Petróleo Brent é negociado abaixo de 60 dólares após avanços nas negociações sobre a Ucrânia, elevando expectativas de maior oferta e possível alívio de sanções.
O mercado internacional de petróleo iniciou a semana sob forte influência do cenário geopolítico. Nesta terça-feira (16), o barril do tipo Brent, referência para a Europa, passou a ser negociado abaixo de 60 dólares, movimento que não era registrado desde maio.
O recuo dos preços ocorre em meio aos avanços diplomáticos envolvendo a guerra na Ucrânia e às expectativas de ampliação da oferta global da commodity.
Esse novo ambiente trouxe maior apetite ao risco por parte dos investidores. Como consequência, os contratos futuros passaram a refletir uma leitura mais otimista sobre o equilíbrio entre oferta e demanda.
-
Petróleo dispara novamente após ataques e impasse entre EUA e Irã aumentarem tensão global
-
TESOURO ESCONDIDO NO FUNDO DO MAR? Descoberta de petróleo a quase 20 mil pés de profundidade desafia limites da engenharia na costa do Brasil
-
Regulamentos do IBS e da CBS mudam ressarcimento de créditos e acendem alerta financeiro na indústria de óleo e gás
-
90 bilhões de barris de petróleo, 1.669 trilhões de pés cúbicos de gás natural e 84% das reservas prováveis em áreas offshore estão sob o Ártico e o degelo que abre rotas marítimas e expõe esse tesouro energético está transformando o Polo Norte em uma disputa estratégica entre EUA, Rússia, China e Canadá por petróleo, gás, navegação e poder militar
Declarações políticas impulsionam movimento no mercado
Um dos principais catalisadores para a queda do petróleo foi a fala do presidente dos Estados Unidos. Na segunda-feira, Donald Trump afirmou que “agora estamos mais perto do que nunca” de um acordo capaz de encerrar o conflito na Ucrânia. A declaração repercutiu rapidamente entre operadores e analistas do setor energético.
Além disso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também se manifestou no mesmo dia. Ele celebrou os “avanços” nas negociações com os Estados Unidos para pôr fim à guerra. Essas sinalizações reforçaram a percepção de que um desfecho diplomático pode estar mais próximo.
Caso as negociações avancem de forma concreta, o encerramento do conflito, iniciado em fevereiro de 2022, poderá resultar no alívio das sanções impostas ao petróleo russo. Esse fator é acompanhado de perto pelo mercado, já que a Rússia figura entre os maiores produtores globais.
Com menos restrições, a oferta internacional tende a crescer. Assim, o equilíbrio do mercado pode ser alterado, pressionando ainda mais os preços no curto e médio prazo.
Contratos futuros refletem expectativa de maior oferta
No pregão desta terça-feira, o contrato do Brent para fevereiro operava em queda superior a 1%, sendo negociado abaixo da marca simbólica de 60 dólares. O movimento reforça a tendência de desvalorização observada nos últimos dias.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, o cenário também é de enfraquecimento dos preços. Na segunda-feira, o barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), com entrega prevista para janeiro, encerrou o dia cotado a 56,82 dólares. Esse foi o menor patamar registrado em quase cinco anos.
Diante desse contexto, agentes do mercado ajustam suas posições com base nas perspectivas de curto prazo.
A combinação entre avanços diplomáticos, possível retorno de volumes russos ao mercado e expectativas de maior oferta segue como o principal vetor de pressão sobre o petróleo, mantendo os preços em trajetória de queda nos mercados internacionais.

Seja o primeiro a reagir!