Pausa planejada na produção da Honda Ridgeline abre caminho para mudanças mecânicas e visuais, em um movimento que reposiciona a picape no competitivo segmento médio norte-americano e reacende a disputa com rivais consolidadas, especialmente a Toyota Tacoma.
A Honda deve interromper a produção da Ridgeline no quarto trimestre de 2026 e retomar a fabricação da picape no terceiro trimestre de 2028, segundo informações publicadas pela Automotive News e reproduzidas por veículos especializados.
Em vez de indicar o fim definitivo do modelo, a pausa faz parte de uma mudança de rota para adequar a picape a regras de emissões mais rígidas e preparar uma atualização mecânica e visual.
A expectativa é que a Ridgeline volte com um novo motor V6, mais moderno que o conjunto usado atualmente, embora as informações disponíveis ainda não confirmem uma nova geração completa para 2028.
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Relatos mais recentes apontam que a próxima geração, já com arquitetura híbrida, deve ficar para o começo da década de 2030, o que torna mais provável uma reestilização profunda no retorno da picape.
Honda Ridgeline terá pausa antes de voltar renovada
Dentro do segmento de picapes médias vendidas nos Estados Unidos, a Ridgeline ocupa uma posição incomum por adotar construção monobloco, solução mais próxima da usada em SUVs e automóveis de passeio.
Ao abrir mão do tradicional chassi de longarinas, presente em rivais como Toyota Tacoma e Ford Ranger, a picape da Honda reforça uma proposta voltada ao uso familiar, urbano e recreativo.

Mesmo com essa abordagem menos convencional, a Ridgeline disputa espaço com modelos de imagem mais robusta, incluindo Toyota Tacoma, Chevrolet Colorado, Ford Ranger, Nissan Frontier e GMC Canyon.
O hiato planejado pela Honda ocorre em um momento de maior pressão por eficiência e redução de emissões, enquanto a picape ainda utiliza uma versão mais antiga do V6 da marca.
Nos modelos mais recentes da fabricante, como Pilot e Passport, a Honda já adotou conjuntos mecânicos atualizados, o que ajuda a explicar a necessidade de uma revisão mais ampla na Ridgeline.
Segundo a imprensa norte-americana, pessoas com conhecimento do plano afirmaram que o novo V6 será capaz de cumprir normas ambientais mais exigentes, mas detalhes técnicos ainda não foram divulgados.
Até agora, a Honda não informou oficialmente especificações, potência, consumo, aceleração ou eventual tecnologia híbrida aplicada à Ridgeline prevista para voltar à produção em 2028.
Novo V6 deve mirar eficiência e desempenho
Entre os projetos em desenvolvimento, a Honda trabalha em uma nova geração de sistemas híbridos, incluindo motores V6 eletrificados para veículos maiores e voltados a mercados onde esse tipo de conjunto ainda tem demanda.
A própria marca já informou que seus futuros sistemas terão foco em menor consumo de combustível e melhor resposta em acelerações fortes, duas áreas importantes para modelos maiores e mais pesados.
Esse dado sustenta a expectativa de evolução mecânica para a Ridgeline, porém exige cautela porque as informações mais seguras indicam um V6 atualizado em 2028, não necessariamente um híbrido já confirmado.

Por enquanto, a arquitetura híbrida de nova geração aparece associada a um ciclo posterior do produto, possivelmente no começo da década de 2030, quando uma mudança mais profunda pode ocorrer.
Na prática, a estratégia permite à Honda ganhar tempo sem abandonar um modelo que mantém público fiel e ainda oferece uma alternativa diferente dentro de um segmento bastante competitivo.
Mesmo envelhecida, a Ridgeline segue com vendas estáveis e atrai compradores interessados em dirigibilidade mais próxima de SUV, cabine confortável e caçamba voltada ao uso cotidiano.
Mudanças visuais também devem fazer parte do pacote, com uma reestilização mais profunda para aproximar a picape da linguagem atual da Honda e renovar sua presença nas concessionárias.
Ainda não há confirmação oficial sobre dimensões, cabine, caçamba, versões, equipamentos ou pacotes de acabamento que estarão disponíveis quando a Ridgeline voltar ao mercado norte-americano.
Vendas da Honda Ridgeline ficam atrás da Toyota Tacoma
Em 2025, a Ridgeline somou 48.448 unidades vendidas nos Estados Unidos, resultado positivo para um modelo maduro, mas ainda distante dos números registrados pela principal referência do segmento.
No mesmo período, a Toyota Tacoma alcançou 274.638 unidades no mercado norte-americano, segundo dados divulgados pela Toyota Motor North America e compilados por publicações especializadas.
Essa diferença mostra o tamanho do desafio enfrentado pela Honda, já que a Tacoma se consolidou como líder entre as picapes médias graças à ampla base de consumidores e à oferta variada de versões.
Além do reconhecimento construído ao longo dos anos, a Tacoma se beneficia de forte presença no mercado norte-americano e de uma imagem diretamente associada a robustez, capacidade e uso fora de estrada.
Apesar do volume menor, a Ridgeline não saiu do radar da montadora, e a decisão de pausar a produção indica que a Honda ainda vê espaço para manter a picape em sua linha.

