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Radares com IA estão sendo instalados nas rodovias após a “epidemia da distração” explodir com celular ao volante e falta de cinto; o sistema flagra carros a 300 km/h, soma 20 mil infrações em meses e, com validação humana, pode redesenhar a fiscalização

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 05/01/2026 às 13:16
radares com IA reforçam fiscalização de celular ao volante e cinto de segurança com validação humana nas rodovias; entenda como funciona.
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Radares com IA estão sendo instalados em pontos estratégicos das rodovias para identificar celular na mão e falta de cinto de segurança com imagens ultradefinidas e análise em tempo real. O sistema opera dia e noite, flagra veículos a 300 km/h e só gera autuação após confirmação por agentes humanos.

O Fantástico exibiu como radares com IA passaram a reforçar a fiscalização em rodovias ao registrar motoristas sem cinto de segurança e com celular na mão. A reportagem especial mostrou flagrantes e descreveu o contexto chamado de “epidemia da distração”, associada a mensagens digitadas ao volante.

Na mesma cobertura, foi detalhado que a inteligência artificial analisa imagens em tempo real e apenas sinaliza possíveis infrações, que precisam ser confirmadas por agentes humanos antes de qualquer autuação. A proposta é ampliar a fiscalização com tecnologia, mas com validação humana para reduzir erros e dar segurança ao processo.

O que são radares com IA e por que eles viraram resposta à “epidemia da distração”

radares com IA reforçam fiscalização de celular ao volante e cinto de segurança com validação humana nas rodovias; entenda como funciona.
FOTO: GLOBO

A expressão “epidemia da distração” foi usada para descrever o salto de risco quando o motorista não apenas fala ao celular, mas passa a digitar mensagens enquanto dirige.

O alerta foi feito por Alessandro Pereira, gerente de operações de uma concessionária, ao explicar que a distração aumenta o potencial de acidente.

Nesse cenário, radares com IA entram como tentativa de reposicionar a fiscalização: a tecnologia não depende apenas de blitz ou presença física constante e se apoia em leitura automatizada de imagens para identificar comportamentos de risco, como celular na mão e falta de cinto de segurança.

Como a tecnologia funciona: câmeras ultradefinidas, análise em tempo real e operação 24 horas

Os radares com IA usam câmeras instaladas em pontos estratégicos das rodovias, com resolução ultradefinida.

Segundo a descrição, elas conseguem identificar detalhes mesmo com veículos a 300 km/h e operam dia e noite, sem interferência de reflexos ou baixa luminosidade.

O núcleo do sistema é a inteligência artificial analisando as imagens em tempo real e sinalizando possíveis infrações.

O funcionamento é baseado em treinamento: a ferramenta recebe um conjunto de dados, aprende padrões e passa a reconhecer situações em imagens que não viu antes, conforme explicou Cassio Vinícius Carletti Negri, coordenador de gestão operacional.

Validação humana antes da autuação: o filtro que define multa e evita erro

Um ponto central na arquitetura dos radares com IA é que a autuação não nasce automaticamente do algoritmo.

As informações captadas são confirmadas por agentes humanos antes de virar multa.

O inspetor da PRF Fábio Rocha de Souza descreveu esse papel como verificação para garantir que não houve erro no trabalho da inteligência artificial.

Na prática, o policial revisa o registro e só confirma a infração quando entende que a evidência é suficiente.

O impacto medido em Ribeirão Preto: 20 mil infrações e queda de 30% nos acidentes

Em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, a reportagem apontou uma das primeiras concessionárias a adotar o sistema e apresentou números do período entre julho e novembro de 2025.

Nesse intervalo, foram registradas mais de 20 mil infrações.

Dentro desse total, mais de mil infrações foram por uso do celular e quase 17 mil por falta do cinto de segurança.

A mesma concessionária informou redução de 30% nos acidentes após a instalação dos equipamentos, e Ana Caetano, gerente de operações, afirmou que a percepção de risco de multa aumenta o nível de segurança na rodovia.

Por que celular ao volante é tão perigoso, segundo a medicina do tráfego

Antonio Meira, presidente da Abramet, disse que o uso do celular provoca três tipos de distração: manual, visual e cognitiva.

Essa divisão ajuda a entender por que a infração não é apenas “tirar a mão do volante”, mas também tirar o olhar da via e a atenção da condução.

O exemplo apresentado foi direto: a 80 km/h, ler uma mensagem pode significar dirigir por até 100 metros às cegas.

Nesse enquadramento, radares com IA passam a atuar como ferramenta de dissuasão, porque aumentam a chance de detecção de um comportamento que costuma acontecer em poucos segundos.

Drones no Rio e a fiscalização de outras infrações graves

A reportagem também citou outra frente tecnológica no Rio de Janeiro: drones usados para identificar motoristas que tentam burlar a Lei Seca.

A prática descrita inclui parar o carro antes da blitz e trocar de lugar com passageiros para escapar do bafômetro.

Também foram citadas tentativas de retornar pela contramão ou atravessar o canteiro central, com imagens aéreas permitindo abordagem rápida.

Nesse contexto, Anthony Lima, superintendente da PRF/Ceará, ressaltou que mudar comportamentos e atitudes é necessário para preservar vidas.

O que muda na fiscalização com radares com IA e qual é o limite do sistema

O conjunto de informações sugere uma mudança operacional clara: radares com IA ampliam a fiscalização ao combinar captura contínua de imagens com análise automatizada e validação humana.

Isso aumenta a escala de monitoramento sem depender de abordagens presenciais permanentes.

Ao mesmo tempo, o sistema é descrito como dependente de treinamento, dados e verificação por agentes, o que indica limite importante: a tecnologia sinaliza, mas a decisão final precisa de confirmação humana para evitar autuações indevidas.

O caso apresentado pelo Fantástico em 04/01/2026 expõe como radares com IA estão sendo instalados nas rodovias para enfrentar celular ao volante e falta de cinto, dentro do diagnóstico de “epidemia da distração”.

Com câmeras ultradefinidas, operação dia e noite e capacidade de identificar detalhes a 300 km/h, o sistema já registrou mais de 20 mil infrações em Ribeirão Preto entre julho e novembro de 2025, com relato de redução de 30% nos acidentes.

Para o motorista, a consequência prática é direta: o risco de ser flagrado aumenta e a autuação só ocorre após validação humana.

Para a política pública, o desafio é manter transparência, treinamento e revisão constante dos critérios, porque a fiscalização cresce em escala quando radares com IA se tornam rotina.

Você é a favor de radares com IA com validação humana para punir celular e falta de cinto nas rodovias, mesmo que isso aumente muito o número de multas?

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Bruno Teles

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