Brasileiro Henrique Braun assume o comando global da Coca-Cola após mais de duas décadas na companhia, em uma fase marcada por inflação, mudanças no consumo, embalagens menores e expansão do portfólio além dos refrigerantes tradicionais
Um brasileiro passou a comandar a Coca-Cola global desde 31 de março de 2026. Henrique Braun assumiu o cargo de CEO, após mais de duas décadas na empresa, em meio à pressão inflacionária, à concorrência maior e à mudança no consumo.
Brasileiro no comando da Coca-Cola global
Henrique Braun substituiu James Quincey, que permaneceu como chairman executivo depois de oito anos à frente da Coca-Cola. A troca marcou a chegada de um executivo ligado à multinacional ao cargo máximo.
Nascido nos Estados Unidos e criado no Brasil, Braun entrou na empresa como trainee em 1996. Ao longo da carreira, acumulou passagens por América Latina, Europa, Ásia e América do Norte.
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Antes da promoção, ocupava o posto de diretor de operações. Nessa função, supervisionava todas as unidades globais, experiência que reforçou seu papel na estrutura internacional da Coca-Cola.
Sua trajetória no Brasil também teve peso. Entre 2016 e 2020, presidiu a operação local e, depois, assumiu a liderança da divisão da América Latina, região importante para os negócios da companhia.
A escolha foi ligada à experiência em diferentes mercados e à atuação em um período marcado por desafios logísticos, transformação no consumo e alta competitividade no setor de bebidas.
Estratégia mira embalagens menores
Já como CEO, Braun reforçou a estratégia de adaptação ao comportamento do consumidor. A companhia busca manter crescimento diante da queda no consumo de refrigerantes em alguns mercados e da inflação sobre o orçamneto das famílias.
Uma das principais apostas é ampliar embalagens menores e mais acessíveis. Com isso, o consumidor paga menos por unidade, mesmo levando um volume reduzido, o que pode estimular compras frequentes.
A companhia prefere ajustar o tamanho dos produtos a recorrer a promoções agressivas de preço. Esse movimento já foi adotado em mercados como os Estados Unidos e integra a resposta ao cenário.
Brasil segue com papel estratégico
O Brasil permanece entre os principais motores da Coca-Cola na América do Sul. O país é o segundo maior mercado da Coca-Cola FEMSA e mantém forte participação nos resultados da operação.
Dados recentes apontam crescimento de receita e volume no mecado brasileiro, além de avanço na participação de mercado. Esse desempenho tem ajudado a sustentar resultados mais sólidos na região.
O avanço do Brasil também contribui para compensar desafios enfrentados em outros mercados. A operação local, presidida por Braun entre 2016 e 2020, segue como peça relevante na estrutura regional da companhia.
Portfólio vai além dos refrigerantes
Braun assume com a proposta de continuar iniciativas implantadas na gestão anterior. Sob James Quincey, a Coca-Cola ampliou o portfólio para reduzir a dependência dos refrigerantes tradicionais e acompanhar escolhas de consumo.
A expansão incluiu bebidas sem açúcar, café, leite, água com gás e energéticos. Essas categorias devem continuar como prioridade na nova gestão, dentro de um mercado em rápida transformação.
Ao assumir, Braun defendeu o fortalecimento da parceria com engarrafadores e o aproveitamento de oportunidades. A orientação combina adaptação, crescimento sustentável e presença global em setor competitivo.
Com informações de Diário do Comércio.

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