Entre os consumidores que priorizam conforto, condução mais leve e funcionalidade para o dia a dia, o modelo segue com uma proposta diferente daquela adotada por muitas rivais de chassi tradicional.
A comparação com a Ram Rampage exige contexto, porque a picape da Stellantis é vendida em mercados como o Brasil, enquanto a Ridgeline pertence ao universo das picapes médias norte-americanas.
Por isso, a associação entre as duas depende mais de posicionamento e porte percebido do que de uma rivalidade direta no mesmo mercado ou de uma disputa comercial imediata.
Odyssey e Passport devem ocupar espaço na fábrica
Durante a suspensão da Ridgeline, a Honda deve reorganizar a produção para ampliar o volume de outros modelos, especialmente Odyssey e Passport, que atendem a segmentos importantes nos Estados Unidos.
Enquanto a minivan Odyssey segue relevante para famílias, o Passport ganhou força após sua atualização mais recente e passou a ocupar papel mais estratégico dentro da linha norte-americana da marca.
A linha 2026 do Passport recebeu mudanças profundas de projeto e posicionamento, com apelo mais robusto e versões voltadas ao uso fora de estrada leve.
No primeiro trimestre de 2026, o SUV registrou 14.045 unidades vendidas, avanço de 20,1% em relação ao mesmo período anterior, conforme dados divulgados pela Honda e reportados pela imprensa especializada.
No mesmo intervalo, a Ridgeline somou 10.980 unidades, alta discreta de 0,3%, desempenho que ajuda a explicar a possível prioridade dada a modelos com crescimento mais forte.
Com a fábrica ajustada para atender veículos de maior demanda no curto prazo, a Honda ganha margem para preparar a atualização da picape sem abandonar completamente o projeto.
Outros ciclos de produto da marca também passaram por revisões recentes, incluindo reportagens sobre adiamentos em futuras gerações de modelos como Accord, HR-V, Odyssey e alguns Acura.
Esse movimento está ligado a mudanças de mercado, custos de desenvolvimento e transição tecnológica, fatores que pressionam montadoras a escolher com mais cuidado o momento de renovar cada veículo.
Picape segue importante na estratégia da Honda
Embora não tenha confirmado todos os detalhes do plano, a Honda afirmou à imprensa norte-americana que a Ridgeline segue importante em sua linha, mesmo diante do intervalo incomum na produção.
A declaração indica que a picape continuará fazendo parte da estratégia da marca, desde que receba ajustes suficientes para enfrentar normas ambientais mais rígidas e rivais mais recentes.
Em vez de retirar a Ridgeline de linha de forma definitiva, a Honda deve usar o período sem fabricação para revisar mecânica, emissões e estilo, preservando a possibilidade de retorno competitivo.
Lançada em 2016, a segunda geração da Ridgeline passou por atualizações ao longo do ciclo e chegará ao fim desta etapa com mais de uma década de mercado.
Esse tempo é elevado para um veículo que disputa espaço com rivais renovados em intervalos menores, especialmente em um segmento que ganhou novas versões híbridas, pacotes off-road e tecnologias de assistência.
Quando voltar, a picape terá de equilibrar eficiência, desempenho e identidade própria, sem necessariamente abandonar a proposta monobloco que sempre diferenciou o modelo dentro do mercado norte-americano.
A Honda não precisa transformar a Ridgeline em uma Tacoma, mas terá de demonstrar que conforto, versatilidade e uso cotidiano ainda podem sustentar uma picape média competitiva.
Até a divulgação de especificações oficiais, a informação mais segura é que a Ridgeline deve sair temporariamente de produção no fim de 2026 e retornar em 2028 com atualização relevante.
O cronograma reforça a intenção da Honda de manter a picape viva, enquanto a arquitetura híbrida aparece como uma etapa posterior e não como uma confirmação oficial para o retorno imediato.


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