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Petróleo sente o peso da guerra entre Estados Unidos e Irã no mesmo dia em que Teerã enterra seu líder supremo assassinado e o mundo observa quem vai controlar o Estreito de Ormuz, rota estratégica do petróleo global

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Escrito por Felipe Alves da Silva Publicado em 09/07/2026 às 22:35
Navio-tanque de petróleo em corredor marítimo estreito representando o Estreito de Ormuz e a crise entre EUA e Irã
Navio-tanque em corredor marítimo remete à importância do Estreito de Ormuz para o comércio global de petróleo
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Apesar de o Brent e o WTI terem recuado no pregão desta quinta-feira, analistas mantêm o mercado em alerta com o avanço dos ataques entre Washington e Teerã e o risco ao tráfego pelo Golfo Pérsico

A guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a se intensificar nesta quinta-feira (9), justamente no dia em que Teerã enterrou seu líder supremo assassinado, o aiatolá Ali Khamenei. Apesar da escalada, contudo, o mercado internacional de petróleo reagiu na direção oposta à esperada. Segundo apurou o G1, os preços do barril fecharam o pregão em queda, mesmo com o conflito no radar dos investidores.

Como o mercado de petróleo reagiu à nova escalada

Depois de abrir o dia em alta, o barril do Brent encerrou o pregão com queda de 2,2%, cotado a US$ 76,30. Na mesma direção, o WTI recuou 2%, para US$ 72,08. Na prática, o resultado mostra que, apesar da tensão militar crescente, o mercado ainda avalia outros fatores — como oferta global e expectativas de demanda — na hora de precificar o petróleo.

Novos ataques, o enterro de Khamenei e a reação internacional

As tensões entre Estados Unidos e Irã voltaram a aumentar nesta quinta-feira, depois que as forças armadas iranianas lançaram ataques contra infraestruturas militares americanas em países do Golfo Pérsico. A ofensiva foi uma resposta aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos contra províncias no litoral sul e no leste do Irã, o que elevou a pressão sobre o acordo de cessar-fogo que estava em vigor havia três semanas.

No mesmo dia, o Irã realizou o enterro de seu líder supremo assassinado no início do conflito. Ali Khamenei foi morto no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, e a cerimônia, no santuário de Mashhad, encerrou uma semana de cortejos fúnebres e manifestações no país. Paralelamente, explosões foram registradas em diferentes regiões iranianas, incluindo Bushehr, onde fica uma das usinas nucleares do Irã.

A escalada também provocou reações internacionais. O Catar, que costuma atuar como mediador entre Washington e Teerã, condenou os ataques à navegação comercial e defendeu a retomada das negociações diplomáticas. Na mesma linha, os ministros das Relações Exteriores da Turquia e de Omã ressaltaram, em conversas com o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, a necessidade de evitar uma nova escalada militar.

Por que o Estreito de Ormuz é a chave da crise

Em meio ao agravamento do conflito, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que os ataques dos Estados Unidos e as intervenções no tráfego pelo Estreito de Ormuz têm dificultado a retomada gradual da navegação na região.

O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área — o que explica por que qualquer instabilidade na região tem potencial para afetar diretamente os preços globais de energia.

Embora o Irã não seja o proprietário da via marítima, o país controla a costa norte do estreito, além de diversas ilhas e posições militares — o que lhe permite monitorar praticamente todo o tráfego de embarcações da região. Nos últimos anos, o Irã transformou essa posição geográfica em um instrumento de pressão política e militar: logo no início da guerra, chegou a fechar o estreito para obter vantagem na mesa de negociações.

Atualmente, o governo iraniano defende que o mundo reconheça a soberania do país sobre a rota marítima — uma pretensão que segue sem aceitação internacional e que, somada aos novos ataques, mantém o mercado de petróleo e a diplomacia regional em alerta constante.

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Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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