conflito e quais podem ser as consequências para a economia global?

