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R$ 9 bilhões, 12,5 milhões de toneladas por ano e operação até 2041: MRN recebe licença do Ibama para abrir novas minas de bauxita no Pará e manter uma cadeia que movimenta empregos, impostos e compras locais

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 07/05/2026 às 16:36 Atualizado em 07/05/2026 às 16:40
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MRN recebe licença do Ibama para abrir novas minas de bauxita no Pará com R$ 9 bilhões em investimentos até 2041.
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MRN recebe licença do Ibama para abrir novas minas de bauxita no Pará com R$ 9 bilhões em investimentos até 2041.

A Mineração Rio do Norte recebeu do Ibama a Licença de Instalação do Projeto Novas Minas, iniciativa que permitirá a continuidade das operações de bauxita da companhia no oeste do Pará até 2041. A autorização, divulgada no fim de abril de 2026, libera o início das obras de implantação de novas áreas minerárias e representa um dos maiores movimentos recentes da mineração brasileira na Amazônia.

O projeto prevê R$ 9 bilhões em investimentos entre 2027 e 2041, além de aproximadamente R$ 1,9 bilhão já programado para 2026. Segundo a empresa, a meta operacional é manter produção anual próxima de 12,5 milhões de toneladas de bauxita, matéria-prima essencial para a fabricação de alumínio.

A licença também possui impacto direto sobre a economia regional. A MRN afirma que o empreendimento ajudará a sustentar mais de 7,5 mil empregos e manter a atividade econômica em municípios fortemente ligados à mineração no oeste paraense.

Projeto Novas Minas nasce para evitar queda de produção da maior mineradora de bauxita do Brasil

A Mineração Rio do Norte é considerada a maior produtora de bauxita do Brasil. A empresa opera há décadas na região oeste do Pará, especialmente nos municípios de Oriximiná, Terra Santa e Faro.

Segundo informações da própria companhia, o Projeto Novas Minas foi criado porque as áreas atualmente exploradas caminham para esgotamento gradual nos próximos anos. A partir de 2026, a empresa precisaria iniciar operação em novos platôs para manter o volume de produção e garantir continuidade da cadeia industrial associada ao alumínio.

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O projeto prevê exploração de cinco novas áreas minerárias: Rebolado, Escalante, Jamari, Barone e Cruz Alta Leste. Essas áreas estão localizadas dentro da região mineral historicamente operada pela companhia no oeste paraense.

Licença do Ibama encerra etapa iniciada em 2018 e libera início das obras

O processo de licenciamento ambiental do Projeto Novas Minas começou oficialmente em 2018. Desde então, a empresa passou por etapas de estudos ambientais, análise técnica e consultas relacionadas aos impactos sociais e ambientais do empreendimento.

A Licença Prévia já havia sido concedida anteriormente, mas a Licença de Instalação representa um marco decisivo porque autoriza efetivamente o início das obras de implantação das novas minas.

Segundo o material divulgado pela empresa e por veículos especializados do setor mineral, a autorização do Ibama também valida medidas de controle ambiental, programas sociais e ações de mitigação previstas no projeto.

Na prática, a licença impede uma possível redução brusca da produção da MRN nos próximos anos, cenário que poderia afetar empregos, arrecadação e parte da cadeia do alumínio no Brasil.

Produção de 12,5 milhões de toneladas por ano sustenta cadeia industrial do alumínio

A bauxita extraída pela MRN é utilizada como matéria-prima para produção de alumina e alumínio, insumos presentes em setores como construção civil, embalagens, aviação, transporte, cabos elétricos e indústria automotiva.

Segundo a empresa, o Projeto Novas Minas foi desenhado para manter produção próxima de 12,5 milhões de toneladas anuais de bauxita.

Esse volume é relevante porque o alumínio continua sendo um dos metais mais utilizados da indústria moderna, especialmente em processos ligados à transição energética e redução de peso em veículos e equipamentos industriais.

Além disso, a continuidade operacional da MRN ajuda a sustentar parte da infraestrutura logística construída ao longo de décadas na região amazônica para transporte e exportação mineral.

Investimentos bilionários reforçam peso econômico da mineração no Pará

O valor previsto para o projeto impressiona pela escala. Somando os aportes entre 2027 e 2041 e os recursos já previstos para 2026, o empreendimento pode movimentar mais de R$ 10 bilhões ao longo dos próximos anos.

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Esses investimentos envolvem abertura de minas, infraestrutura operacional, sistemas de transporte, recuperação ambiental, equipamentos e manutenção de operações industriais.

O Pará já ocupa posição de destaque dentro da mineração brasileira. O estado concentra parte importante da produção nacional de ferro, cobre, manganês e bauxita, além de grandes projetos ligados ao setor mineral.

A continuidade da operação da MRN ajuda a manter o oeste do Pará como uma das áreas mais relevantes da mineração amazônica, especialmente dentro da cadeia global do alumínio.

Mais de 7,5 mil empregos dependem da continuidade operacional da MRN

A empresa afirma que o projeto contribuirá para manutenção de mais de 7,5 mil empregos diretos e indiretos. Segundo os dados divulgados, cerca de 85% dos trabalhadores da operação são paraenses.

Além da mão de obra direta, a atividade mineral movimenta contratos com empresas de transporte, manutenção, alimentação, serviços industriais e comércio regional.

Municípios mineradores frequentemente desenvolvem forte dependência econômica da atividade mineral, o que torna a continuidade operacional um fator central para arrecadação local e circulação econômica.

Bauxita brasileira ganha relevância em cenário global de demanda industrial

A autorização do Projeto Novas Minas ocorre em um momento em que o alumínio continua estratégico para setores industriais globais.

O metal é considerado importante para veículos elétricos, infraestrutura energética, embalagens e construção leve. Isso mantém a demanda internacional por bauxita e alumina em níveis elevados.

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Ao mesmo tempo, empresas mineradoras enfrentam pressão crescente para demonstrar controle ambiental, rastreabilidade e redução de impactos climáticos em suas operações.

Nesse contexto, projetos de expansão mineral passaram a depender não apenas de viabilidade econômica, mas também de capacidade de cumprir exigências ambientais cada vez maiores.

Operação até 2041 ajuda a preservar competitividade da mineração brasileira

Segundo a empresa, o Projeto Novas Minas permitirá manter competitividade operacional da MRN até 2041. A continuidade das operações evita perda de escala industrial e preserva cadeias logísticas associadas à mineração de bauxita no Pará.

Isso inclui infraestrutura ferroviária, sistemas de beneficiamento, porto e contratos de fornecimento ligados à cadeia do alumínio.

A questão agora é como o Brasil conseguirá equilibrar expansão mineral, geração de empregos e arrecadação econômica com as pressões ambientais e sociais cada vez mais intensas sobre projetos de mineração em áreas sensíveis da Amazônia.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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