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Petróleo Brent rompe piso de 60 dólares e mercado reage a sinais de acordo na guerra da Ucrânia

Escrito por Rannyson Moura
Publicado em 16/12/2025 às 11:18
Atualizado em 16/12/2025 às 11:19
Petróleo Brent é negociado abaixo de 60 dólares após avanços nas negociações sobre a Ucrânia, elevando expectativas de maior oferta e possível alívio de sanções.
Petróleo Brent é negociado abaixo de 60 dólares após avanços nas negociações sobre a Ucrânia, elevando expectativas de maior oferta e possível alívio de sanções.
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Petróleo Brent é negociado abaixo de 60 dólares após avanços nas negociações sobre a Ucrânia, elevando expectativas de maior oferta e possível alívio de sanções.

O mercado internacional de petróleo iniciou a semana sob forte influência do cenário geopolítico. Nesta terça-feira (16), o barril do tipo Brent, referência para a Europa, passou a ser negociado abaixo de 60 dólares, movimento que não era registrado desde maio. 

O recuo dos preços ocorre em meio aos avanços diplomáticos envolvendo a guerra na Ucrânia e às expectativas de ampliação da oferta global da commodity.

Esse novo ambiente trouxe maior apetite ao risco por parte dos investidores. Como consequência, os contratos futuros passaram a refletir uma leitura mais otimista sobre o equilíbrio entre oferta e demanda.

Declarações políticas impulsionam movimento no mercado

Um dos principais catalisadores para a queda do petróleo foi a fala do presidente dos Estados Unidos. Na segunda-feira, Donald Trump afirmou que “agora estamos mais perto do que nunca” de um acordo capaz de encerrar o conflito na Ucrânia. A declaração repercutiu rapidamente entre operadores e analistas do setor energético.

Além disso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também se manifestou no mesmo dia. Ele celebrou os “avanços” nas negociações com os Estados Unidos para pôr fim à guerra. Essas sinalizações reforçaram a percepção de que um desfecho diplomático pode estar mais próximo.

Caso as negociações avancem de forma concreta, o encerramento do conflito, iniciado em fevereiro de 2022, poderá resultar no alívio das sanções impostas ao petróleo russo. Esse fator é acompanhado de perto pelo mercado, já que a Rússia figura entre os maiores produtores globais.

Com menos restrições, a oferta internacional tende a crescer. Assim, o equilíbrio do mercado pode ser alterado, pressionando ainda mais os preços no curto e médio prazo.

Contratos futuros refletem expectativa de maior oferta

No pregão desta terça-feira, o contrato do Brent para fevereiro operava em queda superior a 1%, sendo negociado abaixo da marca simbólica de 60 dólares. O movimento reforça a tendência de desvalorização observada nos últimos dias.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o cenário também é de enfraquecimento dos preços. Na segunda-feira, o barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), com entrega prevista para janeiro, encerrou o dia cotado a 56,82 dólares. Esse foi o menor patamar registrado em quase cinco anos.

Diante desse contexto, agentes do mercado ajustam suas posições com base nas perspectivas de curto prazo. 

A combinação entre avanços diplomáticos, possível retorno de volumes russos ao mercado e expectativas de maior oferta segue como o principal vetor de pressão sobre o petróleo, mantendo os preços em trajetória de queda nos mercados internacionais.

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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