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Por que a Rússia vendeu o Alasca para os EUA? Tratado de 1867 custou menos de dois centavos por acre de terra

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 16/08/2025 às 21:13
Por que a Rússia vendeu o Alasca para os EUA? Economia frágil, derrotas militares e ambição americana selaram negócio desigual e polêmico
Por que a Rússia vendeu o Alasca para os EUA? Economia frágil, derrotas militares e ambição americana selaram negócio desigual e polêmico
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Por que a Rússia vendeu o Alasca para os EUA?A venda do Alasca em 1867 foi marcada por guerras, pressões econômicas e interesses estratégicos. Entenda por que a Rússia vendeu o Alasca para os EUA.

Segundo reportagem do Globo 100, a pergunta “Por que a Rússia vendeu o Alasca para os EUA?” volta ao debate em meio a novas tensões internacionais. O tema conecta passado e presente, mostrando como decisões tomadas há mais de 150 anos ainda ecoam no cenário geopolítico atual.

A negociação de 1867 envolveu questões econômicas, militares e diplomáticas, em um contexto em que o Império Russo buscava aliviar pressões externas e os Estados Unidos enxergavam uma oportunidade estratégica. O acordo de US$ 7,2 milhões foi chamado por críticos de “loucura de Seward”, mas tornou-se um dos negócios mais vantajosos da história americana.

A expansão russa e a chegada ao Alasca

Para entender por que a Rússia vendeu o Alasca para os EUA, é preciso voltar ao século XVIII. Exploradores russos cruzaram o estreito de Bering e estabeleceram presença no território, explorando peles de lontra marinha e fundando colônias.

A exploração intensa, porém, reduziu a rentabilidade da região ao longo dos anos, e a administração se tornava cada vez mais cara e difícil. Além disso, havia tensões constantes com britânicos e americanos pela delimitação de territórios e comércio.

O peso da Guerra da Crimeia

Outro fator central em por que a Rússia vendeu o Alasca para os EUA foi a Guerra da Crimeia (1853–1856). Envolvida em conflitos contra potências europeias, a Rússia temia perder territórios distantes em caso de novas disputas.

Manter o Alasca se tornou um risco logístico e militar, já que o império precisava priorizar recursos em outras regiões, especialmente no Extremo Oriente.

Interesses dos Estados Unidos

Na década de 1860, os EUA estavam em plena fase de expansão. Após anexar o Texas, a Califórnia e vencer a guerra contra o México, surgiu o ideal do “Destino Manifesto” a crença de que os americanos deveriam dominar todo o continente.

A compra do Alasca foi vista como passo natural para consolidar essa expansão, ao mesmo tempo em que reduzia a influência britânica no Pacífico.

A negociação e o tratado de 1867

As conversas entre o secretário de Estado americano William Seward e o diplomata russo Eduard Stoeckl culminaram em março de 1867, com o valor de US$ 7,2 milhões, equivalente a menos de dois centavos por acre.

O tratado foi assinado de madrugada e aprovado pelo Congresso, apesar de críticas da imprensa que questionava a utilidade de um “território congelado”.

O legado da venda

Com o tempo, o Alasca revelou-se riquíssimo em recursos naturais como ouro, petróleo, gás e madeira. Para os EUA, foi um negócio histórico. Para muitos russos, entretanto, tornou-se símbolo de arrependimento e perda estratégica.

Até hoje, a decisão levanta debates sobre a visão de curto prazo do Império Russo, reforçando a importância de escolhas estratégicas na política internacional.

A resposta para por que a Rússia vendeu o Alasca para os EUA envolve economia, guerra e geopolítica. O império russo buscava aliviar pressões, enquanto os Estados Unidos viam oportunidade de expansão. O resultado foi um negócio considerado desastroso para a Rússia, mas extremamente lucrativo para os EUA.

E você, acredita que a Rússia teria mudado seu rumo histórico se tivesse mantido o Alasca? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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