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Roraima alerta para nova pressão da imigração venezuelana na fronteira com a Venezuela

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 07/01/2026 às 09:19
Roraima afirma não suportar novo avanço da imigração venezuelana e cobra fiscalização federal na fronteira Brasil–Venezuela.
Foto: IA
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Roraima afirma não suportar novo avanço da imigração venezuelana e cobra fiscalização federal na fronteira Brasil–Venezuela.

imigração venezuelana voltou ao centro do debate nacional após alertas do governo de Roraima sobre a limitação da capacidade do estado para absorver novos migrantes.

O tema ganhou força nesta semana, quando o governador Antônio Denarium cobrou do governo federal mais rigor na fiscalização federal da Fronteira Brasil–Venezuela, em meio à instabilidade regional provocada pela escalada do conflito envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela.

Segundo ele, o controle é necessário para evitar o agravamento da crise humanitária já enfrentada no estado. 

Roraima no limite da capacidade de atendimento 

De acordo com Denarium, Roraima enfrenta dificuldades estruturais para lidar com novos picos da imigração venezuelana.

Em entrevista à CNN Brasil, o governador afirmou: “É uma preocupação muito grande. Se aumentar o fluxo de entrada de venezuelanos, Roraima não tem condições e não tem capacidade para fazer o atendimento.” 

O chefe do Executivo estadual explicou que, no auge da crise migratória, chegaram a entrar entre 1.500 e 2.000 venezuelanos por dia no estado.

Nos últimos 30 dias, o fluxo teria diminuído para uma média entre 300 e 500 pessoas diariamente.

Ainda assim, ele avalia que o cenário permanece instável, sobretudo diante do novo contexto internacional. 

Conflito internacional aumenta o alerta na fronteira 

A tensão entre Estados Unidos e Venezuela elevou o nível de atenção das autoridades brasileiras na Fronteira Brasil–Venezuela.

Denarium citou diretamente o impacto do conflito: “Com esse ataque ocorrido, estamos vivendo um momento de muita preocupação e fazendo a observação.” 

Segundo o governador, mesmo em períodos de fechamento oficial da fronteira, a imigração venezuelana continua por rotas alternativas.

Esse movimento, de acordo com ele, dificulta o controle do fluxo e pressiona ainda mais os serviços públicos de Roraima. 

Pedido de debate nacional sobre imigração 

Além do reforço na fiscalização federal, Denarium afirmou ter solicitado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a abertura de um debate no Congresso Nacional sobre a entrada de estrangeiros no país. 

“Como eles chegam a Roraima como refugiados, não têm restrição de entrada e nem de documentação”, explicou.

O governador reforçou que o estado já não consegue absorver novos contingentes sem prejuízos diretos à população local. 

Impactos sociais e econômicos em Roraima 

Um dos pontos centrais levantados pelo governo estadual é o impacto direto da imigração venezuelana sobre o mercado de trabalho e os serviços essenciais.

Denarium afirmou que cerca de 20% da população atual de Roraima é formada por venezuelanos. 

“Aproximadamente 20% da nossa população são venezuelanos, automaticamente tirando a oportunidade de brasileiros, em empregos, em segurança pública, saúde e educação. E o governo de Roraima tem bancado todo esse custo”, disse. 

Saúde reforça ações diante da crise humanitária 

Diante do risco de agravamento da crise humanitária, o Ministério da Saúde enviou uma equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FNSUS) para a Fronteira Brasil–Venezuela, em Roraima.

A missão é avaliar a estrutura hospitalar e elaborar um plano de contingência para um possível aumento na demanda por atendimento. 

O ministro Alexandre Padilha destacou que o grupo tem “vasta experiência” em situações de emergência.

Segundo ele, se necessário, poderão ser montados hospitais de campanha e ampliadas unidades já existentes, com o objetivo de reduzir impactos no sistema público de saúde. 

Cooperação internacional e ajuda humanitária 

Padilha também afirmou que o Brasil está à disposição da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) para ações de ajuda humanitária.

Assim, a preocupação aumentou após a destruição do principal centro de distribuição da cidade de La Guaira, na Venezuela, atingido por ataque norte-americano. 

Então essa cooperação, segundo o ministro, é fundamental para evitar que a crise humanitária se intensifique e gere reflexos ainda maiores sobre Roraima e outros estados brasileiros. 

Exército intensifica fiscalização federal 

Enquanto isso, o Exército Brasileiro reforçou a fiscalização federal na Fronteira Brasil–Venezuela.

Militares passaram a realizar abordagens mais rigorosas a pedestres e veículos na principal via de acesso entre os dois países

Assim, apesar da intensificação, o comandante do Exército em Roraima, general de brigada Roberto Pereira Angrizani, afirmou que o fluxo segue dentro da normalidade e que, por ora, não há necessidade de envio de mais tropas. 

Especialistas veem cautela estratégica 

Para o professor de direito internacional Manuel Furriela, o reforço na fronteira é uma medida preventiva. 

“Nada indica que haja um aumento, mas a fiscalização se torna estratégica ao Brasil para verificar um fluxo anormal”, avaliou. 

Então o especialista também alertou para o risco de entrada de narcotraficantes colombianos e venezuelanos, pressionados pela intensificação das ações militares dos Estados Unidos na região.

Segundo ele, esse fator reforça a necessidade de vigilância constante. 

Com informações da Agência Estado. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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