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A Petrobras fechou acordo com a Equinor para comprar 50% do bloco Itaimbezinho no pré-sal da Bacia de Campos

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 29/06/2026 às 12:44 Atualizado em 29/06/2026 às 12:48
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A Petrobras anunciou em 10 de junho de 2026 acordo com a Equinor para a aquisição de 50% de participação no bloco Itaimbezinho, localizado no pré-sal da Bacia de Campos, a aproximadamente 190 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro, em operação que amplia a presença da estatal brasileira em uma das bacias mais produtivas do país.

Estrutura da transação e composição do consórcio

O acordo prevê que, após o fechamento da operação, o consórcio do bloco Itaimbezinho será formado pela Equinor como operadora, com 50% de participação, e pela Petrobras, com os outros 50%. A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) atuará como gestora do Contrato de Partilha de Produção.

A transação ainda depende de submissão ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com conclusão condicionada ao cumprimento das condições precedentes, incluindo aprovações governamentais e regulatórias.

O valor financeiro da transação não foi divulgado pelas partes.

Localização estratégica e sinergia com ativos vizinhos

O bloco Itaimbezinho está inserido no Polígono do Pré-Sal e localizado na Bacia de Campos, região que responde por parcela significativa da produção nacional de petróleo. O campo é adjacente ao projeto Raia e à licença exploratória Jaspe, onde Petrobras e Equinor já atuam em parceria, o que maximiza sinergias operacionais e logísticas na área.

A Bacia de Campos é historicamente a maior produtora de petróleo do Brasil e concentra parte relevante da infraestrutura offshore da Petrobras, incluindo plataformas, dutos e terminais de escoamento. A aquisição do bloco Itaimbezinho reforça a estratégia da estatal de consolidar sua presença em blocos com potencial exploratório adjacente a campos já em produção.

A Equinor opera outros blocos em parceria com a Petrobras na mesma bacia, tornando a estrutura de governança do consórcio Itaimbezinho familiar para ambas as empresas.

Contexto de expansão da Petrobras no pré-sal

A aquisição de Itaimbezinho integra o plano estratégico da Petrobras de expansão no pré-sal brasileiro. Em dezembro de 2025, a FPSO P-78 entrou em operação no campo de Búzios com capacidade para produzir 180.000 barris de óleo por dia. A produção total da Petrobras atingiu 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2025, crescimento de 11% em relação ao ano anterior.

No início de 2026, a produção de petróleo e gás natural do Brasil bateu recorde em fevereiro, atingindo 5,304 milhões de barris de óleo equivalente por dia, com a Petrobras respondendo por 89,46% do total nacional. A empresa registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026.

A Equinor, por sua vez, opera blocos exploratórios e de produção no Brasil desde a década de 1990 e figura entre as principais parceiras internacionais da Petrobras no pré-sal, com participações em campos como Raia, Peregrino e Carcará.

Próximos passos regulatórios

O fechamento da transação está condicionado à aprovação do CADE, que avalia aspectos concorrenciais, e da ANP, responsável pela regulação das atividades de exploração e produção de petróleo e gás no país. Não há prazo definido para a conclusão do processo regulatório.

A Petrobras e a Equinor não divulgaram detalhes sobre o cronograma de atividades exploratórias no bloco Itaimbezinho após o fechamento da operação. As atividades exploratórias iniciais deverão ser definidas após a regularização das aprovações governamentais exigidas pelo contrato de partilha de produção.

A aquisição do bloco Itaimbezinho é a mais recente de uma série de movimentos da Petrobras para ampliar seu portfólio exploratório no pré-sal. O plano estratégico da estatal para 2025-2029 prevê investimentos de US$ 111 bilhões, com a maior parcela destinada à exploração e produção no pré-sal. O bloco Itaimbezinho representa oportunidade exploratória adjacente à infraestrutura já existente, o que pode reduzir custos de desenvolvimento caso confirmada a presença de petróleo em volumes comerciais.

A Bacia de Campos permanece como região prioritária para a Petrobras, que já opera nela campos como Marlim, Roncador, Barracuda e outros ativos que respondem por parcela relevante da produção nacional. A parceria com a Equinor, que traz expertise em operações offshore em águas profundas desenvolvida no Mar do Norte norueguês, agrega conhecimento técnico ao consórcio do bloco Itaimbezinho.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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