Petrobras vende a totalidade da sua participação na GNL Gemini para White Martins. O consórcio foi criado para comercializar gás natural liquefeito (GNL)
Ao mesmo tempo em que a BR Distribuidora quer entrar no mercado e negocia a compra de 50 % da Golar Power para firmar sociedade no mercado de gás natural, a Petrobras anunciou em fato relevante na manhã deste dia (25/09) que vendeu a participação de 40% da GásLocal, empresa que atua no transporte de GNL por caminhão, para a White Martins.
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Além disso, segundo o informe da Petrobras também foi assinado um acordo que encerra pendências societárias, de arbitragem e temas em discussão judicial referentes às operações da GásLocal e um contrato ajustando condições comerciais para o fornecimento de gás pela petroleira até o final de 2023 já que faz parte do Consórcio Gemini, que é formado por Petrobras, White Martins e GásLocal. Os ajustes feitos não foram detalhados.
De acordo com a Petrobras, a operação “está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia”. A negociação ainda precisa ser autorizada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
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Sobre a Gás Local
A Gás Local é uma companhia sediada no estado de São Paulo que atua no setor de distribuição e transporte de gás natural liquefeito, por meio de carretas criogênicas.
Mesmo o pré-sal tendo as maiores reservas de gás natural do mundo, a Petrobras vai dobrar importação do GNL por falta de infraestrutura no Brasil
Pré-sal: Petrobras informou em fato relevante, que vai ampliar a capacidade operacional do terminal de regaseificação de gás natural liquefeito da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro para 30 milhões de m³ por dia.
Apesar do Brasil está reinjetando cerca de 45% do gás que sai do pré-sal, a ampliação da capacidade regaseificação de gás natural liquefeito da Petrobras será para importar o combustível, uma vez que o GNL dos poços do pré-sal não tem sido viável economicamente.
Quando o GNL importado chega por meio de navios o mesmo precisa ser regaseificado.
Para que a Petrobras pudesse utilizar todo o gás natural que sai do pré-sal, que atualmente é reinjetado, seria necessário mais terminais para escoar o combustível até a costa brasileira. Em seguida, conectar a uma rede de distribuição para o interior do país, que hoje não existe.
