Um soldado norte-coreano foi detido depois de cruzar a fronteira com a Coreia do Sul, em uma travessia considerada rara e perigosa. O caso chamou atenção porque a área é vigiada por militares dos dois lados, tem minas terrestres e costuma ser evitada por quem tenta fugir da Coreia do Norte
A Coreia do Norte voltou ao centro das atenções na península coreana após um soldado norte-coreano cruzar a fronteira com a Coreia do Sul nesta semana, em um caso tratado pelas autoridades sul-coreanas como possível deserção.
Soldado foi detido após cruzar área militarizada
A agência sul-coreana Yonhap informou que o militar foi detido depois de atravessar a fronteira fortemente fortificada. O caso ocorreu na noite de terça-feira, na frente central, conforme mensagem divulgada pelo Estado-Maior Conjunto de Seul à imprensa.
“As Forças Armadas capturaram um soldado norte-coreano na frente central na noite de terça-feira e as autoridades competentes estão investigando os detalhes”, informou o comunicado citado pela Yonhap.
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Após chegarem ao Sul, norte-coreanos normalmente são encaminhados à agência de inteligência de Seul, onde passam por triagem. As autoridades ainda investigam os detalhes do episódio envolvendo o soldado.
Travessias pela fronteira da Coreia do Norte são raras
Embora dezenas de milhares de norte-coreanos tenham fugido para a Coreia do Sul desde a divisão da península, após a guerra da década de 1950, as travessias diretas pela fronteira terrestre são consideradas incomuns.
A região que separa os dois países é densamente florestada, repleta de minas terrestres e monitorada por soldados de ambos os lados. Por isso, a maioria dos fugitivos costuma seguir primeiro por terra até a China, depois entrar em um terceiro país, como a Tailândia, antes de chegar ao Sul.
A última deserção conhecida de um soldado norte-coreano havia ocorrido em outubro de 2025.
Mais de 34 mil fugiram para o Sul
Dados do Ministério da Unificação indicam que mais de 34 mil norte-coreanos já fugiram para a Coreia do Sul. Em 2024, foram 236 chegadas, sendo 88% mulheres.
Pyongyang costuma usar termos duros, como “escória humana”, para se referir aos cidadãos que deixam o país.
O caso reacende a atenção sobre as fugas da Coreia do Norte e sobre os riscos enfrentados por quem tenta atravessar uma das fronteiras mais vigiadas do mundo. Você acha que episódios assim ajudam a revelar mais sobre a realidade vivida pelos norte-coreanos? Deixe sua opinião nos comentários.
