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Práticos de São Paulo fizeram treinamentos e estão capacitados para operar navios de 366 metros

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 25/02/2021 às 11:15
Práticos navios treinamento
Fonte: Divulgação
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Finalmente o porto de Santos poderá operar com navios de 366 metros de comprimento. Bruno Tavares, Presidente da Praticagem de São Paulo, diz que os práticos têm realizado os treinamentos e participado de simulações para enfrentar com segurança e excelência o desafio. Serão necessários inicialmente dois práticos e quatro rebocadores para atuar na chegada dos navios new panamax, que transportam até 14 mil TEUs.

Com a homologação da Marinha do Brasil para receber navios de 366 metros, as maiores embarcações previstas para a Costa Leste da América do Sul, sonho de receber grandes embarcações vai virar realidade.

Conhecidos no mercado como classe New Panamax, os navios com 366 de comprimento e 52 metros de boca têm capacidade para transportar até 14 mil TEUs (unidades equivalentes a um contêiner de 20 pés) em uma única viagem. Até agora Santos só pode receber navios com 340 metros, que carregam a média de e 9 mil TEUs.

Bruno Tavares reforça a preocupação com a segurança e a modernidade que o trabalho envolve. “Santos é um Porto dinâmico e requer a dragagem de manutenção. Com os navios de 366 metros, não haverá margem para falhas. Nós nos adiantamos aos desafios e desde 2017 estamos treinando os práticos em centros de excelência, nos Estados Unidos e na França, com modelos de navios tripulados, simuladores de manobras, conversando e trocando experiências com comandantes que já manobram esses navios grandes, no caso dos de 366 metros. Adiantar-se aos desafios é muito importante”.

Segundo Tavares, as operações vão exigir um número maior de profissionais. “Precisaremos de dois práticos a bordo do navio e de mais limitações para as manobras em termos de condições meteorológicas (ventos e correntes), serão o que chamamos de manobras especiais”, alerta.

A proatividade e o treinamento feito nos EUA ganham especial atenção, principalmente por conta da tecnologia utilizada pelos práticos. “Poucos centros de treinamento tinham esse modelo de navio em escala reduzida, que é o 366. É um modelo tripulado, diferente do simulador computacional. Nós nos deslocamos para um rio ou um lago – em geral, um lago, onde treinamos as manobras que iremos realizar no Porto”, narra.

Nele, o prático embarca e as reações hidrodinâmicas são simuladas. Esse navio tem seu próprio propulsor e leme, tudo controlado pelo prático de dentro do mesmo. “É tudo proporcional à vida real, porém em escala reduzida, diferente de um simulador virtual. Você sente os efeitos hidrodinâmicos, diferentes de um simulador de manobras, que é como se fosse um videogame de última geração.”, acrescenta Tavares. 

Durante as simulações de navios 366m, a Praticagem  de São Paulo trabalhou com calado máximo de até 14,20m. Com a homologação dos new panamax com 366m de comprimento para Santos, esses parâmetros passam para 51m a 52m de boca. O calado máximo de 14,20m tem perspectivas de chegar a 14,50m.

Tecnologia e dragagem

A inovação não para na Praticagem de São Paulo, como explica o Presidente: “Temos equipamentos que levamos para bordo, que são os PPUs (Portable Pilot Unit), que auxiliam nas manobras de navios especiais. Há ainda o C3OT (Centro de Coordenação, Comunicações e Operações de Tráfego), que é onde realizamos, junto com a Autoridade Portuária, o controle de tráfego e das operações dos navios. Posso dizer que, hoje, estamos bem servidos no uso de tecnologias existentes no mercado”, comenta.

Ele avalia como positiva a possibilidade de incremento na dragagem, aprofundando o canal de navegação, como outra medida que pode ser exigida pelo Governo Federal do futuro concessionário do Porto. “Sem uma dragagem em constante manutenção com aumento das profundidades, o trabalho do porto é muito prejudicado. Queremos que o Porto cresça, não pare de produzir e que seja possível otimizar cada vez mais as operações e a dinâmica do complexo. A praticagem está aqui para ajudar nessa avaliação. Temos sempre que fazer da melhor maneira e da forma mais segura possível”.

Informações para a imprensa com José Rodrigues pelo telefone (13) 99711-8250 ou Ivani Cardoso pelo telefone (11) 999324765

Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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