O novo sistema residencial Park Haus, criado pela Beco Castelo, promete alterar profundamente a experiência de morar ao levar o carro diretamente até cada unidade. Com investimento de R$ 1,1 bilhão, o projeto elimina garagens subterrâneas e adota rampas internas para acesso seguro e autônomo.
A Beco Castelo, construtora catarinense com longa atuação no mercado, registrou no Instituto Nacional da Propriedade Industrial um sistema considerado inédito no país. O modelo permite que o morador estacione o veículo dentro da própria unidade, graças a rampas internas e acessos planejados em cada pavimento.
Nomeado Park Haus, o conceito foi criado pela equipe técnica da incorporadora e, segundo o INPI, é o primeiro desse tipo no Brasil.
A patente assegura o direito de exploração pelo período de 20 anos e abre caminho para futuras parcerias, já que outras empresas interessadas poderão firmar acordos para utilizar a tecnologia.
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A previsão é de que o empreendimento seja lançado em 2026, no Bairro Cacupé, em Florianópolis, quando serão divulgados quantidade de unidades, área construída e valores.
Origem da ideia após o apagão de 2003
O início do projeto remonta ao apagão de 2003, quando boa parte de Florianópolis ficou sem energia por três dias. O episódio levou o fundador da Beco Castelo, José Castelo Deschamps, a buscar alternativas que solucionassem problemas de acessibilidade em pavimentos elevados sem depender de equipamentos mecânicos.
Com o tempo, a pesquisa evoluiu até chegar ao modelo patenteado. Ele explica que o objetivo principal não é transformar o carro no foco central da residência, mas criar uma experiência mais integrada, permitindo que o morador tenha autonomia, conforto e controle sobre o próprio espaço.
Segundo Deschamps, famílias que buscam praticidade, segurança e conveniência encontram no Park Haus uma solução direta, assim como pessoas com mobilidade reduzida, que podem acessar a unidade sem depender de elevadores veiculares.
A visão reforça uma tendência crescente no setor imobiliário, voltada a soluções residenciais mais responsivas ao cotidiano dos moradores.
Reconhecimento técnico e entusiasmo no setor
O sistema foi elogiado por representantes de entidades nacionais. Para Kita Xavier, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina, o Park Haus oferece justamente o que se discute quando o tema é inovação: ambientes eficientes, sustentáveis e alinhados às necessidades humanas.
Ele ressalta que o projeto entrega à construção civil uma visão concreta de cidades inteligentes aplicada ao uso diário.
A presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, Patrícia Sarquis Herden, também destacou a proposta.
Ela relatou ter viajado 30 horas desde Seul até Florianópolis para conhecer a solução e afirmou que acreditava ser apenas mais um tipo de elevador para veículos. Ao analisar o projeto de perto, descreveu a ideia como uma verdadeira redefinição do conceito de morar, com foco explícito nas pessoas.
Rampas independentes, ventilação constante e detalhamento técnico
O funcionamento interno foi estruturado para unir bem-estar e tecnologia. Os veículos utilizam rampas de subida e descida com fluxos independentes, garantindo fluidez e segurança no deslocamento. Os acessos até os apartamentos lembram ruas, com circulação de ar que assegura ventilação e exaustão adequadas.
A escolha estética foi inspirada em vias urbanas, com faixas de segurança e espaços semelhantes a passeios, reforçando a sensação de ambiente externo integrado à estrutura do edifício.
O projeto utiliza piso de alta resistência e conta com atenuação acústica. O pé-direito ampliado permite que ambulâncias, veículos de mudança e caminhonetes de grande porte cheguem até as unidades sem restrição. Em uma etapa determinante do desenvolvimento, Deschamps visitou pessoalmente o Corpo de Bombeiros para conhecer as dimensões das viaturas de resgate e garantir que todos os acessos fossem compatíveis com as necessidades da corporação.
Menos escavação e eficiência na infraestrutura
A Beco Castelo destaca que o Park Haus reduz a necessidade de escavação, já que elimina garagens subterrâneas.
O desenho arquitetônico também facilita a implantação de sistemas de infraestrutura com foco em eficiência e sustentabilidade. A solução atende à filosofia da empresa, que atua desde 1978 e já entregou 43 empreendimentos, somando mais de 2.200 unidades residenciais e 350 mil metros quadrados construídos.
O investimento previsto para o Park Haus e outros dois projetos semelhantes soma R$ 1,1 bilhão nos próximos anos. O último lançamento da incorporadora teve VGV superior a R$ 200 milhões, reforçando o impacto econômico da empresa no setor.

Nossa. Que coisa moderna.
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