O INSS inicia nesta sexta (24) o depósito da primeira parcela do 13º para aposentados e pensionistas, com calendário até 8 de maio, enquanto a segunda parcela vai de 25 de maio a 8 de junho, injetando R$ 78 bilhões na economia, mas titulares do BPC ficam de fora do abono.
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começa a depositar nesta sexta-feira (24) a primeira parcela do 13º salário para aproximadamente 35,2 milhões de aposentados, pensionistas e demais segurados. O pagamento é resultado de decreto assinado pelo presidente Lula no final de março, antecipando o abono anual que em anos anteriores foi depositado em datas diferentes: em 2022 e 2023 as parcelas caíram em maio e junho, e em 2024 e 2025 foram pagas em abril e maio. A estimativa do INSS é que as duas parcelas juntas representem mais de 78 bilhões de reais circulando pela economia do país, volume que representa impulso significativo para o comércio e os serviços nos meses de abril, maio e junho.
Nem todo beneficiário do INSS, porém, receberá o pagamento. Têm direito ao 13º aqueles que em 2026 recebem aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, salário-maternidade ou auxílio-reclusão. Já os titulares do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e da Renda Mensal Vitalícia ficam de fora do abono anual, distinção que gera confusão entre beneficiários que nem sempre sabem em qual categoria se enquadram. A consulta sobre a liberação pode ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS, ou pelo telefone 135, com atendimento entre segunda e sábado no horário das 7h às 22h.
Quando cada beneficiário do INSS recebe a primeira parcela do 13º

O calendário de pagamento do INSS segue duas variáveis: o número final do NIS (Número de Identificação Social) e o valor do benefício. Quem recebe até um salário mínimo, equivalente a R$ 1.621 em 2026, tem prioridade no calendário e começa a receber antes dos beneficiários com renda superior a esse valor. A primeira parcela será depositada entre 24 de abril e 8 de maio, e a segunda entre 25 de maio e 8 de junho.
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Essa ordem de pagamento não é aleatória. O INSS distribui os depósitos ao longo de dias úteis para evitar sobrecarga no sistema bancário e permitir que a rede de caixas eletrônicos e agências consiga atender o volume de saques sem travamentos. Para quem precisa verificar a data exata do seu depósito, o aplicativo Meu INSS mostra o calendário personalizado após o login com CPF e senha. Quem não tem acesso à internet pode ligar para o 135 e informar o CPF ao atendente para obter a mesma informação.
Por que nem todo beneficiário do INSS recebe o 13º salário
A confusão é frequente, mas a regra é clara. O 13º do INSS é pago exclusivamente a quem recebe benefícios de natureza previdenciária: aposentadoria em qualquer modalidade, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), auxílio-acidente, salário-maternidade e auxílio-reclusão. Esses benefícios são custeados por contribuições feitas ao longo da vida laboral do segurado, e o 13º funciona como extensão do direito trabalhista que o contribuinte tinha quando estava na ativa.
O BPC e a Renda Mensal Vitalícia, por outro lado, são benefícios assistenciais, não previdenciários. O INSS é responsável pela operação do pagamento, mas a natureza jurídica é diferente: são destinados a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, independentemente de terem contribuído para a previdência. Por essa razão, a legislação não prevê 13º para essas categorias, o que significa que milhões de beneficiários do BPC não receberão nenhuma parcela adicional em 2026, apesar de terem seus pagamentos mensais operados pelo mesmo INSS que distribui o abono.
O impacto dos R$ 78 bilhões do 13º do INSS na economia
O volume de recursos que o INSS coloca em circulação com o 13º antecipado é expressivo. Mais de R$ 78 bilhões distribuídos entre abril e junho representam injeção de renda que se espalha principalmente pelo comércio varejista, setor de alimentação, farmácias e prestadores de serviços que atendem aposentados e pensionistas. Em cidades menores, onde o benefício do INSS é frequentemente a principal fonte de renda de parcela significativa dos moradores, o impacto é ainda mais concentrado.
A antecipação do pagamento pelo governo tem justificativa econômica e política. Adiantar o 13º para o primeiro semestre distribui o consumo ao longo do ano em vez de concentrá-lo em novembro e dezembro, quando o abono originalmente seria pago, e gera efeito anticíclico ao estimular a economia em meses que historicamente registram menor atividade comercial. Para os 35,2 milhões de aposentados e demais beneficiários, a parcela extra representa alívio imediato em orçamentos familiares pressionados pela inflação de alimentos e pelo custo crescente de medicamentos e serviços de saúde.
Como consultar o pagamento e o que fazer se o 13º do INSS não aparecer
A verificação pode ser feita por três canais. O mais prático é o aplicativo Meu INSS, disponível para celulares Android e iOS, onde aposentados e pensionistas fazem login com CPF e senha gov.br e visualiza o extrato de pagamentos com as datas e valores previstos para cada parcela. O segundo canal é o site meu.inss.gov.br, que oferece as mesmas funcionalidades. O terceiro é o telefone 135, linha gratuita do INSS com atendimento humano que exige informação do CPF e confirmação de dados cadastrais.
Se a primeira parcela não aparecer na data prevista, o beneficiário deve verificar se o número final do NIS corresponde ao dia programado no calendário. Caso a data tenha passado e o valor não tenha sido creditado, a orientação do INSS é aguardar 48 horas úteis antes de registrar reclamação pelo próprio aplicativo ou pelo 135. Erros de cadastro, bloqueios judiciais e pendências administrativas são as causas mais comuns de atraso, e na maioria dos casos a regularização ocorre sem necessidade de comparecimento presencial a uma agência.
E você, já consultou se a sua parcela do 13º foi liberada? Acha justo que beneficiários do BPC não recebam o abono? Deixe sua opinião nos comentários.

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