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Pico de frio extremo no Brasil transforma pasto em gelo e mata bois em massa por hipotermia em fazendas de Mato Grosso do Sul

Publicado em 28/05/2026 às 13:21
Atualizado em 28/05/2026 às 13:24
Frio extremo mata bovinos no MS
Imagem: Ilustração artística
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Frio extremo matou 83 bovinos em cinco fazendas de Mato Grosso do Sul, com casos concentrados em Nova Andradina e Angélica, após queda brusca de temperatura, vento gelado, umidade elevada e falta de abrigo

O frio extremo matou 83 bovinos por hipotermia em Mato Grosso do Sul, após temperaturas abaixo de 7°C, sensação térmica próxima de 0°C, vento gelado e umidade elevada atingirem fazendas de Nova Andradina e Angélica. As ocorrências são acompanhadas pela IAGRO, que analisa os episódios e a extensão dos danos.

Frio extremo concentrou mortes em cinco fazendas

As mortes foram registradas em cinco propriedades rurais. Em Nova Andradina, 74 bois morreram em quatro fazendas. Em Angélica, município vizinho, outras nove mortes ocorreram em uma única propriedade.

O número total chegou a 83 bovinos mortos durante o pico de frio extremo que atingiu Mato Grosso do Sul. Os animais estavam expostos em áreas abertas, sem abrigo contra o vento e a umidade.

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal, IAGRO, acompanha os casos para apurar as causas e avaliar os impactos sobre o rebanho sul-mato-grossense.

Frio extremo mara bovinos no MS
Imagem: Reprodução / G1

Hipotermia foi apontada como causa principal

A principal causa indicada nos laudos é a hipotermia. A condição ocorre quando o animal perde calor corporal de forma rápida e excessiva, comprometendo o funcionamento dos órgãos vitais.

O quadro foi agravado pela combinação de baixas temperaturas, rajadas contínuas de vento e umidade elevada. Essa mistura reduz a proteção natural do pelo e dificulta a manutenção da temperatura corporal.

Bovinos têm maior adaptação a climas quentes. Por isso, quedas bruscas de temperatura podem provocar dificuldades fisiológicas severas, especialmente quando os animais permanecem sem proteção no pasto.

Falta de abrigo aumenta o risco no rebanho

O caso mostra o impacto prático do manejo durante frentes frias intensas. Sem abrigo, o pasto deixa de ser apenas área de alimentação e passa a expor o rebanho ao frio, ao vento e à umidade.

Técnicos do setor apontam que a resistência dos bovinos varia conforme idade, raça e estado nutricional. Bezerros e animais jovens são mais vulneráveis, enquanto algumas linhagens suportam melhor o frio.

O estado nutricional também pesa. Animais mal alimentados ou sem reserva de energia corporal têm mais dificuldade para produzir calor interno e enfrentar o estresse térmico severo.

Mato Grosso do Sul já teve perdas maiores em 2023

O frio extremo já provocou perdas expressivas no estado. No inverno de 2023, Mato Grosso do Sul registrou a morte de mais de 2,5 mil bovinos em decorrência de frentes frias semelhantes.

A comparação mostra que o número atual é menor, mas o risco permanece quando faltam abrigo e manejo adequado. Mesmo com algum preparo maior entre produtores, a tragédia voltou a ocorrer em áreas expostas.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do material-base fornecido sobre mortes de bovinos em Mato Grosso do Sul, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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