Polícia Federal investiga fraude de R$ 7 milhões no FGTS de atletas e ex-jogadores, com envolvimento de advogada e funcionários da Caixa.
PF investiga fraude de R$ 7 milhões no FGTS de jogadores de futebol
A Polícia Federal investiga uma fraude milionária no FGTS. O golpe teria desviado cerca de R$ 7 milhões de jogadores, ex-jogadores e técnicos de futebol. A Operação Fake Agents III foi deflagrada nesta quinta-feira (13), no Rio de Janeiro, e revela o envolvimento de funcionários da Caixa e da advogada Joana Costa Prado Oliveira, apontada como líder do esquema.
De acordo com a PF, o grupo usava documentos falsos para sacar ilegalmente os valores. Além disso, mantinha contatos dentro das agências bancárias, o que facilitava as transações irregulares. A fraude, portanto, atingiu nomes conhecidos do futebol brasileiro e sul-americano, ampliando o impacto do caso.
Jogadores famosos entre as vítimas do golpe
De acordo com as investigações, jogadores como Cueva, Ramires, João Rojas, Raniel e Titi tiveram seus benefícios manipulados de forma ilegal. Todos eles atuaram em clubes tradicionais como São Paulo, Santos, Vasco e Cruzeiro.
-
Fábrica criada por Dom Pedro II em Petrópolis vira aposta milionária para transformar antigo império têxtil em polo gastronômico com mercado gourmet e turismo histórico
-
Chuvas devastadoras deixam 27 cidades em emergência em pernambuco provocam mortes por deslizamentos e enchentes e expõem cenário crítico com centenas de famílias desabrigadas
-
Nova maternidade pública no Rio de Janeiro muda realidade de gestantes e projeta 400 partos por mês
-
Minas troca charretes por modelos elétricos em cidades turísticas, com leis municipais, apoio do Ministério Público e indenização aos operadores para manter o passeio e reduzir riscos no transporte de visitantes
O ex-jogador Ramires, que também vestiu a camisa da Seleção Brasileira, está entre as principais vítimas. O grupo de fraudadores, segundo a PF, agia com precisão e usava informações privilegiadas para acessar contas vinculadas ao FGTS dos atletas.
Advogada é apontada como líder da fraude
A advogada Joana Costa Prado Oliveira é apontada como a líder do esquema. Com acesso a informações internas e contatos estratégicos na Caixa Econômica Federal, ela teria facilitado o levantamento irregular dos recursos.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspendeu a carteira profissional de Joana após as primeiras denúncias. Em agosto deste ano, o técnico Oswaldo de Oliveira chegou a acusá-la de se apropriar de mais de R$ 3 milhões em valores que lhe pertenciam.
Operação da PF cumpre mandados no Rio
Nesta fase da Operação Fake Agents III, a Polícia Federal cumpre quatro mandados de busca e apreensão para aprofundar a investigação. Três ações ocorrem em residências de funcionários da Caixa, situadas nos bairros da Tijuca, Ramos e Deodoro, enquanto o quarto mandado é executado em uma agência bancária no Centro do Rio de Janeiro.
Durante as diligências, os agentes apreendem documentos, computadores e celulares, com o objetivo de comprovar o envolvimento direto dos suspeitos na fraude. Além disso, o material recolhido poderá revelar novas conexões e ampliar o alcance das investigações, permitindo que a PF avance com maior precisão na identificação de todos os responsáveis.
Como a investigação começou
As investigações tiveram início após a denúncia feita por um banco privado, que desconfiou da movimentação de uma conta aberta com documentos falsos em nome de um jogador peruano. O atleta em questão é Paolo Guerrero, que teve R$ 2,2 milhões desviados de seu FGTS.
O caso chamou atenção da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz), que passou a investigar a ligação entre os saques e funcionários da Caixa. O trabalho conta com apoio da área de inteligência e segurança do banco estatal.
Crimes sob investigação
A PF afirmou que os investigados responderão por falsificação de documento público, estelionato e associação criminosa, além de outros crimes que podem surgir conforme a apuração avança. Assim, a corporação mantém o foco em rastrear o destino dos valores desviados e identificar novas vítimas que, até o momento, ainda não notaram os prejuízos em suas contas vinculadas ao FGTS.
Por outro lado, os investigadores destacam que cada nova prova encontrada reforça o alcance da fraude e ajuda a ampliar o cerco aos envolvidos, garantindo que o dinheiro seja recuperado e que os responsáveis sejam punidos.
Fraude no FGTS reforça alerta sobre segurança bancária
A operação reforça o alerta sobre a segurança nas plataformas bancárias, principalmente em contas vinculadas a benefícios trabalhistas. Casos como esse mostram a importância de o trabalhador verificar regularmente o saldo do FGTS e reportar qualquer movimentação suspeita.
A PF segue com a investigação em curso e não descarta novas fases da operação, já que há indícios de que o golpe possa ter se estendido a outras regiões do país.

Seja o primeiro a reagir!