Estratégia internacional coloca Goiás na disputa por visitantes estrangeiros ao mirar mercados latino-americanos e europeus com maior potencial de emissão, em uma articulação que envolve dados, escuta do trade turístico e ações regionais para ampliar a presença do estado no exterior.
Com apoio da Embratur e do Sebrae, Goiás definiu Colômbia, Peru, México e Países Baixos como mercados prioritários na elaboração do Plano de Ação para Promoção Turística Internacional do estado.
Coordenada pela Goiás Turismo, a iniciativa busca ampliar a presença dos destinos goianos no exterior e transformar ações de divulgação em fluxo real de visitantes estrangeiros, com foco em mercados considerados estratégicos.
Baseada nas diretrizes do Plano Brasis, a estratégia segue o programa nacional de marketing turístico internacional para o ciclo 2025-2027, criado para orientar a promoção do Brasil fora do país.
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Por meio desse modelo, a divulgação turística passa a considerar dados, segmentação de públicos e ações adaptadas às características de cada unidade da federação, em vez de uma comunicação única para todos os destinos.
Ainda em fase de construção, o plano goiano pretende fortalecer destinos ligados à natureza, cultura, gastronomia e experiências regionais, conectando esses atrativos aos interesses dos públicos estrangeiros selecionados.
A proposta também mira o aumento da receita turística internacional, ponto tratado como parte da estratégia para posicionar Goiás de forma mais competitiva no mercado externo e atrair visitantes com maior potencial de consumo.
Mercados prioritários para o turismo em Goiás
No recorte definido para Goiás, Colômbia, Peru, México e Países Baixos aparecem como públicos centrais para a promoção internacional, com ações voltadas à ampliação da visibilidade do estado nesses mercados.

Além deles, a Bolívia foi classificada como mercado de oportunidade, enquanto o Chile aparece como mercado consolidado para Goiás, dentro da leitura feita a partir das diretrizes do Plano Brasis.
Reino Unido, Estados Unidos e Portugal também foram apontados como mercados essenciais na estratégia de divulgação internacional, o que amplia o alcance da promoção turística goiana para além da América Latina.
Esse desenho permite que o estado organize campanhas, materiais promocionais e ações de relacionamento de forma mais direcionada, levando em conta o perfil dos viajantes e o potencial de cada país emissor.
As diretrizes foram discutidas em encontro no Hub Goiás, em Goiânia, com participação de representantes do setor turístico, instituições públicas, entidades empresariais, associações e federações ligadas à atividade.
Durante a reunião, os participantes analisaram caminhos para alinhar a promoção internacional às demandas do trade turístico, incluindo estratégias de imagem, conversão de interesse em viagens e fortalecimento das regiões turísticas.
A presença de diferentes setores no debate busca evitar que o plano fique restrito à comunicação institucional, aproximando a construção das ações de quem atua diretamente com produtos, serviços e experiências turísticas.
Goiás Turismo mira promoção mais competitiva
Durante o debate, a diretora de Fomento do Turismo da Goiás Turismo, Daniella Barbosa, afirmou que o planejamento combina dados e escuta dos atores do turismo goiano para ampliar a competitividade do estado.

Segundo Daniella, “a promoção do destino precisa refletir nossas potencialidades e dialogar com os interesses dos mercados prioritários identificados pelo Plano Brasis”.
A declaração reforça a tentativa de aproximar as ações de divulgação dos interesses de viajantes estrangeiros com maior potencial de emissão, sem deixar de lado a identidade turística dos destinos goianos.
Na prática, essa orientação indica que a promoção internacional deve considerar tanto os atrativos já reconhecidos quanto experiências capazes de diferenciar Goiás em um mercado disputado por diversos estados brasileiros.
Com essa abordagem, o plano busca organizar a presença do estado em ações externas, campanhas promocionais e iniciativas voltadas à conversão de demanda, mantendo foco nos mercados definidos como prioridade.
A estratégia também fortalece a atuação conjunta entre governo estadual, entidades de apoio, empresários e instâncias regionais, ponto considerado essencial para transformar planejamento em resultados no setor turístico.
Plano Brasis orienta ações no exterior
Na avaliação da consultora de projetos da Fundação Getulio Vargas, Natália Soutosa, o encontro reuniu contribuições sobre promoção de imagem, conversão de demanda em fluxo turístico e aumento da receita internacional.
A participação dos atores do setor, segundo ela, ajuda a definir quais ações devem ser tratadas como prioridade na construção do plano estadual de promoção turística internacional.
Essa etapa funciona como uma devolutiva do trade, permitindo que representantes de diferentes áreas indiquem caminhos mais adequados para apresentar Goiás ao público estrangeiro e ampliar a efetividade das ações.
Já o presidente do Fórum Estadual de Turismo, Fernando Carlos, destacou a importância das Instâncias de Governança Regional que integram o Mapa do Turismo Brasileiro.
Para ele, essa articulação amplia as condições de divulgar o potencial turístico de Goiás de forma mais organizada, conectada às regiões do estado e alinhada às rotas já estruturadas.
O envolvimento das instâncias regionais também pode contribuir para distribuir melhor os benefícios da promoção internacional, ao incluir diferentes destinos goianos na estratégia de apresentação ao mercado externo.
Apresentado pela Embratur como uma evolução do Plano Aquarela, lançado em 2004, o Plano Brasis busca reforçar a imagem do Brasil no exterior a partir de experiências turísticas autênticas.
O programa também valoriza a diversidade regional e orienta ações voltadas ao aumento da entrada de turistas internacionais e de divisas estrangeiras, com estratégias mais ajustadas ao perfil de cada mercado emissor.
No caso de Goiás, a aplicação dessas diretrizes procura conectar dados nacionais de promoção turística às características locais, dando ao estado uma base mais estruturada para disputar visitantes estrangeiros.
A elaboração do plano estadual segue como etapa central para definir ações prioritárias, organizar a comunicação dos destinos goianos e ampliar a presença de Goiás em mercados internacionais considerados estratégicos.

