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Petrobras investe na Bacia de Pelotas: uma nova fronteira para diversificação e redução de riscos, apontam analistas

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 14/12/2023 às 11:52
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ANP (Agência Nacional do Petróleo) realizou na última quarta-feira (14) o seu 4º Ciclo de Oferta Permanente de Concessões – Todos os direitos: Info Money
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ANP realizou o 4º Ciclo de Oferta Permanente de Concessões, com bloco, bônus de assinatura, licitações, devolução e consórcios. Novo portfólio exploratório oferecido.

A Petrobras (PETR4) foi uma das empresas que se destacaram no leilão da ANP (Agência Nacional do Petróleo) na última quarta-feira (14). Dos 602 blocos oferecidos em nove bacias diferentes, apenas 192 receberam propostas (144 blocos em terra e 48 blocos no mar), totalizando um bônus de assinatura de aproximadamente US$ 85,7 milhões, o equivalente R$ 421,7 milhões.

A Bacia de Pelotas foi o destaque principal do leilão, concentrando cerca de 70% do total do bônus de assinatura. Petrobras (PETR4), Shell, CNOOC, Chevron, Equinor e Karoon foram as principais empresas de petróleo que venceram blocos no mar, enquanto 3R Petroleum (RRRP3), PetroRecôncavo (RECV3) e Eneva (ENEV3) foram as principais empresas que venceram blocos em terra. 3R Petroleum

Morgan Stanley destaca a presença da Petrobras na Bacia de Pelotas

O Morgan Stanley destaca que essa rodada de licitações marcou o retorno da Petrobras à Bacia de Pelotas. A estatal, trabalhando em dois consórcios diferentes, adquiriu 29 blocos na bacia, atingindo um bônus de assinatura de cerca de US$ 23,6 milhões, a ser pago em abril de 2024. Os consórcios da Petrobras enfrentaram a concorrência da Chevron em 11 lances, mas a Petrobras venceu todos eles. No cenário em terra, 3R e PetroRecôncavo adquiriram três e dois blocos na Bacia Potiguar, respectivamente.

Na visão do banco americano, apesar de não ter sido um leilão altamente competitivo, o interesse demonstrado na Bacia de Pelotas pode representar uma nova fronteira de investimentos exploratórios no Brasil.

‘Ainda é cedo para avaliar o potencial da região, especialmente após a devolução de blocos pela Petrobras nos últimos anos’, comenta. ‘No entanto, a dominância da empresa durante o leilão pode representar uma visão mais positiva da bacia e ser uma maneira importante de diversificar seu portfólio exploratório e reduzir os riscos relacionados à possibilidade de questões de licenciamento ambiental na Bacia do Foz do Amazonas’, avalia.

Participação da Petrobras na Bacia de Pelotas era esperada

O Bradesco BBI, por sua vez, aponta que a participação da Petrobras na bacia de Pelotas era esperada, pois é ‘unida’ à pré-Pangea da bacia da Namíbia, que fez vários recentes descobertas importantes anunciado pela Shell e TTE.

 

Fonte: Info Money

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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