A partir de fevereiro de 2025, o aumento do ICMS promete elevar significativamente o preço da gasolina e outros combustíveis.
Os brasileiros já podem se preparar para sentir o peso no bolso com a decisão do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) de aumentar as alíquotas do ICMS, em vigor a partir de 1º de fevereiro de 2025. A gasolina e o etanol serão os mais impactados, mas diesel e biodiesel também não escapam da alta. Essa mudança promete uma verdadeira reviravolta no preço da gasolina e, consequentemente, no custo de vida dos consumidores.
Aumento do ICMS: o que muda no preço da gasolina e dos combustíveis?
O impacto será direto: a gasolina e o etanol terão um aumento de 7,14% nas alíquotas do ICMS, subindo de R$ 1,3721 para R$ 1,47 por litro. Para quem já estava sofrendo com os preços desde janeiro de 2024, quando houve um acréscimo de R$ 0,25 no imposto, essa nova alta será ainda mais sentida na hora de abastecer.
O diesel e o biodiesel também sofrerão aumento, mas em um patamar menor, de 5,31%, elevando as alíquotas de R$ 1,0635 para R$ 1,12 por litro. Já o gás de cozinha é a única exceção, com uma redução de 1,69% na alíquota. Apesar disso, a queda no preço desse item essencial não será suficiente para compensar o impacto geral nos custos de transporte e produtos.
-
Novo EV da Fiat, de R$ 77 mil, trará releitura do 147 e consumo equivalente a 70 km/l
-
Petrobras surpreende mercado ao cortar diesel em R$ 0,35 por litro e decisão pode amenizar impacto dos impostos para motoristas e transportadoras
-
Gasolina a R$ 4,99 faz motoristas esperarem mais de uma hora em postos da Havan em Santa Catarina, durante ação de “imposto zero” com limite de 15 litros por carro e 25 mil litros disponíveis em cinco unidades da rede
-
Dia Livre de Impostos em BH terá gasolina a R$ 3,64, diesel com forte redução e filas durante a madrugada; veja regras, limites e horários para abastecer com desconto em Belo Horizonte
Como o aumento do ICMS afeta a economia?
O aumento do ICMS no preço da gasolina terá efeitos em cadeia, começando pelo transporte de mercadorias e se espalhando pelo preço de produtos e serviços. Com a logística mais cara, o impacto chegará às prateleiras dos supermercados e, inevitavelmente, ao bolso das famílias.
A inflação, já uma preocupação constante, pode ganhar ainda mais força com o aumento dos combustíveis, pressionando ainda mais o custo de vida. Serviços básicos, como saúde e educação, também entram na balança, já que os estados defendem o reajuste como essencial para garantir recursos sem comprometer áreas prioritárias.
Como minimizar os impactos no seu bolso?
O cenário não é animador, mas há algumas estratégias para reduzir os danos:
Planeje o orçamento mensal já considerando o aumento no preço da gasolina.
Considere alternativas como veículos mais econômicos, caronas ou transporte público.
Fique de olho em promoções e programas de fidelidade nos postos de combustíveis.
A discussão continua
O debate sobre o ICMS e o preço da gasolina promete se intensificar nos próximos anos. Enquanto os estados justificam a necessidade do aumento para equilibrar as contas públicas, a pressão popular pode forçar novas negociações. Para os consumidores, o desafio é se adaptar e buscar formas criativas de driblar os impactos no orçamento.
Seja no abastecimento do carro ou no aumento dos preços no mercado, o aumento do ICMS será um divisor de águas na economia brasileira – e o preço da gasolina seguirá como um dos principais termômetros dessa mudança.

Seja o primeiro a reagir!