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Praia brasileira recebe megaprojeto que vai mudar litoral com 6 milhões de m³ de areia e faixa de até 200 metros de largura

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 24/11/2025 às 17:55
Alargamento de 7,5 km da praia de Itapoá usa 6 milhões de m³ de areia da dragagem da Babitonga e muda orla enquanto portos ampliam operação.
Alargamento de 7,5 km da praia de Itapoá usa 6 milhões de m³ de areia da dragagem da Babitonga e muda orla enquanto portos ampliam operação.
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Uma intervenção de grande porte altera a orla de Itapoá com novo carregamento de areia, mudanças no canal de navegação e monitoramento ambiental contínuo, transformando gradualmente a configuração costeira e a operação portuária da região.

O litoral de Itapoá, no Norte de Santa Catarina, passa por uma das maiores intervenções costeiras já registradas no Brasil.

O projeto de alargamento da faixa de areia prevê a recuperação de cerca de 7,5 km de orla, com a aplicação de aproximadamente 6 milhões de metros cúbicos de areia retirada da dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, que atende os portos de Itapoá e São Francisco do Sul.

A obra integra o aprofundamento do canal de navegação e tem conclusão estimada para o segundo semestre de 2026.

Alargamento da praia de Itapoá em execução

O engordamento da praia de Itapoá é classificado por autoridades portuárias e pelo governo catarinense como o maior alargamento de faixa de areia em andamento no país, tanto em extensão quanto em volume de sedimentos movimentados.

A intervenção amplia um trecho contínuo do litoral e alcança áreas urbanas consolidadas e pontos com movimentação turística.

Alargamento de 7,5 km da praia de Itapoá usa 6 milhões de m³ de areia da dragagem da Babitonga e muda orla enquanto portos ampliam operação.
Alargamento de 7,5 km da praia de Itapoá usa 6 milhões de m³ de areia da dragagem da Babitonga e muda orla enquanto portos ampliam operação.

Dados recentes do Porto de São Francisco do Sul indicam que mais de 1,4 milhão de metros cúbicos de sedimentos já foram dragados do canal da Babitonga.

Desse total, cerca de 940 mil m³ foram distribuídos em pouco mais de 1 km de praia, formando uma nova faixa de areia.

A projeção técnica é que, ao final da obra, a orla de Itapoá tenha trechos com até 200 metros de largura, alterando a configuração atual da praia.

Dragagem na Babitonga e fornecimento da areia

A intervenção depende da dragagem em andamento no canal de acesso à Baía da Babitonga, que atende um dos principais complexos portuários de Santa Catarina.

O projeto de aprofundamento prevê a remoção de cerca de 12,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos, volume necessário para adequar o canal à nova profundidade e abastecer o engordamento da praia.

A estimativa é que metade do material seja destinada à orla de Itapoá.

O restante será transportado para um ponto de descarte em alto-mar, autorizado por órgãos ambientais federais.

A draga Galileo Galilei, embarcação de grande porte responsável pela operação, possui cisterna com capacidade para cerca de 18 mil m³ por ciclo.

O material é bombeado por tubulações até a praia, onde equipes realizam a distribuição e o nivelamento.

Alargamento de 7,5 km da praia de Itapoá usa 6 milhões de m³ de areia da dragagem da Babitonga e muda orla enquanto portos ampliam operação.
Alargamento de 7,5 km da praia de Itapoá usa 6 milhões de m³ de areia da dragagem da Babitonga e muda orla enquanto portos ampliam operação.

Esse método permite controle do volume aplicado em cada trecho e segue o planejamento estabelecido no projeto executivo.

Erosão costeira e mudanças na faixa de areia

Segundo relatórios técnicos do empreendimento, o alargamento busca reduzir o avanço da erosão costeira e restaurar a largura da faixa de areia.

O processo de engordamento, aplicado em diversas regiões do país, é indicado por especialistas como uma forma de ampliar a área de dissipação da energia das ondas.

O aumento da largura da praia também tende a criar mais espaço para atividades recreativas.

De acordo com a prefeitura e com entidades ligadas ao setor turístico, a intervenção pode influenciar o uso da região por moradores e visitantes, principalmente em períodos de maior fluxo.

Por exigência do licenciamento, a obra é acompanhada por monitoramento ambiental.

As avaliações incluem análises da qualidade da água, observação de fauna marinha e acompanhamento de possíveis alterações em bancos de areia no estuário da Babitonga.

Aprofundamento do canal e operação dos portos

Além das mudanças na praia, a dragagem do canal tem função operacional para os portos do entorno.

O projeto prevê o aprofundamento do acesso de cerca de 14 para 16 metros, o que permitirá receber navios maiores, com até 366 metros de comprimento e capacidade aproximada de 16 mil TEUs, conforme estimativas das autoridades portuárias.

Alargamento de 7,5 km da praia de Itapoá usa 6 milhões de m³ de areia da dragagem da Babitonga e muda orla enquanto portos ampliam operação.
Alargamento de 7,5 km da praia de Itapoá usa 6 milhões de m³ de areia da dragagem da Babitonga e muda orla enquanto portos ampliam operação.

O complexo da Babitonga responde por mais de 60% da movimentação portuária de Santa Catarina, e o aprofundamento é tratado pelos gestores como etapa necessária para manter competitividade frente a outros portos que já operam com embarcações de grande porte.

A intervenção é financiada por uma parceria público-privada entre o porto público de São Francisco do Sul e o terminal privado de Itapoá, com investimento estimado em R$ 333 milhões.

Avanço das obras e monitoramento contínuo

O conjunto de obras de dragagem e engordamento da praia tem previsão de conclusão no segundo semestre de 2026, segundo cronogramas oficiais.

A orla passa por alterações graduais, com trechos liberados conforme o avanço das etapas.

Durante todo o processo, o projeto mantém monitoramento ambiental contínuo, que inclui análises da turbidez da água, observações sobre fauna e acompanhamento de possíveis alterações na circulação das correntes.

Com a combinação entre o engordamento da praia e o aprofundamento do canal de navegação, quais mudanças a população local deve observar ao longo dos próximos anos na dinâmica da orla e no uso do litoral?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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