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Rota Bioceânica será um corredor rodoviário ligando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 04/10/2019 às 01:00 Atualizado em 03/10/2019 às 18:19

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Rota Bioceânica Brasil, Paraguai, Argentina e Chile
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Essa ponte é a principal obra internacional da Rota Bioceânica, um corredor rodoviário ligando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile desde a costa do Oceano Atlântico até a costa do Oceano Pacífico.

Nesta terça-feira, 1 de outubro, autoridades do Brasil e do Paraguai em reunião realizada em Brasília, decidiram criar uma Comissão Mista para acompanhar e definir os detalhes da construção da ponte sobre o Rio Paraguai que vai ligar os municípios de Porto Murtinho e Carmelo Peralta. Petrobras sai do segmento de distribuição de gás natural no Uruguai.

Essa ponte é a principal obra internacional da Rota Bioceânica, um corredor rodoviário ligando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile desde a costa do Oceano Atlântico até a costa do Oceano Pacífico.

O modelo de ponte estaiada não atrapalha a navegabilidade do rio, pois os pilares serão erguidos nas margens e a uma altura que permite às embarcações passagem por baixo.

O investimento estimado é de US$ 75 milhões, a ser custeado pela Itaipu binacional.

A ponte deverá ter extensão total de 680 metros, de uma barranca a outra do rio. O vão entre os dois pilares teria 380 metros, mais 150 metros de cada pilar até a margem.

A altura dos pilares que sustentarão os cabos (estai) seriam de 95 metros.

Com as duas novas pontes, a Itaipu contribui com infraestrutura básica para que Brasil e Paraguai possam ampliar o comércio entre ambos e, também, com outros países da região, a partir da sonhada criação do corredor bioceânico, ligando os portos de Santos e Paranaguá, no Brasil, aos do Chile.

O corredor bioceânico vai reduzir em 17 dias o trajeto de viagem das commodities de Mato Grosso do Sul até o mercado asiático, embarcando nos portos do Chile, ao invés de usar os portos de Paranaguá (PR) ou de Santos (SP).

O Paraguai lançou em julho a licitação do projeto executivo da ponte, que será iniciada em 2020 com conclusão em três anos, ao custo de R$ 290 milhões.

A estrutura de 680m será instalada no km 1032 da Hidrovia do Rio Paraguai.

O país vizinho também está pavimentando o trecho de 600 quilômetros da rota que corta seu território. Partindo de Campo Grande, a rodovia vai percorrer 2.400 quilômetros até a cidade de Antofagasta, no Chile.

O primeiro trecho, de 227 km, segue seu cronograma em duas frentes – Carmelo Peralta e Loma Plata -, com previsão de conclusão do primeiro lote em setembro, de 24 km. A obra executada pelo Consórcio Corredor Vial Oceânico (Queiróz Galvão e Ocho A) custará U$ 420 milhões.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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