A Petrobras fez sobrevoos no litoral do Nordeste, mas não conseguiu identificar o caminho do petróleo, o que inviabiliza instalar barreiras de contenção.
Nesta sexta-feira, 25, Petrobras concluiu que o petróleo que chega às praias do Nordeste desde o fim de agosto se trata de uma mistura da produção de três campos na Venezuela. Segundo a estatal, as investigações também apontam como provável origem o derramamento por um navio.
Isso não significa que a Venezuela tenha responsabilidade direta sobre o derramamento de petróleo na costa brasileira, uma vez que o material pode ter sido embarcado em navio de qualquer origem, inclusive embarcações ilegais.
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A conjectura de que o petróleo lançado no mar brasileiro seja resultado da operação criminosa de um “navio fantasma” é, para a Marinha, uma das mais prováveis atualmente porque, de acordo com avaliações técnicas, o petróleo que contaminas as praias do Nordeste, não é comprado por nenhum outro país do mundo.
“Cada óleo ou petróleo tem uma assinatura geoquímica baseada na sua composição, que é muito específica. É por isso que a gente consegue saber se o óleo veio da Venezuela, da bacia de Santos, da Arábia Saudita (inclusive dos poços). Há bancos mundiais que dispõe dessa assinatura geoquímica do óleo. E é uma análise fácil de fazer e identificar a origem” explica Vanessa Hatje, especialista em Oceanografia Química da Universidade Federal da Bahia.
“A gente comparou a análise da origem com mais de 30 amostras e concluiu que ela é de três campos venezuelanos, um blend [mistura] do petróleo de lá”, afirmou Eberaldo, diretor de Assuntos Corporativos da companhia, durante encontro que detalhou o resultado da companhia no terceiro trimestre.
O executivo, disse que a Petrobras comparou o combate ao vazamento a “procurar agulha no palheiro”, já que não se sabe a origem.
Neto reforçou que o desconhecimento sobre a origem do vazamento dificulta a estratégia de combate, já que só é possível identificar o produto quando ele atinge as praias.
A empresa fez sobrevoos no litoral do Nordeste, mas não conseguiu identificar o caminho do óleo. Ele ainda ressaltou que não é possível instalar barreiras de contenção para evitar que as manchas toquem a costa.
“Quando vaza de uma instalação de produção, a gente detecta a origem e consegue combater mais fácil. Quando não tem o fator de origem, não se sabe como foi e quando foi, é como [procurar] agulha no palheiro”, explicou.
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