Presidente de Furnas quer a privatização da empresa nos moldes da BR distribuidora

Furnas

Modelo de venda das ações na bolsa, conforme o usada na venda da BR, é o melhor, segundo o novo presidente de furnas, o engenheiro Luiz Carlos Ciocchi

O novo presidente de Furnas, o engenheiro Luiz Carlos Ciocchi defendeu a privatização da companhia e sugeriu que seja utilizado o mesmo modelo que o usado quando da venda do controle acionário da BR distribuidora.
Vale lembrar que o STF liberou a vendas das subsidiárias e Furnas é o braço da geração de energia da Eletrobras que é a maior empresa de energia da América latina.

O modelo defendido por Ciocchi é o de venda das ações da companhia na bolsa, inclusive ele defendeu o argumento em encontro com jornalistas na última terça-feira (30/07).
“Vejo com bons olhos a capitalização, pela oportunidade e musculatura que pode trazer à empresa. É uma saída inteligente e fácil do ponto de vista operacional. A venda da BR foi fácil, uma simples venda de ações na bolsa”, disse ele.

Luiz carlos Ciocchi está há três meses no cargo e seu discurso está alinhado com as declarações dos presidentes da Petrobras, Roberto Castello Branco, e Rubem Novaes, do banco do brasil.

O ministro das Minas e Energia declarou, entretanto, que a venda de Furnas debe passar pelo congresso, o que não aconteceu com a venda da BR distribuidora.

O pensamento do presidente

O presidente de Furnas declarou ainda que mesmo sendo estatal ou empresa privada, o objetivo estratégico da companhia não vai mudar, que é o de fazer da empresa a maior e melhor empresa de energia do país, e que no cenário atual os governos do mundo não tem mais capacidade de investir em energia, liberando assim a privatização nos próximos meses.

O tema tem sofrido resistência por parte da oposição, desde os tempos de Fernando Henrique Cardoso, quando este quis privatizar partes do setor elétrico.
Furnas, atualmente é composta por 21 usinas hidrelétricas, três parques eólicos e duas térmicas convencionais, e na área de transmissão conta com 29 mil Km de linhas de transmissão.

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Renato Oliveira

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Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)